Esquizofrenia
A esquizofrenia é uma doença que atinge mais ou menos 60 milhões de pessoas e até hoje não sabemos totalmente suas causas. Sabemos, no entanto, que ela não tem cura e que há uma predisposição genética para seu desenvolvimento ou aparecimento. Por outro lado, verificamos que há famílias onde há uma pessoa com essa doença e um filho, por exemplo, que não desenvolve a doença.
Ou seja, não podemos afirmar que dentro de uma família onde há alguém esquizofrênico, que necessariamente alguma outra pessoa da mesma família também será esquizofrênica.
O psiquiatra suíço Bleuler, por volta de 1911, classificou como esquizofrenia, a doença que ele identificou como skizo=separação e phrenos=espírito.
O que sabemos é que ocorre um desequilíbrio bioquímico no cérebro causado por um excesso de dopamina, responsável por produzir alucinações. Quando isso ocorre, a pessoa pode ouvir vozes ou ver pessoas imaginárias, ter idéias de perseguição e desorganização de pensamentos e também da fala. Pode ocorrer também apatia e falta de auto-estima.
Como muitas vezes, essas pessoas passam a ter uma grande dificuldade em expressar seus sentimentos, a terapia ocupacional é muito importante, assim como os medicamentos e a psicoterapia.
Os surtos podem ocorrer e daí a necessidade de internação e de acompanhamento, mas não numa proposta definitiva. Diferentemente do que se via antigamente, quando os pacientes eram confinados em hospitais psiquiátricos, sofrendo eletro-choque ou lobotomia… Ou seja, eram considerados ¨casos perdidos¨ ou irrecuperáveis. A falta de uma medicação adequada, inexistente naquela época, empurrava os pacientes para uma vida sem saída. Hoje, esse quadro mudou bastante.
Atualmente, o paciente pode ser liberado da internação e com a existência do hospital-dia , ele pode passar o dia no hospital ocupando-se com a psicoterapia e terapia ocupacional e à noite retornar para casa.
Apesar de não ter cura, o tratamento sendo feito dessa maneira, pode fazer com que esse paciente volte a ter uma vida mais normalizada e mais sob controle, continuando a viver em sociedade normalmente e junto a seus familiares.
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