Nasci para contestar – Parte 1
Geralmente se ouve que a fase da adolescência é invariavelmente incontrolável, aborrecida e cheia de guerras. Aparentemente é uma relação só de atritos e sem saídas. A tônica dessa fase é sem dúvida a da rebeldia, da contestação. Mas a partir do momento que entendemos cada faceta dessa contestação, encontramos também uma saída. A contestação muitas vezes está embutida numa rebeldia e precisamos entender bem do que isso se trata.
Há duas espécies de rebeldia:
- A normal que leva à maturidade, sendo construtiva, que ajuda o adolescente a sair “da casca do ovo” e a começar a usar suas próprias asas. Ela força a abertura de comunicação entre pais e filhos, dando-lhes a oportunidade de explorar problemas, entender sentimentos e crescer juntos.
- A anormal, geralmente, resulta em desordem e destruição. Fecha as vias de comunicação e em vez de um comportamento ocasional, torna-se estabelecido e específico. É sempre a respeito do carro, namoro, dinheiro, amigos, fé, sexo, música, dança, etc… Uma guerra fria se estabelece na família e os pais não têm coragem de mencionar essas áreas de conflito. Ela, na verdade, desvia o adolescente da vida, levando-o a algum atalho estreito.
Há várias atitudes que os pais podem ter, frente à uma rebeldia normal:
1) Ajudá-lo no amadurecimento, enquanto ele passa pela crise, e não retirá-lo da crise para poupá-lo. A maioria dos adolescentes não cria problemas de família; revela-os.
2) Uma atitude que proporcione aos filhos segurança com seus pais. O adolescente pode rebelar-se contra as opiniões dos pais, mas nunca deve rebelar-se contra suas atitudes. Como falou um adolescente: “Eu discordo muito dos meus pais, mas gosto da maneira como eles abordam nossas discordâncias. Eles discordam, mas são coerentes“. Já é meio caminho andado, concordam?
Artigo publicado originalmente no site PapoNosso : Nasci para contestar
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