Mecanismos de Defesa

Para Freud, o aparelho psíquico encontra-se bombardeado frequentemente por conflitos e situações que provocam ansiedade. Nosso psiquismo ameaçado, buscando afastar ou eliminar essa ansiedade, encontraria então meios de lidar com essa situação. Esses “meios” seriam então os Mecanismos de Defesa que surgem em pessoas saudáveis, mas que em excesso, são indicadores de sintomas neuróticos.

São eles: Racionalização, Identificação, Negação, Repressão, Projeção, Regressão, Sublimação, Formação Reativa, Deslocamento, Introjeção e Compensação.

RACIONALIZAÇÃO 

A pessoa encontra respostas lógicas tentando assim afastar o sofrimento.

IDENTIFICAÇÃO

O indivíduo assimila alguma característica de outra pessoa, adotando-a como modelo.

REPRESSÃO

Ela afasta de nossa consciência uma idéia ou evento que poderia causar ansiedade. Esse conteúdo reprimido no entanto, não é eliminado e continua no inconsciente. O resultado seriam algumas doenças psicossomáticas que poderiam estar vinculadas à essa repressão, tais como: asma, artrite, algumas fobias e frigidez.

NEGAÇÃO

Quando ocorre algo que nos incomoda profundamente, há a tendencia a não aceitar esse ocorrido, ou lembrá-lo de modo incorreto. Podemos fantasiar também o que houve na tentativa de distorcer e minimizar assim, o impacto do evento.

FORMAÇÃO REATIVA

Há uma inversão do desejo real que é ocultado. Uma pessoa por exemplo, extremamente rígida em relação à moral ou sexualidade, pode estar ocultando seu lado permissivo e imoral.

A pessoa justifica, explica e tenta de certa  maneira usar a lógica pra disfarçar os verdadeiros sentimentos. Aquilo que não é facilmente aceito, é “explicado” numa tentativa de tornar o indivíduo mais conformado diante de determinado fato.

PROJEÇÃO

Quando o indivíduo coloca no outro, sentimentos, desejos ou idéias que são dele próprio. Esse mecanismo ajudaria então a lidar de uma maneira mais fácil com esses sentimentos. A dificuldade em admitir determinadas ‘falhas” em nossa personalidade seria projetada no outro.

REGRESSÃO

Quando a pessoa, vivendo uma difícil realidade, retorna à atitudes anteriores. O indivíduo busca uma situação ou comportamento mais infantil. A criança pode voltar a esse estágio quando nasce um irmãozinho, voltando à chupeta ou à mamadeira.

DESLOCAMENTO

Ao invés de agredir determinada pessoa (um chefe, por exemplo) a agressão é direcionada à um colega ou à um subalterno.

INTROJEÇÃO

O indivíduo toma para si características de outra pessoa. É comum ver adolescentes introjetarem características de seus “ídolos”.

SUBLIMAÇÃO

O impulso é canalizado a outros interesses. A impossibilidade de ter filhos por exemplo, é sublimada pelo afeto à bichinhos de estimação; cachorros, gatos, etc…

Todos esses mecanismos atuam inconscientemente numa tentativa de amenizar a ansiedade e diminuir o conflito interno que a situação real poderia causar ou já estaria causando.

Artigo publicado originalmente pela autora no site PapoNosso : Mecanismos de Defesa



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3 opiniões sobre “Mecanismos de Defesa

  1. Tenho um filho de 2 anos e 4 meses que ainda não fala nada…. no mais é super levado e saudável… a psicóloga na qual eu levei diz que ele está agindo dessa forma pois percebe minha preocupação e ansiedade (quando quero mostrar algo a ele ou conversar alguma coisa ele fecha os olhos, vira o rosto para outro lado, finge não me ouvir). Na escolinha a professora diz que ele está usando todos esses comportamentos como mecanismo de defesa, por eu não lhe dar toda atenção que ele precisa (eu deixavá-o muito tempo dentro do chiqueirinho para poder trabalhar o final de semana em casa). Hoje, mudei bastante minha rotina com ele… não o trato mais como um bebezinho dependente para tudo (seguindo o conselho da psicóloga) tirei a mamadeira e ele se recusou a tomar o mingau no começo, dois dias depois aceitou numa boa, desde que lhe dê na boca. Coloquei ele para dormir no berço (antes dormia no bebê conforto encima da minha cama. Ele chorou uns dois dias e também se adaptou. Agora ela (falou para tirar a chupeta, isso também atrapalha a criança a falar… bem estou meio cética quanto a isso. E se eu tirar e ele começara me rejeitar ainda mais? Ele me abraça e beija, é super carinhoso, mas se recusa a aprender coisas novas, se irrita quanto tento lhe ensinar algum jogo e não fala nada só se mostra muito irritado…. queria saber o que fazer para mudar isso… Fico angustiada pois parece que ele não me entende por não saber falar ainda. Será que esse comportamento dele é um mecanismo de defesa em relação a falta de atenção que teve nos dois primeiros anos de vida?
    Por favor me ajude, tenho medo que ele não comece a falar, que isso demore muito tempo.
    Meu outro filho também demorou a falar (falou aos três anos), mas balbuciava as palavras bem enroladas e eu conseguia entender, em relaçao aos jogos pedagógicos também era bem disposto e bem mais evoluído nessa idade (até já brincava com jogos no computador… Outra coisa que também meu filho começou a fazer é morder todos os coleguinha, por qualquer motivo. Isso também é revolta? O que devo fazer?
    Será que isso é normal acontecer? Sinto muita culpa, pois vejo que ele está sofrendo por não conseguir se comunicar com palavras… (ele não tem problema auditivo, neurológico, nem nenhuma anormalidade fisica).
    Aguardo resposta urgente… Quero saber até que ponto a falta de atenção (solidão) afeta uma criança…

  2. Marilena responde:
    (A resposta foi enviada por e-mail, mas retornou por erro no endereço)

    A desatenção e ausência da mãe afetam em muito se extendida por longos anos.
    Não é o seu caso, pois ele ainda é muito novinho. Se seu outro filho demorou a falar, isso por si só mostra que, de fato, a fala varia muito entre crianças.
    Tenha paciencia e espere mais um pouco.

    Tudo bem de você ir mudando algumas coisas com ele, mas não mude tudo junto e dê um tempo de intervalo entre elas, pois crianças são muito sensíveis às mudanças. Ele ainda está na fase da chupeta e você pode esperar mais um pouco para tirá-la, sem problemas.

    Se você relata que ele ficava muito tempo no cercado, talvez isso o tenha deixado com menos possibilidade de investigação e busca pelas descobertas. A verbalização também pode ter sido limitada por isso. No entanto, nada de ficar ansiosa e preocupada por isso. Ele, na escolinha, irá com o tempo aprender a ser estimulado.

    O fato de morder outras crianças mostra que ele está apenas iniciando o processo de socialização. Esse processo só começa a acontencer DEPOIS dos 2 anos. Ele ainda está no início e demonstra isso. Não é social morder os outros, mas ele ainda não sabe disso. Esse processo também varia entre crianças, mas tenha calma. Isso tudo passará e ele precisa apenas de tempo. O tempo dele!

  3. Fico muito grata com a resposta, mas não ficar ansiosa é quase impossível. É dificil ver seu filhinho e saber que por culpa da gente ele está sofrendo, como vc disse a “verbalição ficou limitada”. Sei que tudo isso passará e que sirva de lição para outras mães: dêem toda atenção que seu bb precisa, pois esses primeiros anos de vida dele são importantíssimos para o desenvolvimento deles. Pude ver isso comparando os meus dois filhos… Agora sei, não importa o tamanho e a quantidade dos problemas que estamos passando, tem que haver tempo para os pequeninos… se eu pudesse voltar o tempo!! voltaria e daria toda a atenção do mundo para meu bebê… não toda atenção que eu pudesse, pois aprendi, que se tratando dos filhos, sempre se pode dar mais…
    Parabéns por esse site. É de extrema importância para, nós, pais, que às vezes achamos que estamos fazendo tudo certo e fechamos os olhos para erros claros…

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