A Mente dos 7 a 8 anos

Nesta fase, a criança ainda não está pronta para pensar sobre hipóteses. Portanto, é comum a mãe dizer: “Não faça isso ou vai acontecer tal coisa”. É difícil para ela entender, e muito comum, a situação acabar com a famosa frase: “Eu não disse?”

Refira o passado para dar os exemplos, lembrando-a do que aconteceu anteriormente. Pensar sobre o passado é mais fácil para a criança.

Apesar de serem muito independentes e terem um vocabulário maior, as frase mais “adultas” devem ser evitadas.

É comum ouvir de alguns pais : “Você deve respeitar os limites do seu amigo, etc..”

Imaginam que, este filho já está pronto para entender frases desse tipo. A criança precisa ouvir uma linguagem à altura dela, para entender exatamente o que os pais querem que ela faça.

Nessa idade que muitos querem saber como se faz os bebês. Caso a mãe se sinta constrangida em explicar, há excelentes livros sobre esse assunto. Ao terminar de ler, pergunte se ela entendeu tudo e deixe o livro com ela. Talvez ela tenha a curiosidade de folhear o livro, e depois lhe mostre que guardará o livro, juntamente, com outros no quarto dela. O livro é dela, e é provável que ela queira vê-lo novamente.

É uma fase em que a maioria dos meninos é rebelde com o asseio. É melhor fazer uma triagem e ver o que realmente é importante. Se não querem pentear os cabelo, deixe-os, assim, de vez em quando. Escovar os dentes, não há escolha.

É necessário que os pais escovem os dentes dos filhos até os 7 anos. Pois até essa idade não há uma musculatura fina bem desenvolvida. Deixá-los por conta própria nessa tarefa, e depois “cobrar” uma perfeição é inadequado e injusto para com eles. Não imaginam como poderão fazer melhor.

Como é uma fase de grande motricidade, geralmente, é confundido com hiperatividade.

Os pais percebem que alguns são hipocondríacos. Se sangram, acham que vão morrer e ficam assustados. Estão, simplesmente, mais sensíveis e por isso, se deve evitar que vejam filmes de terror. Às vezes, ficam mais impressionados e desejam dormir com os pais. É normal que eles imaginem que o filho está numa fase de regressão, pois geralmente já dormem sozinhos há muito tempo. Trata-se apenas, de uma fase mais sensível aos acontecimentos.

Essa é a fase de identificação sexual (link). As meninas copiam as mães e os meninos copiam os pais. É um período muito importante, pois o pai que esteve meio ausente com o filho, e deixou as atividades e compromissos para a mãe, agora precisa estar presente e mais próximo deste filho. Este filho precisa observar melhor o comportamento deste pai, o gosto e preferências masculinas, e assim fortalecerá a sua identificação.

Manter as roupas em ordem é muito difícil para eles, por isso evite o desgaste de exigir limpeza e ordem no quarto. É preferível vê-los assim; já que este comportamento é normal nesta fase, a vê-los muito ordenados e preocupados com limpeza, o que pode ocasionar traços obsessivos.

Como são instáveis, passam um mês fazendo determinada atividade, logo se cansam e já querem outra. Essa variedade de esportes e atividades é importante para diversificarem. Tenha paciência com essa troca constante.

É uma fase aonde as informações são tão diversas e a vontade de viver e fazer coisas diferentes é tão intensa que, não querem dormir cedo. O sono seria uma perda de tempo. É importante que haja um pouco de flexibilidade dos pais nessa fase.

Tendo recebido muito pedidos de sugestões de livros sobre esta faixa de idade, recomendo as publicações da Clínica Tavistock. Em português, publicados pela Editora Imago :

  • Compreendendo seu filho de 7 anos – Elsie Osborne
  • Compreendendo seu filho de 8 anos – Lisa Miller

 

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48 comentários sobre “A Mente dos 7 a 8 anos

  1. meu filho de oito anos escreveu um bilhete dizendo que se odeia e que pretende fugir dia 5 de julho de casa, só porque não tem fome e eu o forço a comer. Estou em desespero. o que faço?

  2. Como a resposta enviada diretamente ao e-mail informado não pode ser entregue, está sendo publicada aqui.

    Marilena responde:
    Seu filho com certeza tem fome sim, como toda criança. Mas, só não sei se está comendo fora de hora e quando chega a hora do almoço, ele não está mais com tanta fome assim.

    O que me chama mais a atenção, foi o bilhete que ele escreveu. Se ele se odeia, não está se sentindo apreciado e querido. A rejeição do alimento dado por vc mostra isso, pois quando a criança rejeita o alimento que a mãe dá, rejeita a pessoa da mãe. A negação da comida, é um sinal de que precisa chamar sua atenção para alguma coisa.

    Se ele pensa em fugir de casa, é importante que vc diga a ele o quanto gosta dele e o quanto gosta de ficar com ele, de brincar, sair junto, ver TV junto, etc… ou qualquer outra coisa que façam juntos. Realce bem os fatores positivos que ele tem , suas qualidades. Fale do nascimento dele, o quanto foi impotante para vc, como foi, etc..

    Quanto mais ele se sentir querido, mais ele gostará de ficar em casa com você. Quanto mais interessante e divertido for ficar em casa, menos ele pensará em sair de casa.

  3. 19/6/2008 Comentário recebido:
    Tenho um sobrinho de 8 anos que dorme com os pais (no meio deles) e sente muito medo de ficar sozinho, ainda que os pais estejam em casa (no banheiro, por exemplo).
    É um menino inteligente,mas não viaja sem a mãe e tem problemas de se alimentar.
    Qual seria as consequências desse comportamento?
    Os pais ficam o tempo todo com ele, participam de todas as atividades, mas estão certos em viver em função dele? Grata por me responderem

    Marilena responde:
    Se a criança não for “treinada” a ficar sozinha dificilmente aprenderá a se portar bem quando estiver sem ninguém por perto. O costume de mante-la assim não é o mais adequado.
    O importante seria pesquisar exatamente o que leva essa criança a ter problemas com a alimentação, etc..
    Os pais deveriam procura uma psicóloga infantil para que ela pudesse orientar de maneira adequada esses pais.

  4. 04/07/2008 Comentário recebido:
    Tenho um enteado de 7 anos que é muito materialista (preocupa-se em apenas receber brinquedos).
    Não sei se esse fator é destinado ao fato de não morar com sua mãe e ser criado pelos avós paternos, juntamente com o pai.
    Desenvolve agressividade (não fisíca e sim verbal) achando que tem o direito de responder qualquer pessoa.
    A família esconde os erros da criança para o pai e ele já percebeu isso, pois, na presença do pai ele se transforma.
    Ele recebe brinquedos em qualquer momento sem ao menos se esforçar para conquistá-lo.
    Como ajudar essa criança (ou as pessoas que o criam?).

    Marilena responde:
    Como vc mesma percebeu, o erro já vem de longe, com os mimos dos avós.
    Criança que recebe muita coisa acaba se tornando incapaz de suportar frustrações e quando não recebe o que quer torna-se agressiva.
    O ideal seria que esses avós percebecem isso e mudassem de atitude, pois a criança é apenas um reflexo do comportamento dos responsáveis (no caso, os avós).
    Cortar os mimos seria necessário e disciplina na agressividade.
    É importante mostrar a essa criança que com comportamento agressivo, regalias serão cortadas.
    Os avós devem saber e o pai também dos pontos, diversões e brinquedos preferidos dessa criança para que possam ser retirados em resposta à uma agressão verbal.
    Ainda há tempo desse quadro ser revertido.

  5. 18/07/08 Comentário recebido:
    Tenho uma filha de 7 anos, muito inteligente, extrovertida, sempre tivemos um relacionamento muito verdadeiro, transparente e sempre trabalhei com a VERDADE seja ela qual for.
    Foi uma gravidez extremamente planejada. Quando estava gravida, de 3 meses aos 26 anos, meu marido fez uma endoscopia e estava com um Cancer muito adiantado, sem tempo de correr para nada aos 35 anos , pois fiz tudo. Internei-me praticamente com ele cuidei , tive o bebe no mesmo hospital ele assistiu o parto e apos 20 dias ele faleceu , foi horrivel recomeçar.
    Desde de 2 anos, converso abertamente com a minha filha ela sabe de tudo, claro, detalhes ponderados, pois trabalho muito continuamos a morar sozinhas e procuro dar a melhor educação, estudo para ela, após a escola fica com minha mãe desde de quando nasceu é a unica neta. É uma menina elogiada por todos .
    E agora refiz minha vida aos 34 anos me casei , fiz uma cerimonia , festa enfim tudo para lhe dar um bom exemplo , compramos uma casa nova, ela adora meu marido e passou a chama-lo de PAPAI palavra a qual achava que nunca iria falar ele com muito carinho e dedicação corresponde a 100% para ela . E ela não dx tbm de falar as vezes no seu pai biologico então vejo que tudo é mto claro para ela estamos muito felizes convivendo junto esses 3 meses parece uma convivencia de muitos anos ….
    O que me estranhou muito nessas férias de Julho é que eu não tenho férias somente no fim do ano , ela sempre viajou com minha mãe desde de pequena, e fui leva-las para passar alguns dias na casa de uma Tia que ela adora na praia ela ficou mas chorou e no dia seguinte quis voltar , eu sai no meio do trabalho e fui busca-la , ao chegar em casa estava abatida , apatica , chorando e hoje está melhor mas estou percebendo que somente quer fazer passeios por aqui com outras pessoas desde que a noite ela esteja com a gente e quando estou indo trabalhar sempre está querendo chorar uma criança que nem quando bebe sabia chorar nunca , estou muito agoniada sem saber como agir e por ela ser a minha vida preciso de uma direção .
    Psicologo ? Será ciumes do novo relacionamento ? Medo porque as pessoas cobram outro Bebe por ser um casamento novo ????? Por favor me ajude aguardo, fica com Deus um grande bj

    Marilena responde:
    Vc disse que estão morando juntos, somente, há 3 meses.
    Se no início ela não demonstrou insegurança, não significa que não esteja com esse sentimento.
    Às vezes, as crianças demoram mais a elaborar determinada situação que os adultos e, portanto, demoram mais a demonstrar tal sentimento.
    Como ela fica com a avó, enquanto você trabalha, a divisão de espaço e atenção era com você e a avó.
    Agora ela tem vc + a avó + seu marido. Agora, mais do que nunca, esse homem veio para ficar e dividir o espaço que era só de vcs com ele também. A atenção é claro, está mais do que dividida para ela. Como consequencia, é esperado que numa saída dela de férias, ela fique mais ainda insegura, pois seria como vc estivesse afastando-a de propósito para ficar somente com seu marido.
    Crianças nessa fase, ainda pensam que tudo acontece a partir delas.
    Você quer se afastar é dela nesse momento e é difícil que ela entenda que sempre saiu de férias e essa seria mais uma.
    É importante que vc reforce a convivencia com ela e faça programas só com ela.
    Ela precisa perceber que o fato de vc te-lo trazido para a convivencia de vcs duas (e essa é a maneira que ela interpreta a situação) não significa que ela está perdendo espaço com vc.
    Tente não afastá-la e passe um período de tempo estreitando a relação com ela.
    No momento que este reforço estiver estabelecido, ela se sentirá mais segura e mais tarde poderá se afastar sem interpretar que está perdendo você.

  6. 18/07/2008 Comentário recebido:
    Tenho um namorado que tem um filho de 8 anos.
    Ele separou-se qdo a criança ainda tinha 3 anos.
    O fato de estar sem a mãe, o pai (meu namorado), buscou atender TODAS as vontades do seu filho a fim se suprir a ausencia da mãe.
    Nessa idade em que encontra-se a criança é cheia de vontades e mimos.
    Até hoje, podendo ou não, o pai atende suas vontades e lhe dar o que há de melhor em todos os sentidos.
    Resultado: a criança ainda não sabe ler nem tampouco escrever. Tem uma enorme dificuldade em se relacionar.
    Pensa que é criança e o pai não o leva ao supermercado porque sempre faz escandalo qdo não se dar o que pede, envergonhando a todos.
    O que faço? Grata pela resposta.

    Marilena responde:
    O excesso de mino, ao contrário do que possa parecer, é danoso para a criança, pois quando adulto não saberá enfrentar as frustrações.
    O pai precisa entender que a essa fase é fundamental para a criança.
    E ele está atrasado em relação à disciplina (que começa no berço), pois dar tudo para a criança, é não discipliná-la quanto ao que é conveniente ou não.
    Seria importante que vc pudesse dar alguns livros para ele em relação à criação de filhos ou sugerir mesmo uma ida à um psicólogo (e se for muito difícil, uma ida ainda ao pediatra) para que ele pudesse ser orientado quanto à noção do desenvolvimento de uma criança dessa idade.
    P.S.: Não foi respondido diretamente, pois o e-mail fornecido era inválido.

  7. Minha filha tem sete anos, ela anda muito birenta, como lidar com isso? Tenho, também, um filho de treze anos e ela fala que eu gosto mais dele do que dela, mas o amor é igual, com necessidades diferentes. O que faço?

  8. Marilena responde:Você deve observar se sua filha é voluntariosa e não gosta de receber um NÃO.
    Como é feita a disciplina e como ela aceita isso vindo de você?
    À medida que as crianças vão recebendo tudo o que querem, passam a se tornar também mais desejosas de receberem tudo e não se contentam com pouco.
    Daí a dificuldade dela, de ver divido o seu afeto entre ela e o irmão. (ela quer tudo só para ela)
    Observe se esse não é o caso dela.
    Escrevi outro post sobre irmãos que talvez ajude-a:
    http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/07/24/ciumes-irmao-maior-x-irmao-menor/

  9. Meu filho de 8 anos está c/ ciúmes das irmãs de 1 ano e meio e da outra de 2 meses. Está dando problemas até mesmo na escola. Se acha “burro” e odeia a escola. Em casa também está rebelde comigo e me cobra que não tem atenção. Por favor, como devo agir?

  10. Marilena responde:
    Atenção sua, nesse momento, com bebê de 2 meses, é muito difícil mesmo e a criança sente isso.
    Caso voce consiga ficar com ele um tempinho; nem que seja por 15minutos para brincar com ele ou mesmo para colocá-lo para dormir e conversar com ele nessa hora (pois é a hora preferida das crianças para conversarem com os pais pois se “soltam” mais) isso já ajudará bastante.
    Veja se alguém em casa pode ficar com ele para brincar e sair nos fins de semana em alguns momentos,
    mas nunca para passar um dia inteiro na casa de algum amigo, por ex., ou ele se sentirá mais excluído ainda; a menos que ele peça para fazer isso.
    Peça ajuda dele também para cuidar do bebê, pedindo a participação dele na hora do banho, ou fazendo alguma coisa com voce nesse momento. Ele se sentirá útil e ao mesmo tempo estará perto de voce. Mostre a ele como voce fazia com ele quando ele era pequeno (como trocar uma fralda) e ao mesmo tempo, vá fazendo suas tarefas com o bebê. Isso já ajudará bastante.
    Escrevi um outro artigo sobre irmão maior e irmão menor, que talvez, lhe interesse:
    http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/07/24/ciumes-irmao-maior-x-irmao-menor/

  11. Marilena responde:
    Talvez seu tempo com ela tenha diminuido muito com o nascimento da outra filha.
    Crianças nessa idade se ressente pela divisão de atenção ou ausencia de atenção por parte da mãe.
    Isto tem acontecido?
    Se não há tempo para voce brincar com ele como antes e voce só tem tempo para ‘dar ordens”, sem dúvida, ele não obedecerá. Pois, isso só significa que a única coisa que sobrou para ele foram os mandos e desmandos.
    Ele precisa de tempo com voce.
    A disciplina é fundamental nessa idade, assim como os castigos ou a situação só irá piorar com o passar do tempo. Não tenha pena de usar o castigo.
    Ele precisa disso ou cada vez mais irá ousar nas travessuras.
    Tente separar alguns tempo com ele na volta da escola (só para ele) brincando com o que ele mais gosta. Essa aproximação será essencial para voces dois.
    Escrevi um outro artigo sobre irmão maior e irmão menor que, talvez, lhe interesse:
    http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/07/24/ciumes-irmao-maior-x-irmao-menor/

  12. Meu filho mudou quando a minha filha nasceu, agora ele respondendo a tudo que brigo com ele, o comportamento dele mudou até na escola, a ponto de se juntar com o coleginha e fazer fogo na escola, tenho pena de bater, pois conversando jah não ta mais resolvendo, tento da carinho a ele juntamente coma irmanzinha dele, mas quando mando escova os dente e tomar banho é outra briga, ele é um menino muito bom mas esta dificil.

  13. 08/09/08 Comentário recebido:
    Tenho uma linda filha de 7 aninhos, só q me separei qd ela tinha 5 anos, e hj tem duas casas.. e ela viu o pai dela falar q quer ter um menino .. so q ela depois disto ela se transformou anda rebelde so
    quer brincar com coisas de menino e ñ quer colocar de jeito algum saia e vestido, quer cortar o cabelo curto e perguntou para a pro dela se ela pode trocar de nome para um nome de menino.. nao sei mais o q
    fazer ela quer ser um menino e age assim, as bonecas ela destroi tudo mas quer brincar de luta de futebol e so se veste como um moleque,,, o q faço?? como posso ajudar minha filha neste sentido …

    Marilena responde:
    Talvez sua filha não esteja se sentindo muito querida pelo pai.
    O sintoma disto é já que o pai vai ter outro filho, ela estará “de fora”.
    Sendo menino, no entanto, o pai a aceitará mais e, também, sendo menino, ele não terá desejo de ter outro filho.
    Esse é o sentimento que sua filha parece ter nesse momento.
    O sentimento de sentir-se querida pelo pai, precisa ser reforçado por ele, principalmente.
    Isso já é um pouco difícil, pois ele não mora com vc. mas pode ser substituído pelos momentos que passam juntos.

    O pai (imagino que já esteja ciente do comportamento dela) deve começar a valorizar, a elogiar os aspectos femininos SEMPRE que estiver com sua filha.
    Comentar por ex, como acha muito bonito quando ela coloca algum enfeite no cabelo, ou os detalhes da blusa que usa, ou sapatinhos, ou vestidinhos, etc… Elogiando tb alguma coisa feminina que só as
    meninas possuem, como a maneira de andar que é diferente e mais bonito, etc…
    Esses aspectos todos devem ser notados e comentados, sempre que possível a cada encontro.
    Peça a ele que antes de cada encontro, ela mesmo diga à filha que tipo de roupa ele gostaria que ela vestisse, que acha mais bonitinho, por exemplo.
    Caso eles saiam para algum passeio e passem por alguma loja, ele poderá mostrar alguma roupinha, por ex, dizendo o quanto ela fica bonita com coisas assim.
    A falta de valorizar aspectos femininos nesse sentido, deixam sua filha sentir-se desprestigiada, tentando, então, igualar-se com aquilo que ela imagina ser melhor do que ela.
    Vc tb poderá valorizar esses aspectos, mas no entanto não terão a mesma eficiencia se isso for feito pelo pai. Peça a ele essa colaboração que sem dúvida, ajudará muito sua filha.

  14. 15/09/08 Comentário recebido:
    Olá, eu tenho um filho de oito anos, que aos seis desenvolveu um medo muito grande. Começou com um filme de terror, depois foi a loira do banheiro, etc.
    Desse dia em diante só foi crescendo. Fez tratamento psiquiátrico, tomou antidepressivo e fez terapia. Ficou ótimo durante um ano mais ou menos.
    Nesse final de semana um amiguinho pediu para ele colocar no GOOGLE a palavra loira do banheiro. Foi o que bastou para voltar todo o medo.
    Não fica soziho em lugar nenhum, até a voz ficou mais fraca. Não sei o que fazer, se espero melhorar sozinho ou faço a maratona de psiquiatra e psicólogo tudo de novo.
    Pesquisei e vi que várias crianças têm medos nessa idade. ME AJUDE POR FAVOR!

    Marilena responde:
    Essa é a fase de medos e quanto mais isso é estimulado, com filmes, etc…pior.
    A criança precisa de muito apoio dos pais.
    Como ele já passou por isso anteriormente, o mais adequado seria que ele retornasse à terapia só como um apoio, primeiro, antes de entrar novamente na medicação.
    Veja como ele prossegue na terapia e se for o caso, pense então na ajuda da medicação.

  15. 15/09/08 Comentário recebido:
    Olá.Tenho um filho de 8 anos que, apesar da inteligencia acima da média, tem causado problemas na escola, ele prefere a companhia de “amigos”, agressivos, se envolvendo por varias ocasiões em
    brincadeiras que não terminam bem.
    Ultimamente, ele tem se tornado desleixado com as lições e tem desrespeitado a professora, desdenhando de sua autoridade na sala.
    Outro detalhe, é que comigo (pai), ele tem um tipo de comportamento mostrando consciencia, respeito, bom senso, e se faz de vitima dos amigos na sala de aula.
    Com a mãe, ele tem um comportamento agressivo, exigindo ter seus gostos atendidos, e, caso não o seja, se torna agressivo verbalmente, e ameaça agressão fisica. E para ela, ele diz que bate nos amigos da sala de aula.
    Desde o nascimento, ele pode compartilhar diariamente da presença da mão e do pai, sendo que por questões profissionais, o dia sempre é dividido entre nós, e a noite ficamos todos juntos.
    Eu tenho um perfil psicologico um tanto agressivo, mas nada que fuja a “boa regra da socidade” e ela é mais passiva. Seria essa a causa do comportamento atual de nosso filho?
    Ficaria muito grato por alguma luz sobre o assunto.

    Marilena responde:
    Pelo seu relato, ele conta 2 estórias diferentes para voce e para a mãe. Esse tipo de dualidade, não deve acontecer. O melhor é um confronto com voces tres juntos e ver qual estória ele irá contar em relação ao comportamento dele e os amigos.
    Se ele ameaça a mãe de modo agressivo, esse comportamento deve ser registrada por ela, levado à voce e voce deve também confontá-lo perto dela.
    Ou seja, duas estórias diferentes e dois comportamentos diferentes não poderão ser mantidos por ele em hipótese alguma. Como voces estão juntos à noite, essa é a melhor hora de “colocar tudo à limpo”.

    Não deixe que nada passe em branco, como comportamentos duplos e conversas diferentes contadas à voces dois em separado. A coerencia já deve acontecer nessa idade ou corre o risco de se tornar um adolescente ambivalente, manipulador e habituado a usar de falsidade sempre que achar conveniente.

    Como voce é a pessoa mais “‘forte” (como todo pai deve ser) cabe a voce mostrar à ele que voce é a pessoa que protege a mãe dele e que qualquer atitude dele em relação a ela, ou na escola com a professora, etc… terá consequencias e que voce está atento.

    É necessário que a ligação professora-pais-aluno, esteja sempre acontecendo em termos de comunicação e que ele saiba que voce está ciente de tudo o que ocorre na sala de aula com ele em termos de indisciplina.

    Não hesite disciplinar seu filho, pois muitos pais se sentem arredios nesse sentido, imaginando que o fiho se afastará deles, etc….
    Com a chegada da adolescencia, o mêdo desses pais se acentua e o resultado é uma completa falta de autoridade, direção e controle desse filho que toma as rédeas da família e o caos se instala.

    Muito pode ser restaurado ainda nessa idade e vocess terão condições de reverter esse quadro rapidamente. O segredo é o trabalho em conjunto.

    Mensagem recebida, após a resposta:
    Fico grato pela atenção e pelas dicas. Na realidade, as atitudes que você sugere, são as que eu utilizo no dia a dia, o que (segundo minha opinião), deixou a situação menos grave, ou seja, ficou “apenas”, nesse comportamento citado em meu texto.
    Considero que ele tenha esse tipo de comportamento, por ser filho único, e por ser a única criança na família, sendo então “paparicado” por todos, principalmente os avós, para quem ELE pode tudo. Tal fato aliás, já foi motivo de algumas discussões entre eu e os AVÓS.

    Suas dicas me tranqüilizam no que diz respeito as atitudes necessárias para educar meu filho, por mais que elas me doam no coração, noto que estão corretas, e são o melhor caminho para torna-lo um adulto equilibrado.

  16. 15/09/08 Comentário recebido:
    Tenho uma filha de 8 anos q passou a mentir mto desde a fase de 7 p/8 anos.
    Ela mente na escola, em casa,em qq situação desde q seja para se safar de obrigações,deveres q ela ñ queira fazer. Ano passado ela sumiu com o boletim, este ano já sumiu com provas de notas baixas,
    some com lições para ñ ter q fazer, ñ entrega o caderno p/ prof. para q ñ perceba q a lição não foi feita… só q ela tenta enganar, mas ñ percebe q adiante td será descoberto. E qdo isso acontece faz cara e
    se diz arrependida,pede desculpa q ñ vai acontecer mais… mas sempre volta a mentir de novo… Já bati, tirei tv, computador, brinquedo,festas, mesada… mas sempre acontece de novo. Não sei mais
    o q fazer, pois suas atitudes não condiz com sua idade e temo q o fato de não querer seguir regras se torne um traço de personalidade.

    Marilena responde:
    Alguma coisa acontece para que a criança comece a mentir.
    Medo de não conseguir fazer as coisas corretamente e não agradar aos pais?
    Insegurança em não fazer tudo bem feito?
    Daí a comecar a fugir das obrigações.
    Seria importante observar como tudo começou e se houve muita cobrança (ou há ainda) nessas tarefas.
    Só voce poderá avaliar melhor essa situação.
    Tente observar isso e tente também ajudá-la nas tarefas.
    Muitas vezes a criança não consegue dar conta de tudo sozinha e como não tem ajuda, sente-se insegura na escola.
    Tente aliar-se à ela ajudando no que for possível. ela saberá, então, que poderá contar com seu apoio e compreensão e mais ainda, que vc estará sempre ali, para dar apoio.

  17. Adorei a matéria, mas gostaria muito de saber a respeito da mente de uma criança de cinco anos que mente muito e não faz as atividades na escola, ela simplismente brinca o tempo inteiro e é desatenta.

  18. Marilena responde:
    Geralmente isso acontece porque a criança não se sente estimulada na escola para fazer as tarefas.
    Se sente como se “sobrasse” na sala.

    Ela precisa de uma atenção especial, acompanhada da professora para que sinta estimulada.
    Muitas professoras não gostam de fazer isso porque significa dar atenção somente àquela criança e priorizá-la. No entanto, se isso não for feito com muita parcimonia e equilibrio, é claro, ela continuará no mesmo comportamento.

    Em casa, ela, também, deverá receber o mesmo tipo de atenção em ralação às tarefas da escola, etc… O estímulo para ela, não vem das coisas externas, mas das pessoas, como o da mãe, pai e professora. Alguém que possa caminhar junto a ela. É o impulso que ela precisa para sentir-se segura e mais tarde poder caminhar sozinha.

    Converse com a professora nesse sentido, para que voces duas cheguem a um acordo quanto a atenção a ela na sala de aula.

  19. Oi, tenho um filho de 8 anos, ele tem uma inteligência acima da média, bom aluno, comportado, mas é muito sensível, chora por qualquer coisa, briga com os amigos, o negócio dele é leitura e vídeo game. Não sabemos mais o que fazer, ele é cercado de carinho, atenção, cuidados e muito amor. Sentimos que ele ficou assim após o nascimento da irmã que está com 1 ano e 6 meses. Há alguma sugestão que possamos receber a fim de ajudá-lo a superar essa fase?
    Obrigada. Isabel Almeida

  20. Marilena responde:
    Com o nascimento de irmãos, muitas crianças se ressentem pela falta ou diminuição da atenção dos pais.
    Procure reservar um tempo somente com ele e sozinha com ele.

    A presença do pai também é super importante nessa fase, pois é o momento da identificação sexual e seu marido deve passar mais tempo com ele, saindo com ele para pequenas coisas e tarefas. Seja ajudando a trocar uma lâmpada, vê-lo barbear-se, saindo para a padaria, jornaleiro, etc…. Coisas simples do dia a dia.

    A atenção reservada somente para ele fará com que ele se sinta mais valorizado do que vem sendo atualmente, por causa da presença da irmã que sem dúvida exige mais atenção de vocês.

    Há pouco escrevi um outro post sobre a questão do irmão maior x irmão menor:

  21. Comentário de Leni (19/02/2009):
    Hoje estou tão triste!!! Minha filha de 7 anos tem epilepsia há um ano mais ou menos. Ela toma medicamentos para controlar. Eu tento não deixar esse problema tomar conta da minha vida, mas confesso que não estou sabendo como lidar. Não sei como tratá-la. Não sei se esse problema pode prejudicá-la no colégio, pois ela é assim: às vezes, chega em casa com o caderno lindo e organizado, no outro dia chega tudo garranchado e faltando pedaços das palavras. Às vezes, lê super bem, mas outras lê muuuuito mal!
    As amiguinhas dela tem letras lindas e, na hora da lição de casa, as mães me dizem que nem precisam ajudá-las, e já eu fico triste, chateada, aborrecida, nervosa, sem saber como lidar.
    Será que ela é assim por causa da epilepsia? Dos medicamentos? Ela é especial? Ela vai ser diferente das amigas? Eu não quero que ela seja diferente! Ou será que eu sou uma péssima mãe? Quero tanto poder ajudar minha filhinha. Ajudem-me!!! Deem-me dicas de como ajudá-la, principalmente, na hora da lição de casa. Observação: Ela só teve uma crise convulsiva e várias crises de ausência antes da medicação. Obrigada.

    Marilena responde:
    Epilepsia, atualmente, é bem controlada e há adultos que se medicam e continuam com suas atividades normais.
    As dificuldades de sua filha na escola, não acontece somente por causa da epilepsia.
    Acontece com outras crianças também que não estão nesse quadro.

    Dificuldade na leitura, letra feia, etc… não são características somente de crianças como ela. O mesmo no dever de casa. Há crianças que precisam mais do pai ou mãe do lado delas para fazerem as tarefas e isso nada tem de ligação com epilepsia.

    Continue ajudando-a na lição pois há inúmeros pais que fazem os mesmos com seus filhos até que eles se sintam mais seguros e possam seguir sozinhos.

    Acredito que a escola e professora saibam da situação dela e, portanto, tudo está sob controle caso haja alguma alteração na escola.

    Há crianças que sofrem desse quadro e com o passar do tempo, o quadro pode ser revertido.
    Há adultos que são acometidos por isso e depois de um tempo de medicação, o quadro também é revertido e a medicação abandonada.

    Não se preocupe tanto com esses sintomas. Os remédios são eficazes e podem controlar esse quadro perfeitamente.
    De apenas apoio à sua filha e ajude em tudo que puder sem ser; por outro lado; superprotetora.
    No que ela estiver precisando, seja na lição ou em outra área qualquer, você poderá ajudá-la. aliás, quando pergunta em como poder ajudar, saiba que dando esse suporte da escola, já é uma grande ajuda.

    Ela não é uma pessoa diferente das demais e nem será por causa disso.
    Seu desenvolvimento e aprendizado será normal e os relacionamentos com colegas idem. Fique tranquila em relação a isso!

  22. 10/03/2009 Comentário recebido:
    Tenho um filho único de 7 anos e meio que diz odiar fazer tarefa da escola. Ele vai pra escola numa boa, faz travessuras normais, tem bom relacionamento com outras crianças e se comporta super bem na nossa presença ou ausência. Sou uma mãe (42 anos) que trabalha em turnose dias variados, mas procuro estar sempre presente. O pai também é presente, mas tem pouca paciência. Eu não gostaria de ser “carrasca” e nem “molona”, mas gostaria de um meio termo para lidar com a situação.
    Aqui em casa tudo é no diálogo e observo pelos comentários de outras mães alguns problemas muito parecidos (desordens, não gostar tomar banhos, etc). Aceito de bom grado sua sugestão.

    Marilena responde:
    A dificuldade em fazer tarefas escolares pode começar com a dificuldade em entender determinadas matérias.
    Com o passar dos anos elas começam a ficar mais difíceis e mais trabalhosas.
    Tente descobrir se esse é o caso de seu filho e tente estudar com ele para perceber onde está a dificuldade.
    Com tantos estímulos acontecendo nessa idade, as tarefas não são estimulantes e acabam causando tédio.

    Já que você tem algum tempo disponível, estude com ele um pouco e coloque algumas metas a serem seguidas, como por exemplo: depois dessa tarefa, vamos tomar um suco, e depois dessa outra, vamos comer alguma coisa ou brincar de alguma coisa.

    Separe intervalos para que ele possa perceber que existe um “tempo” para tudo e que a tarefa começa, mas termina também.
    Coloque um relógio (de ponteiros) na frente dele para que ele possa acompanhar o tempo também. Exemplo: quando o ponteiro chegar aqui, à essa hora, etc…. vamos parar a tarefa e assim por diante.

    Estímulos como esse ajudam bastante, mas não são logo bem sucedidos na primeira vez. Mas não desista.

    Retorno da mãe:
    Recebi suas dicas e vou aplicá-las. Algumas, eu já utilizava. Grata pela gentileza. Muito sucesso para você, grande abraço. Marta, uma mãe agradecida.

  23. Tenho um filho de sete anos e ele tem uma educação alimentar péssima. Só gosta de macarrão com linguiça, pizza, pastel. Não quer saber de tomar café da manhã, não come legumes e nem frutas. Isso já faz uns três anos. E eu erroneamente fazia a comida que ele queria, pois ficava naquela “pelo menos come isso”. Agora resolvi que não vou mais fazer dois tipos de comida e ele vai ter que comer com o que eu e o pai nos alimentamos. Ele passou a pular as refeições, falar que eu quero que ele morra, não deixando ele comer o que quer. Como posso agir? Gostaria de umas dicas. Muito Obrigado. Deus te abençõe.

  24. Marilena responde:
    Algumas crianças passam por um bom período só comendo determinadas coisas e, mais tarde, é que começam a experimentar outras.

    Tente introduzir nas comidas que ele gosta, como por exemplo, no macarrão/linguiça, ovo cozido, picadinho, bem pouquinho. No pastel coloque alguma raspa de cenoura e azeitona (caso ele só coma pastel de carne) e vá variando aos poucos.

    Diga a ele que você irá deixar que ele coma as comidas preferidas dele mas com a condição de que você colocará mais alguma coisinha, bem pouca. Nunca esconda que vai colocar algo diferente. Fale de maneira transparente com ele. Tente diversificar e acrescentar coisas novas, bem devagar e bem pouco, até que ele expanda esse universo de alimentação.

    Com o tempo e convivência com outros amiguinhos, ele poderá imitá-los e começar a melhorar o paladar dele.
    Tenha paciência e espere essa fase passar que pode ser demorada mesmo (levar anos), mas se você puder ir introduzindo o “esquema” acima, isso irá melhor.

  25. 14/03/2009 Comentário recebido:
    Tenho 27 anos e minha filha tem 8. É uma filha super carinhosa compreensiva. Tudo de bom. Mas, de uns tempos para cá anda falando mentiras. Algumas sérias, mas vejo que ela não vê gravidade, mas eu sou a favor da verdade, sempre doa a quem doer e na hora que descubro, ela nega até o fim. Quando o clima já está péssimo, que eu já chorei, briguei, ela vem e conta a verdade e já até apanhou por isso. Já prometeu que não ia mais mentir e continua.
    Em casa, só moramos eu e ela. O pai aparece de vez em quando. Minha vida é dedicada 100% a ela. Não saio com amigas. Não curto baladas. Faço tudo o que dá para ela estar junto. Só assim eu me divirto, de verdade.
    Agora, eu não quero que minha filha seja uma pessoa que fica mentindo ainda para mim que sou mãe e amiga dela. Ela sabe q tbm é minha melhor amiga e confia em mim só não entendo porque das mentiras.

    A educação de minha mãe é na base de apanhar. Algumas amigas q tem filhos são os avós q criam praticamente e essas curtem a vida como se nao tivessem filhos e algumas não são mães. Então, não sei com quem me orientar… Eu quis ser mãe quando engravidei e sou muito feliz por isso!!!

    Marilena responde:
    Primeiramente, quero apoiar você na decisão de se dedicar à filha que tem.

    Você pode ter certeza que ela será mais tranquila, mais confiante e com uma autoestima saudável, pois infelizmente o que vemos hoje, são adolescentes que quando crianças, estiveram a maior parte do tempo longe dos pais e, principalmente, das mães e com isso sofrem consequencias desastrosas hoje (o que se reflete nos consultórios e que vejo em abundancia hoje em dia).

    Quanto à mentira, há uma série de razões:
    A criança por algum motivo, tem medo de falhar diante da mãe e acha que não poderá demonstrar algum êrro. Com isso, se protege na mentira;
    OU: acha que a mãe não irá gostar tanto dela assim se descobrir que errou em alguma coisa e com isso se esconde também na mentira;
    OU: acha que será desvalorizada por demonstrar alguma falha;
    OU: não gosta de se sentir “por baixo” ou pior do que os outros;
    OU: cobranças demais por parte dos pais onde alguns não permitem erros ou falhas e exigem demais dos filho, exigem perfeição demais;
    OU: a criança idealiza demais a mãe, achando-a perfeita em tudo e deseja essa perfeição também, não se admitindo errar.
    Crianças nessa idade são muito críticas com elas mesmas.

    Verifique esses pontos e veja se você não se enquadra em alguns deles.

    É preciso analisar todas essas possibilidades e depois disso, seja franca com ela, caso você perceba que o comportamento seja seu no ítem: exigência ou cobrança. Se não for isso, diga à ela que gosta dela do mesmo jeito e que ela pode errar assim como você erra muitas vezes, pois você não é perfeita com ninguém é.
    Caso seja difícil identificar algum ítem específico, esclareça com ela cada um deles para que não haja dúvida alguma.

    Meninas se “espelham” muito na mãe e talvez ela esteja se encaixando no ítem da mãe-perfeita onde ela tenta ser semelhante e se frustra, em cada atitude “errada” não querendo admitir o erro.
    Verifique isso com calma.

  26. 25/03/2009 Comentário recebido:
    Tenho um filho de 08 anos. Ele é super inteligente, comunica-se super bem, mas de uns tempos para cá tem se sentido super inseguro, na verdade, é um pouco menor no tamanho que os colegas. Tenho percebido que no futebol fica sempre no final da quadra e não corre atrás da bola. Antes ele era uns dos melhores, segundo ele, e porque um colega, dos maiores, sempre pega a bola dele com violência. Percebo isto, mesmo. Ele sempre teve problemas de disputa com este colega que, no ano passado, ficava dizendo para outros colegas não brincarem com ele. Ficou uma época meio isolado, ficou até com dificuldade de aprendizado, mas este ano começou a melhorar. Como faço para ajudá-lo a ser mais forte? A acreditar mais nele? A lutar pelos seus direitos, porque quando ele tem quer fazer isto, simplesmente, desiste. Sinto muita angústia, pois ele fica extremamente desconcentrado de tudo. Só fica batendo dois bonecos e não quer mais fazer nada.

    Marilena responde:
    Nesse caso, o melhor seria colocá-lo em algum esporte que ele possa se destacar para recuperar a auto-estima. Naturalmente, ele terá de enfrentar situações frustrantes, pois sempre encontrará alguém melhor do que ele. Isso você deverá sempre explicar à ele, que já tem idade de entender essas diferenças. Enquanto isso, procure com ele algum esporte que ele possa fazer e que se destaque. Para recuperar-se ele precisa encontrar algum ponto onde se sinta mais seguro. No entanto, a frustração precisa ser igualmente trabalhada para que a criança perceba que irá falhar e que não será o melhor em todos os segmentos.

  27. 28/03/2009 Comentário recebido:
    Eu tenho uma amiga que seu filho de 5 anos xinga cada palavrão… Tenho pena dela e do seu marido. Já conversaram com ele e hoje eles estão batendo e não está resolvendo. Ele xinga e bate em qualquer pessoa que falar com ele. O que ela deve fazer? Eu sinto que eles estão meio perdidos.

    Marilena responde:
    O que talvez tenha acontecido, é que houve falta de disciplina desde muito cedo em relação a essa criança. Disciplina deve começar no berço e a falta dela, gera, mais tarde, consequências como essa que você está vendo.
    No entanto, ela pode ser recuperada se começar a ser administrada pelos pais. Leva mais tempo, exige paciência, mas precisa ser feita ou a criança se tornará um adolescente exigente e mandão.

  28. 31/03/2009 Comentário recebido:
    Tenho uma sobrinha de 7 anos e a tenho como uma filha. Os pais dela se separaram e ela ficou morando com minha mãe. Eu e meu noivo sempre a levamos para passear, à praia e várias outras atividades. Depois que terminei meus estudos ela se apegou ainda mais. Ela tem tido problemas na escola. Não sei se é a mudança. Ela tem reclamado que as colegas tem falado mal dela, que não brincam com ela e chora todos os dias na escola querendo vim embora. No começo, ela disse que queria ficar comigo e agora diz que o problema são os colegas. O que faço? O problema esta em mim? Já conversei de todas as maneiras com ela, mas não foi o suficiente e, às vezes, acho que o problema está em mim porque eu, várias vezes, fui na escola resolver problemas dela com colegas. Isso fez com que ela parasse de tomar as próprias atitudes para que assim que eu resolvesse tudo para ela. Sinto-me um pouco culpada por isso tudo que esta acontecendo com ela, porque continua com a mesma professora e os colegas são todos conhecidos. Bom… aguardo sua resposta.

    Marilena responde:
    Pelo seu relato, ela tem tudo para se sentir segura com você e é natural que ela queira sua proteção mais e mais.
    Quanto às amigas da escola, veja com ela alguma amiguinha que ela goste mais e sugira que ela passe uma tarde juntas ou mesmo quando vocês forem sair, que ela possa levar essa amiga. Tempos de lazer junto com amigos são importantes e fará com que o laço de amizade fora da escola se estreite dentro da sala de aula. Você poderá ir fazendo um rodízio de amigas, sugerindo sempre alguma mais próxima que passe com ela uma tarde, por exemplo, de um sábado na casa dela.
    Não convém convidar mais de uma para que as outras duas façam uma “aliança” contra sua sobrinha e de nada adiantará o esquema.
    Na escola, só em caso extremos você deverá atuar, indo até lá e interferindo nas situações. Se não for muito necessário, deixe que ela resolva junto à professora. Sugira que em casos que ela se sinta rejeitada, ou alvo de “fofocas” ela deverá ir diretamente à professora. A professora deverá gerenciar tudo o que acontece dentro da sala de aula. Você poderá agir “por fora” para que a parte de socialização não fique prejudicada.

  29. Quando é o tempo certo???
    Comentário recebido:
    Boa noite. Volto a perguntar algo que parece simples, mas importante. Tenho 3 dúvidas:
    1- Em qual idade um menino começa a entender a importância das coisas e se torna mais resposável por suas escolhas, do tipo entender a importância do estudo para sua vida futura, ou de tomar banho para sua higiene. Ou seja, quando é que eles param de brigar com a gente achando que as obrigações são implicância nossa e começam a entender a importância destas coisas para a vida deles? (ele tem 7 anos, hoje)
    2- Quando é o tempo (em qual idade) que um menino pode ficar sozinho em casa por umas 3 horas (para que eu possa ir ao mercado, por exemplo) ou até mesmo uma tarde toda perfazendo umas 6 horas sozinho para que isto não seja um abandono de incapaz?
    3- O amigo de meu filho de 7 anos veio passar um dia aqui em casa e fizemos a tarefa escolar juntos, percebi que o amigo dele tem mais gosto pela tarefa e lê muito melhor que meu filho e estudam na mesma escola. O gosto e desenvolvimento pelo estudo é algo individual ou posso aprender algo que me ajude a motivá-lo? Eu não gostaria que a escola fosse um fardo para ele, eu gostaria que ele entendesse isto. Estou sempre buscando ensinar de maneiras criativas, mostrando o lado bom da tarefa, ele gosta muito de animais, é a chance, mas eu devo estar falhando em alguma coisa.Volto a dizer que sou uma mãe presente, carinhosa e tudo eu converso com ele e com o pai e sou muito atenta para possíveis problemas, ele até gosta da escola, mas na hora da obrigação é que fica difícil, apesar de tudo ele tira boas notas. Eu acho que as meninas também são melhores neste assunto, mas não é o meu caso. Mais uma vez conto com seus valiosos conselhos. Grata mais uma vez pela gentileza.Desejo-lhe muito sucesso, alegrias, saúde e amor em sua vida. Marta, uma mãe agradecida.

    Marilena responde:
    Sua primeira pergunta: Isso demora muito! Há adolescentes que entram para a faculdade por obrigação e somente quando estão terminando, ou depois de terminado o curso, é que percebem o quanto “deixaram” de estudar e perderam tempo.
    Meninas, são, geralmente, mais responsáveis, mas meninos variam muito . Alguns sentem mais orgulho em tirar notas boas e querem se destacar mais na sala de aula, mas outros não estão interessados.
    Quanto à higiene, dificilmente, percebem sua importância. Há, de novo, adolescentes que só começam a se preocupar com isso, quando o motivo “garotas” aparece.
    Não se preocupe tanto com essa percepção que poderá acontecer muito mais tarde. Veja o que é essencial e exija, mas quanto ao restante, seja um pouco flexível.
    Quanto ao tempo sozinho, 7 anos, ainda, é muito cedo, além de ser super perigoso, pois meninos nessa idade são curiosos e ainda não têm uma noção correta do perigo. Precisam ser protegidos, para ficarem mesmo por pouco tempo, seria importante esperar até uns 12 ou 13 anos (por pouco tempo).
    O que você precisar de fazer, mesmo que seja para ir a um supermercado, leve seu filho junto. Eles realmente não gostam, mas programe alguma coisa do interesse dele para depois. Separe uma pequena lista com itens que ele goste e deixe que ele vá buscando por essas coisas; com você do lado, é claro. ele se sentirá útil.
    Mais tempo sozinho, realmente não é aconselhável. Pode parecer uma espera longa, mas tenha paciência; filhos exigem paciência e abnegação dos pais. Mas, acredite, passa rápido!
    Quanto a sua última pergunta, interesse e habilidades, como facilidade para leitura, ou números, é individual sim.
    Seu filho encontrará a preferência dele à medida que for crescendo. Por enquanto, não se preocupe em compará-lo com outros, mas apenas ajude-o nas tarefas ou no quer possível para que ele mantenha boas notas e passe de ano.
    Ele em algum momento, encontrará aquilo que lhe desperte um interesse maior e se empenhará pois irá perceber sua facilidade naquilo. Ajude-o, por enquanto, como você vem fazendo e já estará lhe dando uma imensa ajuda e apoio.

  30. Meu filho de 5 anos ultimamente vive me agredindo com palavras, me olha de cara feia diz que me odeia. Eu digo para ele que não vou deixá-lo ver desenho, ele diz que me ama e eu deixo ele assistindo, quando acaba a programaçao, ele fica falando baixinho: “eu nao gosto de você”. Me ajude. O que eu faço?

  31. Marilena responde:
    Alguma coisa aconteceu para que ele “ultimamente” venha agredindo você?
    Alguma mudança de escola ou início dela?
    Alguma atitude de disciplina que você tenha começado?

  32. Obs.: Estamos publicando diretamente aqui, pois a resposta por e-mail retornou por erro de endereçamento.
    Meu filho tem 5 anos e meio e está no primeiro ano, ele é super inteligente, mas na hora de fazer as tarefas de casa ele só faz se eu ficar o tempo todo ao lado dele. Se eu sai de perto ele começa a brincar e se distrai com qualquer coisa. Na escola a professora diz que precisa ficar o tempo todo mandando ele copiar se não ele fica brincando com o lápis ou qualquer coisa, mas disse que não pega mais firme com ele porque ele é o melhor aluno da sala e tudo que ela explica ele aprende muito rápido. Estou meio confusa, pois na hora da tarefa em casa eu tenho que ficar otempo todo ao lado dele mesmo sabendo que ele tem capacidade de fazer sozinho. As vezes, perco a paciência e falo que vou bater, deixar de castigo, etc… Nada adianta… O que eu faço? Queria que ele fosse mais independente nesse aspecto. Com a comida é a mesma coisa, ele só come se eu der na boca dele, se não a comida gela e ele não come.

  33. Marilena responde:
    Se ele aprende rápido, não há com que se preocupar. Muitas crianças no entanto, querem que a mãe fique do lado na hora do estudo, simplesmente porque essa talvez seja uma das poucas horas em que a mãe tem atenção integral para o filho. Isso é muito comum e seu filho simplesmente demonstra que quer você ao lado dele, por pura companhia. nada de ameaçá-lo, pois querer você ao lado dele, não é errado.

    Talvez seu tempo com ele seja curto e limitado e apenas aproveita essa hora, assim como na hora da comida.
    Deixe que a comida vá gelando e procure pelo menos em alguns momentos deixar que ele vá comendo. Aproveite esse tempo da comida, para você fazer também alguma coisa e não ficar grudada nele nesse momento.

    Vá alternando com algumas atividade e deixe que ele procure conquistar mais aquilo que ele quer. A independência, virá com o tempo e a idade, não se preocupe, e nem tente apressar esse momento, pois a chave dessa situação, é a necessidade de sua presença com ele nesses momentos, já que ele deve estar carente quanto a isso.

  34. 16/05/2010 Comentário recebido:
    Olá. Sou mãe de uma criança a qual foi adotada aos 08 dias de nascida. Desde o início foi uma criança muito desejada por mim e meu marido. Atualmente está com 07 anos. Procuro ser uma mãe presente, embora eu e meu marido ficamos ausentes durante todo o dia; à noite e fins de semanas ficamos sempre com ela. Ultimamente ela vem tendo um comportamento agressivo dizendo palavras do tipo: “não gosto de vocês. Quero ir embora”. Isso acontece sempre que chamamos a atenção por um mal comportamento: ex.: tomar banho, fazer a lição, escovar os dentes… Outra coisa que vem acontecendo é que quando faz algo errado, não admite. Mentindo na maioria das vezes. Não sei mais o que fazer. A única coisa que aconteceu de diferente foi a mudança de empregada neste semestre, a qual estava conosco há 03 anos e depois teve outra que ficou 03 meses e agora estamos com outra que ela não gosta. Embora seja uma pessoa que não temos nada o que dizer do comportamento.
    Obs.: Ela sempre soube da sua origem. E sempre mostrou-se bem com isso. Aguardo uma orientação.

    Marilena responde:
    Nessa idade, já começa o processo de identificação sexual e é muito importante que você fique bastante tempo com sua filha. Leia o artigo sobre Identificação Sexual (<=link) no blog.

    Se ela diz que não gosta de você, alguma coisa está acontecendo para que ela sinta isso. Pode ser sua ausencia, pois você fala que "procura ser uma mãe presente", mas se ausenta durante o dia.

    Portanto, sua companhia não parece ser o suficiente para ela nesse momento. Quando a criança não recebe a atenção que espera, agride essa pessoa de quem espera atenção.

    Você não relata com quem ela fica depois da escola ou se fica o dia inteiro na escola. Isso é um detalhe importante, pois se ela fica sozinha em casa com uma nova empregada, essa mudança é fundamental, pois nessa idade ela precisa "espelhar-se" em alguma figura feminina fixa Se essa figura muda com certa frequencia, a menina se sente "abandonada" e perdida nessa identificação.

    Veja, portanto, como é importante sua presença.
    Observe a qualidade de tempo que tem dado a ela e invista nessa fase.

  35. Obs.: Estamos publicando diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou com erro de endereço
    Olá! Tenho um pergunta: é correto uma menina de oito anos dormir no mesmo quarto do tio de 24 anos? Ela dorme na cama que fica em baixo, como se fosse um colchão no chão ao lado da cama. O tio é uma pessoa boa, mas isto esta correto?
    Desde já fico agradecida.

  36. Marilena responde:
    Não é o mais saudável nem o mais indicado; a não ser que não exista espaço individual para ela na casa.
    Nessa idade, a criança já precisa de privacidade e seria conveniente que o tio ocupasse um outro espaço.

  37. 15/09/2010 Comentário recebido:
    Oi. Tenho 3 filhas. Uma de 11 e outra de 8 anos de um primeiro casamento. E a caçula tem 4 anos e é fruto do segundo casamento. Estou com muitas dificuldades com minha filha de 8 anos. Ela tem vitiligo desde os 4 anos, data em que me divorciei. É uma pessoa de temperamento muito difícil. Não aceita perder em jogo, não permite que mexam nas suas coisas e mente muito. Já inventou pro pai que eu a espanco pedindo para ir morar com ele (que ñ quer essa responsabilidade). Já inventou para uma familiar que aqui em casa ela é espancada diariamente. E quando vou perguntar sobre o assunto jura de pés juntos que a pessoa é quem está mentindo, que ela não disse isso! Recentemente rabiscou dois bilhetes da agenda da escola, onde a professora mencionava o fato dela não ter feito a lição. Apesar de conhecer a letra da professora e de conseguir ler nitidamente o que estava abaixo dos rabiscos ela me jurou por Deus que havia sido ela própria que tinha escrito e apagado!
    Eu já bati, tirei da ginástica olímpica (que ela adora), deixei de castigo no quarto, cortei os aniversários dos amiguinhos em buffê, mandei escrever 500 vezes no caderno que não mentiria nunca mais.
    Estou desesperada! O que faço?
    Ela diz que mente para eu não brigar e não ficar brava.

    Marilena responde:
    Sua filha tem uma personalidade “saudável”, pois parece que é a única que expressa sua reação desde o conflito do divórcio, até das circustancias atuais. Ou seja, enquanto, muitas pessoas “parecem” indiferentes aos acontecimentos ao redor, outras, como sua filha reage e “demonstra” sua insatisfação e é exatamente através do comportamento que ela pede socorro.

    A primeira demonstração, foi na época do seu divórcio quando ela apresentou vitiligo, Já se sabe que muitas das doenças de pele, alergias, etc… são de fundo emocional.
    Portanto, desde essa época, você já deveria ter procurado uma psicóloga infantil para acompanhar sua filha nesse processo da separação que não deve ter sido nada fácil para ela.
    Seu comportamento continuou demonstrando suas dificuldades quando ela passa a “mentir” para você. E ,além disso, ela tem consciência do motivo de fazê-lo, pois como você mesma relata, ela diz que mente para você não ficar brava. Isso significa que ela não quer desagradar você, pois é possível que você, também a “abandone” assim como abandonou o pai.
    Digo parece, pois somente uma psicĺoga infantil munida de todas as informações poderá dizer exatamente o motivo de seu comportamento.

    De qualquer maneira, muita rigidez, também, provoca na criança um comportamento cheio de mentiras, pois muitas vezes a criança tem medo de não corresponder às expectativas da mãe e, portanto, mente.

    Verifique se você não tem sido muito severa e exigente nas tarefas dela, nos estudos, nas notas, na arrumação do quarto, etc…
    Juntando a isso, há também, o nascimento da outra irmã onde o filho do meio, geralmente, se sente “perdido” e já “abandonado” no meio da família. Há, inclusive, estudos extensos sobre “o fiho do meio”.
    O mais velho já tem independência suficiente, o mais novo é cheio de cuidados e ele fica no meio disso tudo, meio perdido e quase sem importancia.
    Como você vê, há muitas facetas para serem estudas e acompanhadas cuidadosamente e, portanto, saiba que a mentira é um sintoma de que algo vai muito mal com essa criança e mais do castigo severos (como escrever 500 vezes, etc…) de nada adiantam, como você mesma relata, pois a situação continua.

    Procure ajuda o quanto antes para responder com clareza esse pedido de socorro que sua filha ja vem fazendo há tempos.
    Pergunte na própria escola uma indicação, pois muitas delas já tem profissionais que trabalham atrelados à escola.

    16/09/2010 Retorno
    Quero te agradecer a atenção em ter me respondido. Confesso que não acreditei muito que isso aconteceria!
    Chorei. Sua explicação foi profunda e totalmente correta.
    Reconheço a importância de iniciar um tratamento com minha menina sim. E mais importante que isso, reconheço que minha dureza a petrifica e quero muito mudar isso.

  38. Obs.: Estamos publicando aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.
    16/09/2010 Comentário recebido:
    Tenho um filho de 7 anos e 8 meses de idade. Ele é super carinhoso, às vezes muito nervoso também.
    Mas ele parece ter idade de criança de 3 a 4 anos, muito imperativo.
    Ele hoje está cursando a 1ª série ensino fundamental, muito lento no aprendizado da escola e, também, fala coisas que não tem a ver com o assunto em que tratamos.
    Que atitude devemos tomar?

    Marilena responde:
    Se ele é apenas lento no aprendizado e não há reclamações da escola quanto à isso, então não há problemas.
    Às vezes, somente uma ajuda nos estudos será suficiente, com seu acompanhamento e supervisão.
    O fato de falar coisas fora do assunto, na maioria das vezes, só demonstra que a criança tem tanta informações na cabeça e pensa em tantas outras coisas ao mesmo tempo que simplesmente “se perde” no assunto focado.
    Geralmente, nessa idade, eles se distraem facilmente pensando em mil coisas diferentes e com uma atenção muito reduzida.
    Procure jogar dama com ele ou outros jogos de tabuleiro que possam forçá-lo a manter a atenção; ou seja, manter um foco.
    Caso você se sinta ainda muito insegura quanto a isso, para investigar mais a fundo, você poderá buscar uma psicopedagoga para que ela possa fazer uma avaliação mais detalhada do comportamento dele.
    Na própria escola eles poderão lhe indicar alguém.

  39. Obs.: Publicamos diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de destinatário.
    eu tenho 12 anos e kmi dou com crianças de sete a dez onze minha mae trabalha ne um projeto socio educativo com isso eu ajudo ela ate a hora de eu ir para a escola e nisso as cranças brincam pulo e eu ajudo ajunto as crianças e brinco com elas a ideia e collocar ela ocupadas para nao ter tempo de aprontar
    entao estou pezqisando bricadeiras q nao precisam corre pq brincando ja cairam a bateam com a cabeça imagine so

  40. Marilena responde:
    Há várias atividades que você poderá fazer com essas crianças, apesar de haver um grande necessidade delas correrem e pularem, pois crianças precisam muito disso:
    * atividades de esconde-esconde, onde uma criança poderá se esconder e as outras correrem pra procurá-la.
    * colocar as crianças sentadas em círcuclo, outra andar por trás delas com algum objeto e quando deixar o objeto atrás de uma criança, essa criança tem de perceber que o objeto foi deixado atrás dela e correr atrás da criança que o deixou lá antes que ela se sente.
    * arrumar 2 caixas grandes de papelão e dividir em doisgrupos e pedir que os grupos encham a caixa com objetos que estão espalhados. Quem terminar com mais objetos dentro da caixa, ganha pontos. Você poderá separar os grupos em cores: um grupo vermelho outro verde, por exemplo.
    * brincar de passar o anel ou outro objeto pequeno que caiba na mão. As crianças ficam sentadas em círculo e uma delas fica dentro do círculo com um anel dentro da mão e vai fingindo que vai colocar o anel dentro da mão de cada criança. Cada criança deve ficar sentada com as mãos colocadas em forma de concha pra receber o anel. Depois que ela fizer isso com cada criança, aquela que adivinhar com quem o anel ficou, ganhará e irá passar o anel novamente.
    * Brincadeira do telefone sem fio. Todos sentam num círculo e uma criança diz uma palavra no ouvido e a outra vai repetindo no ouvido
    da que esta sentada ao lado até terminar. a última criança deverá dizer a palavra em voz alta.
    * Mímica. Separe em 2 grupos, escolha uma palavra que pode ser por exemplo, um animal. Diga para uma pessoa do grupo (sem que os outros ouçam) e ela terá que através da mímica explicar e se fazer entender. Se o grupo dela advinhar a palavra. ganha um ponto. Faça o mesmo com o outro grupo. Você poderá marcar um tempo para que o grupo advinhe, como 3 minutos, por exemplo.
    Sucesso!

  41. 03/06/2012 Comentário recebido:
    Obs.: A resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.

    Meu filho tem 7 anos e é muito mimado por minha mãe. Esta me dando muito trabalho. O que devo fazer para ele me obedecer? Devo colocá-lo de castigo?

    Marilena responde:

    Leia o artigo (link) Comportamento, Disciplina, Agressividade , válido ainda para a idade de seu filho e use com ele.
    Caso não seja o suficiente, retire dele também atividades que ele goste de fazer.
    Use primeiro o processo da disciplina.
    Recomendo a leitura dos livros da Coleção Imago , separada por idade. É muito útil e ajudará você.

  42. No começo na separação dos pais você acha que vai ser um maravilha, por exemplo: duas casas pra ir no final de semana, ganhar pensão e etc… mas, depois você sente falta dos conselhos do apoio. Eu já passei por isso. Meus pais se separaram quando eu tinha 8 anos. Nós morávamos no nordeste e minha mãe me trouxe para outro estado. Hoje estou com 12 anos. Ligo bastante pro meu pai pra saber como está. Aí bate aquela saudade de ficar perto dos dois juntos de novo. Sofro muito por causa disso, mas a vida é assim….

  43. 20/08/2012 Comentário recebido:
    Obs.: A resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.

    Estou vivendo um drama… minha filha tem 8 anos e anda meia rebelde. nao quer estudar. vive querendo chamar atenção.
    as vezes quer ser criança depois q arrumei um namorado começou a chupar dedo fazer coco nas calças.
    me separei tem 2 anos. nao quer estudar mente. nao sei o que fazer.

    Marilena responde:
    É o momento de você procurar uma psicóloga infantil o quanto antes.

    Peça indicação na própria escola onde ela estuda.
    Faça isso o quanto antes para que não hajam mais regressões.

  44. 05/12/2012 Comentário recebido:
    Bom dia! Tenho uma filha de 7 anos .. Ela tem alguns tiques, mas só atacam em coisas que ela gosta, Ex. Carrossel, quando ela está assistindo ela começa a piscar.. quando vai dormir faz barulho com a garganta até dormir e pisca tbm.. Quando a atenção é voltada para outra criança ela pisca e come unha. Me ajuda, o que posso fazer para ajuda-la.

    Marilena responde:
    Como você leu, os tiques acontecem em decorrência de ansiedade e é necessário que você pesquise para ver o que a está deixando ansiosa, preocupada e nervosa.
    Verifique se tem existido muita cobrança quanto aos estudos, higiene pessoal, arrumação no quarto, disciplina muito rígida, etc.
    É importante pesquisar a causa e não tentar curar o sintoma, que são os tiques.
    Verifique tudo isso.

  45. 11/01/2013 Comentário recebido:
    Eu gostaria de parabenizar Marilena pelo trabalho maravilhoso que desempenha. Como foi ao encontro do problema que eu estava enfrentando no momento. Passou a fase exatamente como ela descreveu. Comprei o livro indicado, no que foi muito útil para minha compreensão, para lidar com situações que desconhecia. Deus a abençoe a cada dia. Sem contar a delicadeza dela, em responder ao meu email. Muito obrigada. Muito obrigada.
    francy

  46. meu sobrinho dormia com a baba dele mais ela teve que ir embora, ficando assim depremido ninguem sabia o pq da tristeza dele só chamava o nome dela ele tem 08 anos.

    Observação:
    A resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço. Favor enviar e-mail diretamente para marilena.responde@gmail.com

  47. Obs.: Publicamos diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou pou erro de endereço.
    Sou babá e a criança que eu cuido tem 7 anos,ele fica pendurando em meu pescoço, peço para ele sair só que ele não me obedece. Não sei mais o que fazer, só que não acho uma solução, o que devo fazer?

  48. Simplesmente, não deixe que isso aconteça. Apenas diga que isso ele não pode fazer.
    Limites devem ser colocados por você e converse seriamente com os pais dele sobre isso.
    Seja firme em suas colocações com os pais , pois crianças precisam de limites o tempo todo.

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