A Mente de 4 a 6 anos

Nessa idade, o começo de uma socialização se inicia e os grupos começam a se formar. Grupo de meninos e grupo de meninas. É fácil de se entender o motivo de tal separação, mas quando voltamos às características da fase de 2 a 4 anos, entendemos melhor o porquê.

Como é comum a brincadeira de colocar roupas dos pais para tentarem entender como esses pais se comportam, (e assim fazer a distinção entre o EU e o OUTRO) o menino imagina que caso comece a brincar com os brinquedos de menina ele poderá se tornar uma delas e vice-versa

É comum vermos então meninos na idade de 6 anos, “desprezando” as meninas e seus brinquedos.

Inútil será nessa fase, a tentativa dos pais de tentarem aproximar os dois grupos.

Como é uma fase dos “Por quês?” é natural que já perguntem “Por onde sai o bebê?”

O importante aqui é satisfazer cada curiosidade da criança respondendo APENAS ao que ela pergunta. Geralmente nessa hora, alguns pais já se adiantam e imaginam que precisem discorrer sobre toda a concepção, etc… Isso não é necessário. Se ela ouvir uma explicação resumida como: “Tem um buraquinho em baixo e o bebê sai por ali.” e isso não a satisfizer ela perguntará mais. E a cada pergunta, uma única resposta.

A curiosidade sobre “como entram os bebês” ou “como se fazem os bebês” só virá mais tarde perto dos 8 ou 10 anos; variando de criança para criança.

Uma ótima oportunidade de valorizar seu filho nessa época, é jogar o Jogo da Memória com ele. Enquanto o adulto tem uma visão mais geral, eles têm a memória de curto prazo e facilmente ganharão.

Como sugestão de brincadeiras, que crianças nesta faixa etária gostam, aí vai um link para um material preparado pela UNICEF (<=link)

Muitas mães reclamam de dão ordens às crianças e passam o dia todo gritando. Mas desconhecem que nessa fase, a variedade de informação é tão grande, e acontece com tanta rapidez, que eles absorvem uma profusão enorme dessas informações, juntamente com as ordens e gritos da mãe. Nesse momento, o mais prático é entrar no campo de visão da criança, segurar sua cabecinha, fazer com que ela olhe para você e lhe dizer o que quer que ela faça.

Inútil, também, querer que ela acompanhe a noção de tempo. Dizer-lhe que ela só vai brincar 10minutos e depois terá de parar e tomar banho, será uma recomendação inútil. Ela não irá compreender e nem você entenderá porque ela não obedeceu.

Caso você queira que ela já comece a ter noção de tempo, deixe um relógio com ela de ponteiros grandes e lhe mostre como funciona o ponteiro maior. Ex: quando o ponteiro chegar aqui nessa posição, ou nesse número, você já pode parar de brincar…..

Com situações assim, a criança estará mais apta a entender o que você pede, e você evitará os desgastes e conflitos nessa fase.

Tendo recebido muito pedidos de sugestões de livros sobre esta faixa de idade, recomendo as publicações da Clínica Tavistock. Em português, publicados pela Editora Imago :

  • Compreendendo seu filho de 4 anos – Lisa Miller
  • Compreendendo seu filho de 5 anos – Lesley Holditch
  • Compreendendo seu filho de 6 anos – Deborah Steiner

Um website bastante interessante é o da Supernanny, em inglês.

Segue o link para um artigo publicado na Revista ISTO É, de março/2012, que alerta para os excessos de atividades e elementos causadores de estresses em nossas crianças:

Crianças Estressadas

16 opiniões sobre “A Mente de 4 a 6 anos

  1. Faço mestrado em Filosofia da Linguagem e estou pesquisando a fase dos por quês como a fase de aprendizagem do conceito de causa e preciso saber o mais que puder sobre essa etapa do desenvolvimento infantil, por isso gostaria de obter mais informações, se puder me ajudar eu agradeço.

  2. Respondendo…
    Vc pode buscar em Piaget que estudou o processo de desenvolvimento mental das crianças.

  3. 26/6/2008 Comentário recebido:
    Olá, tenho uma filha de 6 anos e 5 meses, está na 1ª série, e gostaria de saber por que minha filha não é muito apegada a mim, e sim à minha esposa, claro que na maioria das vezes minha esposa é quem fica mais com ela, pois minha esposa não trabalha, mas eu sim, sou militar, trabalho o dia todo.
    Não sei se minha filha ficou muito dependente da mãe dela pelo fato de (acredito eu) que a menina mamou no peito até os quase 4 anos de idade, acredito que influa essa dependência com a mãe dela.
    Mas… Deve haver outros fatores.
    Outra coisa, na maioria das vezes é minha esposa que executa, “ralha” com ela, ou seja, minha esposa é quem na maioria das vezes mete bronca na pequena, brigam verbalmente (quando ela apronta) e às vezes até uma palmada, sem exageros, mas sim o suficiente. Também pelo fato delas estarem a tarde toda juntas.
    Outra coisa: quando minha filha vai deitar, ela só quer que a mãe dela deite junto com ela para fazê-la dormir, eu ela nunca quis, nunca tive esse prazer.
    Já quanto a mim, quando estou em casa, quando tenho que educá-la, eu sempre procuro quando (por exemplo) coloco de castigo sentada, eu explico pra ela o porque que ela está de castigo, explico o motivo, e na maioria das vezes ela não quer ficar sentada de castigo, grita por socorro pela mãe dela, mas a mãe dela não se mete, ou seja, pra evitar de tirar minha autoridade, me desmoralizar.
    Sei que ninguém é perfeito, nem exemplo pra ninguém, mas tudo o que faço pra ela eu digo o motivo e o porque das coisas que estão acontecendo para evitar de confundí-la ou coisa parecida.
    Vivo dizendo pra ela que a amo, que faço de tudo por ela, estou sempre me declarando pra ela e coisa e tal, mas ela não me corresponde à altura, a não ser quando a mãe dela conversa com ela, mas dura 1 ou 2 dias e depois volta ao que era.
    No máximo por exemplo eu digo: Filha sabia que eu te amo ? e ela diz: eu também. SÓ. Não fala mais nada, é difícil. Não sei se faço demais as coisas por ela, ou sei lá, mas sei que sofro muito por isso. Fico muito magoado com ela. Não sei o que fazer. Desde já agradeço sua resposta.

    Marilena responde:
    É natural que sua filha seja apegada à mãe, pois, nessa idade já começa a identificação sexual e ela precisa mesmo se “espelhar” na mãe para começar a construir esse mundo feminino que é diferente mesmo do masculino.
    Mas, isso não impede que ela se aproxime de você.
    Como sua esposa faz praticamente tudo com ela, seria interessante que ela recue um pouco nas tarefas que faz com sua filha.
    Por exemplo, deve haver alguma atividade que sua filha goste de fazer, como brincar, ir a algum lugar preferido, ouvir alguma estória interessante, etc..
    Tente fazer isso com ela, deixando sua esposa ausente dessas tarefas.
    Sua filha irá identificar essa atividade interessante, mas sendo somente possível realizá-la se ela estiver com você. Nesse ela sempre saberá que só poderá ter tal atividade se vc a levar.
    Isso não fará com que ela se afaste de sua esposa. naturalmente. Você não fará TODAS as atividades com ela mas uma grande parte, sempre que puder.
    Combine com sua esposa a DIVISÃO dessas tarefas, deixando uma grande maioria para você, nesse início.
    Depois poderão dividir de uma maneira mais equilibrada.
    Sua filha precisa, nesse início, ficar condicionada à : TAREFAS PRAZEROSAS = PAPAI OU DIVERSÃO= PAPAI.
    Depois de um bom número de vezes, comece com uma divisão mais meio a meio com sua esposa.
    Ela está numa idade de fácil aprendizado e logo começará a entender esse processo.

  4. 26/6/2008 Comentário recebido:
    Oi. Gostaria de saber qual o tempo de memoria de uma criança de 4 anos?
    Quanto tempo ela leva para esquecer algum fato que ocorreu com ela?
    Se elas falam sempre a verdade?

    Marilena responde:
    Varia muito de criança para criança, mas geralmente elas conseguem manter uma memória recente, mas têm alguma dificuldade em se lembrarem, por exemplo, de alguma babá que cuidou deles, ou de algum lugar que esteve com os pais.
    As fantasias acompanham a criança, mas é possível identificar uma fantasia, de algum dado verdadeiro.
    Os dados fantasiosos são na grande maioria, muito fantásticos, como “monstros”, etc…
    Aquilo que foi verdadeiro, é repetido da mesma maneira e em momentos diferentes, identificando que ela está sendo coerente com a verdade.
    Os desenhos, também, mostram e relatam a verdade. Não só o desenho, mas principalmente a estória que acompanha o desenho e que é pedido para elas contarem sobre ele.

  5. 23/03/2009 Comentário recebido:
    Primeiramente parabéns… O meu filho vai fazer 5 anos agora em agosto. Ele é muito nervoso, não fala nada direito, todas as coisas que ele fala são totalmente diferente daquilo que ele quer. Ele se bate muito, bate a cabeça na parede, bate na cara, aperta as mãos como se tivesse muito nervoso mesmo. E ele fala tudo pela metade além de ser totalmente diferente… Ninguém entende ele a não ser eu mesma. Não consegui viver em sociedade. Ele não brinca com outras crianças porque ele bate. Ele é muito individualista. Quando outra criança se aproxima ele empurra. Ele não quis ficar na escolinha e hoje ele nem passa na rua dessa escolinha. Gostaria de saber se é normal e que ajuda preciso procurar estou desesperada. Porém, ele é muito inteligente, mas quanto a fala não desenvolve nada.

    Marilena responde:
    Seria importante que você pudesse levar seu filho a uma psicóloga infantil. E, quanto à fala, talvez seja necessário que ele vá a uma fonoaudióloga. A própria escola que ele frequentou, deverá ter alguém para indicar (geralmente todas as escolas têm esse tipo de apoio para ajudar as crianças caso necessitem). Não deixe passar muito tempo e tenha certeza que esses profissionais só irão ajudá-lo e a você, também.A psicóloga infantil poderá identificar quais as necessidades dele e com a sua ajuda, ele poderá fazer mais progressos.

  6. 28/03/2009 Comentário recebido:
    Eu tenho uma amiga que seu filho de 5 anos xinga palavrões cabeludos. Tenho pena dela e do seu marido. Já conversaram com ele e hoje eles estão batendo e não está resolvendo, ele xinga e bate em qualquer pessoa que falar com ele. O que ela deve fazer? Eu sinto que eles estão meio perdidos.

    Marilena responde:
    O que talvez tenha acontecido, é que houve falta de disciplina desde muito cedo em relação a essa criança.
    Disciplina deve começar no berço e a falta dela, gera, mais tarde, consequências como essa que você está vendo.
    No entanto, ela pode ser recuperada se começar a ser administrada pelos pais. Leva mais tempo, exige paciência, mas precisa ser feita ou a criança se tornará um adolescente exigente e mandão.

    03/04/2009 Retorno:
    Sei que é complicado. Mas tudo o que você escreveu eu também acho e o pior é que mais tarde
    ele pode encontrar alguém como ele e acontecer o pior. Não sei o que eu posso falar com estes pais!

    Marilena responde:
    Se esses pais têm acesso à TV à Cabo, existe um programa inglês chamado Super Nanny que trabalha exatamente casos de indisciplina como este. Tem a versão brasileira no SBT.
    Pode achar no You Tube, também. Um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=WtlcDpV-imU
    Existem outros é só procurar.
    Sugira que ela veja alguns programas. Talvez, com essa sugestão esses pais possam aprender algo.

  7. 03/04/2009 Comentário recebido:
    Meu filho de 5 anos ultimamente vive me agredindo com palavras, me olha de cara feia diz que me odeia. Eu digo para ele que não vou deixá-lo ver desenho, ele diz que me ama e eu deixo ele assistindo, quando acaba a programaçao, ele fica falando baixinho: “eu nao gosto de você”. Me ajude. O que eu faço?

    Marilena responde:
    Alguma coisa aconteceu para que ele “ultimamente” venha agredindo você? Alguma mudança de escola ou início dela? Alguma atitude de disciplina que você tenha começado?

  8. Comentário de J. (06/03/2009):
    oi! adorei o site! preciso de ajuda! Minha filha tem 5 anos. Eu estou muito atacada com as atitudes dela. Ela tem a personalidade muito forte!
    Às vezes sinto que ela age como adulto, não tem aquela meiguise. Ela teima,g Rita, revida em palavras. Aí pergunto por que fez isso de errado? Ela diz: porque eu quero, porque sim, não sei. Ela sempre me dá essa resposta.
    Estou com problemas na escolinha dela também, pois ela não respeita a tia da creche, levanta sai do castigo, grita, chora, bate nos colegas quando quer um brinquedo. Enfrenta a tia da escolinha, olha bem nos
    olhos e responde tudo q falam pra ela. Comigo ela faz o mesmo. Se eu dou um tapa ela não chora e me encara. Se eu coloco de castigo ela vai tranquila como se nada estivesse acontecido.
    Não sei mais o que fazer e como agir nessa situação. Se puder me responder por email fico agradecida pelo site também.

    Marilena responde:
    O colocar de castigo deve continuar acontecendo e sempre que ela fizer algo inaceitável, como responder à você, gritar com vc, etc…. A duração do castigo: 5 minutos.
    A tia na escola deverá fazer o mesmo. Saber quem controla em casa, é fundamental para a criança começar a respeitar os outros e a autoridade que sem dúvida ela irá enfrentar um dia, como um chefe, etc…
    Se ela faz isso na escola, esse simplesmente é um comportamento repetitivo que ela faz em casa. Os comportamentos são “extendidos” à medida que não são detidos pelos pais.
    Além disso, os castigos não devem ocorrer de vez em quando, mas devem ser coerentes e acontecer SEMPRE que houver um grito, etc…
    Se ela sair do canto do castigo, volte com ela sem olhar para ela e sequer falar com ela.
    Ela deverá entender que sua indiferença é constante e que você não abre mão.
    Depois dos 5 minutos, explique a ela porque você a deixou de castigo.
    Isso deverá se tornar um hábito e talvez não funcione muito nas primeiras vezes, mas não desista.
    A rebeldia tende a piorar caso não haja uma resposta adequada e
    imediata a cada comportamento de afronta da criança.

  9. Obs.: Publicamos diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro no endereço.
    Gostaria de tirar umas dúvidas.
    Tenho dois meninos, 2 e 5 anos, e o mais velho parece que está muito acelerado em relação aos artigos que li sobre a idade dele; e por outro lado tem algumas caracteristica que são de um menino de 3 anos. Ex: ele aprendeu a ler sozinho (claro que ele me perguntava as letras e eu respondia) aos três anos; logo coloquei ele na escolinha (com crianças da mesma idade) passou uns meses e começaram as reclamações: “ele mordia os amiguinhos, batia e dizia que odiava pintar os desenhos”. Bem, conversei com ele e ele dizia que batia porque o amigo dele era muito burro (não conseguia entender onde ele havia aprendido a associação de burro com falta de inteligência; uma vez que ele assistia apenas Discovery Kids e jamais usamos essa palavra em casa, ele nunca saiu sem mim e o pai dele). Bom, apesar dessa intolerância com os amigos da escola, quando íamos a um parquinho ele não brincava com ninguém e se alguma criança batesse nele ele não revidava, ele só agredia as crianças que já conhecia (da escola, primos, amigos do prédio). Eu sem saber o que fazer, dizia que se alguém no parquinho fosse para bater nele, que ele saisse de perto ou empurrasse o agressor (sei que é um erro, mas em todos os lugares que íamos ele apanhava ), então ele dizia: “Mas você disse que eu não posso bater” (ele dizia isso, mas todos os dias ele mordia na escolinha, chegou um ponto de eu ter que dar uns tapinhas na boca dele, pois já não sabia como fazê-lo parar. Enfim, a escola sugeriu deixá-lo numa turma com crianças de 4 e 5 anos, não adiantou nada, ele continuou batendo e se recusando a fazer as atividades de pintura e coodenação. Resolvemos tirá-lo da escola. Nesse ano, ele completou 5 anos e colocamos em outro colégio. Contamos o histórico dele e ele fez uma avaliação com uma psicóloga e uma pedagoga. Acharam ele extremamente educado, tímido, inseguro e rígido com ele mesmo (fiquei muito constrangida pois, com certeza, acharam que eu era rígida demais com ele). Bem, no teste de raciocínio ele teve média dez em tudo, a coodenação motora é de uma criança de 10 anos e a leitura que ele fez de um texto complexo ele não errou nenhuma palavra; dai, então, ele foi matriculado no segundo ano, mas após dois meses resolvemos que não estava sendo saudável para ele colocamos no primeiro ano, com crianças de 7 anos. Agora ele está super bem; não bate, não morde; adora os coleguinhas, mas ainda se recusa fazer as tarefas, pois diz que já sabe tudo. A professora diz que ele parece um homenzinho: sério, compreensivo demasiado, e de um raciocinio incrivel. Mesmo sem fazer as tarefinhas ele tem média dez em todas as disciplinas, menos educação física pois ele diz que não gosta muito de fazer exercícios (ele nunca gostou muito de correr, jogar bola) gosta de karate e natação apenas. Enfim, apesar de parecer tão maduro em tantos aspectos, ele se mostra ultra sensível em relação a morte. Exemplo: esses dias um gatinho nosso morreu e ele ficou muito desesperado, angustiado, chorou, e demorou muito para aceitar e até hoje não gosta que toquemos no assunto. Agora, esses dias atrás, ele lendo um livro de Ciências e chegou uma página que ilustrava os ciclos da vida (um grão de feijão, um pezinho de feijão, um feijão no pé, e o pezinho de feijão murcho). Ficou desesperado perguntando se eu e o pai dele iríamos morrer, se ele iria morrer e eu disse que não, pois ele estava muito assustado. Todos os dias ele pergunta se quando o nosso cabelo ficar branco é porque vamos morrer? Já pergunta chorando. Eu sempre digo que não e evito falar desse assunto com ele pois ele fica muito angustiado.
    Queria uma opinião sobre como devo tratar esse assunto com ele uma vez que ele não aceita a idéia da morte.

  10. Marilena responde:
    A inteligência nada tem a haver com o grau de sensibilidade e equilíbrio emocional ou desenvolvimento emocional.
    Seu filho apresenta, pelo seu relato, insegurança e ansiedade normais dessa idade (idade cronológica).
    A idéia de morte atemoriza às crianças, pois o medo de perder os pais se torna presente em algum momento de vida deles.
    Seja clara em relação à morte, não tentando disfarçar ou não querendo tocar no assunto quando ele pergunta e nem tentando não responder ao que ele pergunta.
    Diga que os cabelos brancos aparecem em vários momentos da vida e somente as pessoas que estão muito doentes é que podem morrer, assim mesmo se não forem tratadas por médicos e hospitais.
    Diga a ele que vocês estão bem, são saudáveis, etc….
    Esgote as dúvidas de seu filho e ele ficará mais tranquilo.

  11. 10/05/2010 Comentário recebido:
    Meu afilhado tem 6 anos, está pela primeira vez na escola (antes disso ficava sempre em casa na companhia da mãe e da maninha de um ano). A professora chamou sua mãe para lhe dizer que ele não está mais copiando a matéria e também que ele é muito retraido, fechado ou tímido e que não fala sobre o assunto, quando alguém fala com ele sobre isso ele tapa os ouvidos. Disse porém que apesar disso é muito bom aluno. Seus pais não sabem o que fazer para ajudá-lo, estão preocupados pois eles não têm condições de pagar um acompanhamento psicológico para ele (como achamos que seria o ideal). Gostaria de saber o que poderiam fazer para tentar ajudá-lo, se há brincadeiras que possam desinibi-lo ou ajudá-lo a falar sobre o que possa estar acontecendo, ou enfim não sabem o que fazer então qualquer dica será muito bem-vinda e ficarão muito gratos.

    Marilena responde:
    Para que ele comece uma socialização melhor, seria importante que os pais escolhessem algum coleguinha mais chegado ou que ele queira, para convidarem para passar algumas horas com ele em casa.
    Lembrando que é importante começar com apenas 1 colega e nunca colocar mais de 1 nesse convite.
    A socialização irá acontecer aos poucos, sem problemas e cada um tem seu tempo.
    Para conversar mais com ele e para que ele possa se abrir, o melhor momento para se fazer isso é à noite, quando ele já estiver deitado na cama dele, com a luz apagada e com a mãe poderá então se sentar na beira da cama ou sentar-se no chão para conversar com ele sobre o dia dele.
    Por pesquisas, já se sabe que esse é o melhor momento em que a criança se abre.
    Converse com ela sobre isso.

    21/05/2010 Retorno recebido:
    Muito obrigada, Marilena. Repassei suas dicas aos pais do meu afilhado, eles agradeceram e irão colocá-las em prática.

  12. 03/02/2012 Comentário recebido:
    Meu filho tem 4 anos e 5 meses. Ele é um menino maravilhoso em casa e na escola. Só ouço elogios das professoras, que dizem que ele é muito comportado , obediente e carinhoso. No entanto, eu não consigo entender o motivo, ele não é carinhoso com os 4 avôs e os tios e tias,sendo que todos são muito carinhosos com ele, pois é neto e sobrinho unico dos 2 lados. É muito desagradável, tenho que ficar mandando beijar e abraçar e ele faz contrariado. Hoje, minha mãe começou a chorar, pq disse que ele devia ser carinhoso com os avós, que ela vê os netinhos dos outros e eles são carinhosos. Eu disse que não posso fazer nada, que é a personalidade dele, ele diz que ama os avós , mas não demonstra. Eu coloco de castigo, brigo, não sei se isso está certo. Devo respeitar esse comportamento dele em relação ao avó e tios?

    Marilena responde:
    Isso não é motivo para castigo.
    Seu filho tem um comportamento normal para a idade dele.
    Inúmeras crianças apresentam esse comportamento, nessa idade, porque eles (os avós, tios e tias) são as pessoas que dividem a atenção sua.

    Seu fiho ainda está na idade de formar vínculo forte com você e, justamente, por isso ele “evita” uma aproximação e os rejeita, como forma de demonstrar que não gosta de dividir você com eles.

    Isso é super normal e irá passar com a idade. Não se preocupe com isso!

    Recomendo a leitura dos livros da Coleção Imago (<=link), separada por idade. É muito útil e ajudará você.

    Retorno da mãe:
    A sua resposta me deixou muito mais tranquila e agora sei como agir e lidar melhor com essa situação.

  13. 24/08/2012 Comentário recebido:
    Olá, meu filho tem cinco anos e, desde os três anos mais ou menos, ele praticamente prefere brincar de bonecas, gosta de pegar os sapatos da mãe escondido, prefere sempre pintar os desenhos com a cor rosa, e desenhar fadas de cabelos compridos. Estou preocupado, ele já vai pra escola desde os quatro anos, porém convive bastante com uma prima dele de seis anos, e então acaba brincando bastante com ela e quase sempre de brincadeira de meninas. Eu devo me preocupar ou a medida que ele crescer vai se interessar por coisas de meninos e parar com essas atitudes? Devo distanciá-lo da prima dele? Estava pensando em colocá-lo no futebol ou judô pra ver se ajuda…

    Marilena responde:
    Crianças aprendem por imitação e observação.

    Como o convívio com a mãe e outras figuras femininas (como avó, empregada, professoras, etc..) é mais intenso, meninos podem ter ter esse comportamento. No entanto, você pode perfeitamente evitar e não estimular o convívo com meninas, primas e desenhos ou DVDs do universo feminino.

    Verifique na escola se há algum coleguinha que ele goste mais e convide-o para passar algumas horas em sua casa para brincar com ele.

    Sua intervenção, como pai será fundamental na vida dele.

    Leia o artigo (link) Identificação Sexual que ajudará você nesse sentido.

  14. 26/08/2012 Comentário recebido:
    Obs.:Publicamos aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.
    OLÁ! BOM ESSE SITE… TENHO UM FILHO DE 6 ANOS QUE FOI “DIAGNOSTICADO” COM TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL, EMBORA EU SEI QUE ELE É AUTISTA…VENHO LUTANDO POR UM DIAGNÓSTICO DESDE QUE ELE TINHA 2 ANINHOIS E ERA MUITO DIFERENTE DO IRMÃO MAIS VELHO EM RELAÇÃO AO COMPORTAMENTO. O CASO É QUE NA MINHA CIDADE TEM UMA ESCOLA PARA CRIANÇAS ESPECIAIS, QUE PARECE SER MUITO BOA, MAS MEU FILHO NÃO PODE SER MATRICULADO, POIS NÃO TEM DIAGNÓSTICO DE NEHUMA SINDROME. ENTÃO ELE FREQUENTA ESCOLA NORMAL E ESTÁ SOFRENDO MUITO COM ISSO. ELE FALA POUQUISSIMAS PALAVRAS( MAMÃE, PAPAI, SUCO, ÁGUA, COCO, PIPI, AUAU, DÁ, LÁ, ETC.) E ACABA FICANDO ISOLADO NA ESCOLA. NÃO INTERAGE COM AS OUTRAS CRIANÇAS, PELA AUSENCIA DA FALA, NÃO É AGRESSIVO, É SUPER CALMO, MAS NÃO CONSEGUE ACOMPANHAR OS COLEGAS NAS BRINCADEIRAS E ATIVIDADES. FICO MUITO TRISTE COM TUDO ISSO, POIS ACHO QUE ELE ESTÁ SOFRENDO COM AS DIFERENÇAS DELE, ELE PERCEBE QUE É DIFERENTE, QUE NÃO CONSEGUE FAZER AS COISAS QUE OS DEMAIS FAZEM. OUTRO DIA FUI CHAMADA NA ESCOLA POIS ELE HAVIA FEITO COCO NA ROUPA E DIVERSOS DIA ELE SOLTOU O XIXI. COMO ELE NÃO PEDE PARA IR AO BANHEIRO, ACHO QUE FICOU COM MUITA VONTADE E FEZ NA ROUPA. FIQUEI MUITO TRISTE POIS DEVE SER MUITO DIFÍCIL PARA ELE. MAS AGORA O QUE EU FAÇO? CONTINUO TENTANDO UM DIAGNÓSTICO DE AUTISMO OU ASPERGER PARA MATRICULÁ-LO NUMA ESCOLA ESPECIAL, OU DEVO PERSISTIR NA ESCOLA REGULAR ” FINGINDO” QUE ELE FICARÁ BEM? MEU FILHO NÃO COMPREENDE ORDENS COMPLEXAS, FICA ANGUSTIADO E NA MAIORIA DAS VEZES CHORA QUANDO ISSO ACONTECE. DEVE SER UM TORMENTO PASSAR O DIA TODO MANDADO E NÃO COMPREENDER: LUCAS PEGUE O BRINQUEDO AZUL, LUCAS SAIA DESSA CADEIRA, LUCAS COMPRE SEU LANCHE NA CANTINA E VOLTE PARA SALA DE AULA! TUDO É MUITO DIFICIL PARA ELE. O QUE EU DEVO FAZER. TEVE ATÉ UMA MEDICA, QUANDO ELE TINHA 3 ANOS QUE FALOU QUE EU PRECISAVA DE UM PSICOLOGO, POIS MEU FILGHO NÃO TINHA NADA, ERA APENAS MANHOSO. AGORA VEJA, ELE TEM 6 ANOS, NÃO FALA QUASE NADA, NÃO COMPREENDER BEM TUDO O QUE FALAMOS, AS VEZES FAZ BIRRAS POR NÃO CONSEGUIR O QUE QUER, VAI COM QUALQUER PESSOA QUE O CHAME, NÃO TEM NADA? É APENAS MANHÃ? IMPOSSÍVEL. ELE SE COMPORTA COMO UMA CRIANÇA DE 2 ANOS, E OLHA LÁ. FAZ ACOMPANHAMENTO COM NEUROLOGISTA, PSICOLOGA, FONO, TERAPEUTA OCUPACIONAL E MUSICOTERAPEUTA, MAS FREQUENTA A ESCOLA REGULAR. OS MÉDICOS FICAM DIVIDIDOS QUANDO O DIAGNÓSTICO DELE, UNS DIZEM QUE ELE É UM MISTÉRIO, OUTROS QUEREM MAIS EXAMES, É MUITO FRUSTRANTE SABE? EU ESTOU MUITO CANSADA, TENHO UM OUTRO FILHO DE 9 ANOS QUE QUASE NÃO RECEBE MINHA ATENÇÃO, POIS VIVO CORRENDO COM O LUCAS, PARA TERAPIAS E MAIS EXAMES, QUE NUNCA REVELAM NADA.

    Marilena responde:
    Como você já o levou a um neurologista, seria ele que daria o laudo para seu filho frequentar uma escola especial. Seria imporatnte que tanto a escola como o neurologista, pudessem se falar para chegarem a um acordo sobre isso.
    O diagnóstico é importante, mas você poderia levá-lo na escola especial e pedir que ele fosse, também, avaliado por essa escola, pois possivelmente deve ter uma psicopedagoga atuando nessa escola.
    Verifique essa possibilidade.

  15. Obs.: Publicamos diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.
    meu filho tem 4 anos, ele é uma criança sozinha só brinca na escola.Ele hora se da bem mas tem hora que bate e morde os amigos sabe reconhecer as letras mas tem dificuldade na escrita quando vai fazer algo diferente como esses dias coloquei na nataçao no teste a professora nao conseguia controlalo ele fica muito agitado nao obedece regra nenhuma e se comporta como uma criança menor.na escola a mesma coisa quer fazer o que ele quer nao obedece regras,tem dificuldades no aprendizado ele é muito nervoso e chorao.ja procurei psicologo e neurologista e disseram que é normal .nao sei me ajuda.

  16. Marilena responde:
    Seu filho tem um comportamento perfeitamente normal para a idade dele.

    Ele AINDA é uma criança e está se comportando perfeitamente como uma criança da idade dele.
    Crianças NÃO obedecem regras, são choronas, são agitadas como ele.
    Se ele parece ser muito agitado para você, verifique se seu filho frequenta espaços abertos e amplos para que possa correr, gastar a energia que tem e chegar mais cansado em casa.
    Crianças dessa idade precisam disso pelo menos 3 vezes na semana.
    Verifique se você tem feito isso com ele. Isso é fundamental para essa idade, principalmente, meninos.

    Leia o artigo (link) Comportamento/Disciplina e saiba se você tem usado esse processo de forma adequada.

    Recomendo a leitura dos livros da Coleção Imago (<=link), separada por idade. É muito útil e ajudará você. Não existe, absolutamente, nenhum vínculo ou acordo financeiro ou comercial na indicação da leitura recomendada. Ela é feita unicamente por tratar-se de uma literatura séria e necessária ao melhor entendimento de pais e filhos.

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