Artigos de Psicologia

Escritos por Marilena Teixeira Netto

2 a 4 Anos: Comportamento

Recebemos inúmeros comentários sobre a fase de 2 a 4 anos de crianças e procuramos organizá-los para facilitar a consulta para quem possa se interessar. Esses são aqueles relacionados a comportamento, agressividade e disciplina.

XXX

Comentário por Adriana – Janeiro 30, 2008.

Minha filha acabou de fazer 4 anos, seu comportamento tem sido um transtorno para mim. Não posso levá-la a nenhum lugar comigo, pois ela não para um minuto, corre, pula, grita quando dizemos à ela que não pode, não obedece de jeito nenhum, ela é muito agitada, por causa disso tenho vivido isolada, será que isso é normal? Estou desesperada, não sei mais o que fazer!! Desde já muito obrigada

Marilena responde:

Você não disse se ela tem esse comportamento agitado só quando sai ou apresenta isso também quando está em casa.

Exemplo, não consegue ficar parada muito tempo, sempre mexendo nas coisas ou indo de um lado para o outro.

Crianças geralmente são agitadas mesmo, e o estranho é quando elas ficam paradas sem muito agito.

Caso isso somente ocorra quando ela sai com você, pode ser por curiosidade que queira pegar em tudo.

Caso seja por desobediência a uma ordem sua, já é caso de indisciplina.

Caso seja por ativismo mesmo, já podemos pensar em uma orientação mais adequada através de uma psicóloga infantil.

Como você vê, são várias as nuances de um comportamento desse tipo e envolve várias variáveis.

Talvez seja apenas um caso de detalhar com mais cuidado todas essas variáveis e dar a você uma orientação mais adequada junto à sua filha.

Não fique sozinha nessa situação e procure ajuda mesmo.

Os profissionais estão prontos a ajudar e muitas vezes falta apenas uma orientação específica àquela situação que o indivíduo está vivendo.

XXX

Comentário por Cleria Maria – Janeiro 30, 2008

Tenho uma filha de 4 anos e 10 meses todas as pessoas dizem que ela é muito inteligente, porém o temperamento dela é muito forte, desde 1 ano e 3 meses, ela é muito nervosa, grita com todos, quer bater em crianças que não quer brincar com ela, muito difícil para obedecer eu e o pai dela. Chego a passar muita vergonha com ela na frente das pessoas. Ela já esta na escola. Converso com a professora dela sobre seu comportamento ela sempre diz que tem um bom comportamento. Tenho notado que as pessoas, mesmos adultos, não gostam de ficar perto dela. Por favor preciso de ajuda.

Marilena responde:

Se ela tem um comportamento adequado na escola, deve respeitar a disciplina que a professora impõe.

Como é a disciplina que você e seu marido colocam dentro de casa?

Se ela se acostumou desde cedo (porque disciplina começa logo no berço) a fazer o que quer e não ouve você, talvez a disciplina esteja um pouco ausente do dia a dia.

Será que não é isso que tem acontecido?

Existe castigo quando ela grita em casa ou grita com os outros ou mesmo com você?

O que você tem feito em relação a isso?

São perguntas fundamentais, mas só você pode verificar com detalhes esse tipo de atitude.

Caso seja difícil verificar isso sozinha, não tenha receio em procurar uma psicóloga infantil que poderá “dicas” importantes nesse item para você.

Lembrando que não é o caso de uma terapia para sua filha e sim uma orientação para você e seu marido.

A criança tem quase sempre um comportamento decorrente do que recebe em casa.

Por isso, uma orientação pra vocês creio que será o suficiente.

XXX

Comentário por Daniella – Janeiro 30, 2008

Meu filho de 1 ano e 7 meses, chora muito, mas muito mesmo, às vezes, quase o dia inteiro. Fico preocupada, pois as vezes não consegue se distrair com nada, apenas chora e reclama o tempo todo, já passamos por médicos para descartarmos a hipótese de alguma dor física, sinto que é pura manha, mas tenho dúvidas pois chega a ser demasiadamente chorão. Meu outro filho agora com 16 anos nessa fase também chorava muito, mas ficava com intervalos mais longos. O pequenino frequenta o berçário desde 1 ano e 2 meses e seu comportamento tem se mostrado agressivo em casa e na escolinha, faz mais ou menos  1 mês. Chego a perder a paciência por vezes, pois seu choro contínuo perturba muito. Existe alguma leitura específica para me orientar, pode ser algum problema de ordem física ou emocional? Meu marido e eu trabalhamos muito e me sinto culpada por não termos muito tempo disponível. Meu filho adolescente reside com o pai e passa férias e feriados conosco e é super carinhoso com o irmão, mas chega a perder a paciência com o choro constante. Devo insistir com o pediatra em alguma pesquisa de ordem física? Está muito difícil, pois estamos nos isolando, com receio de incomodar as outras pessoas a nossa volta. Oriente-me por favor, obrigada.

Marilena responde:

Algumas crianças são mais sensíveis e mais carentes do que as outras.

Como você disse que trabalha muito, talvez esse seja o grande motivo.

Será que ele para de chorar quando está com você?

Você tem passado algum tempo perto dele, tocando, acariciando sempre que pode?

Como tem sido isso?

O choro sempre sugere desconforto. Se não é físico, com certeza é emocional.

Você fica junto dele quando ele tem de dormir? Deita do lado dele e conversa com ele?

Sua impaciência pode estar gerando mais choro.

Quando você se ausenta, irritada, ele deve chorar mais ainda porque já deve se sentir abandonado durante o dia.

Isso não significa que você tenha de parar de trabalhar. Seria o ideal, mas você pode com certeza, gerar tempo com qualidade perto dele.

O choro é de “estar pedindo” presença sua.

Converse com calma com ele, pois nessa idade, por incrível que pareça, a criança gosta que o adulto a olhe e converse num tom de voz calmo com ela.

Verifique esses pontos e você mesma encontrará o motivo e tanto choro.

Lembre-se que o choro é sempre um pedido de socorro.

Existe muita literatura no caso específico dessa idade.

Você encontra em livrarias os diferentes estágios de idade e talvez encontre uma série da Clinica Tavistock, separadas em idade. “Meu filho de 1 ano”. “Meu filho de 2 anos”, etc. Não é a única série mas procure na parte de psicologia.

Você certamente vai encontrar boa literatura a esse respeito.

XXX

27/6/2008 Comentário recebido:

Por favor me ajudem.

Meu filho acaba de completar dois anos e está muito irritado.

Perco a paciência fácil e meu marido também.

Ele grita, desobedece, não que se alimentar corretamente.

Só fica pedindo por mamadeira.

A situação está ainda mais difícil com relação ao meu marido.

Ele está muito muito irritado com o próprio filho. Mas, não está adiantando nenhum tipo de castigo.

Colocamos ele pra pensar, apesar dele ficar lá sentado os 2 minutos… em tempo lá esta ele novamente desobedecendo.

A situação esta tão grave que não estamos mais saindo com ele, por vergonha, stress!

E isto está nos incomodando muito. Está nos entristecendo. Queremos saber onde estamos errando e como acertar.

Bjos e parabéns pelo trabalho que vocês realizam.

Marilena responde:

Seria bom que você investigasse junto ao pediatra se está tudo correto com ele, em termos de saúde.

Uma alergia, por exemplo, leva uma criança a ficar muito irritada com tudo.

Se for somente na área da alimentação, veja também, junto ao pediatra a variedade de alimentos que ele tem acesso.

Quando a variedade é pequena, ou quase a mesma ao longo das semanas, a criança perde a vontade de comer.

Caso esteja tudo ok, não se acanhe em pedir orientação a uma psicóloga infantil que poderá ver de perto os detalhes da situação de vocês e dar uma orientação mais adequada e precisa.

XXX

25/6/2008 Comentário recebido:

Parabéns pelo site, as dúvidas e respostas podem ajudar muitos pais que tiveram filhos sem manual de instruções!!!

Gostaria de perguntar também: meu único filho tem 4 anos e meio.

Eu e meu marido damos muita atenção, carinho e amor.

Mas quando estamos nós 3 juntos, existe uma rejeição muito grande do meu filho para com o pai.

São carinhosos um com o outro na minha ausência, mas quando estou perto, ele não permite que o pai o toque, fica agressivo.

Seria complexo de Édipo? É normal ainda nessa idade ? Devo repreendê-lo ou não ? Como devo agir ? Antecipadamente, agradeço.

Marilena responde:

É normal que nessa idade o filho tenha sim ciúme do pai.

Você pode ir explicando a ele que é importante que seu marido goste também de você, pois uma pessoa que não gosta da outra, geralmente fica bravo o tempo todo e briga muito com ela.

Pergunte se ele gostaria que visse sempre o pai dele brigando com você.

A criança nessa idade já entende muito bem o significado da palavra briga e, portanto, quando você fala nesses termos ele certamente irá entende o que você está falando.

Sempre que ele demonstrar essa atitude, repita a explicação.

Com o tempo, ele irá se adaptando e entendo melhor essa situação.

XXX

18/6/2008 Comentário recebido:

Olá. Meu filho tem 2 anos e meio. Ele tem me dado tapas sempre que quer expressar um “NÃO” rebelde, e em seguida olha com aquele olhar esperando minha reação. Com se me experimentasse ou desafiasse.

Gostaria de saber a melhor maneira de corrigi-lo já que o que faço parece não resolver. Normalmente falo firme com ele, sem agressividade, dizendo que ele não tem o direito de levantar a mão a alguém, e que eu não admito e não aceito aquele comportamento.

Ressalto sempre também que o respeito e que ele deve me respeitar da mesma maneira.

Devo dizer também que me mudei e o pai dele ainda não veio. E sempre que nos visita, faz tudo pra ele. Desde de presentes a atenção total, até mesmo se virando quando converso com ele e o meu filho o chama. E, também, a babá não o reprime e nunca impõe nada. Apenas o convida e o tenta convencer das coisas.

Só gostaria de saber como o ensinar. Obrigada

Marilena responde:

Seu filho com essa idade, não conhece o sentido de palavras como respeito,etc…

Ele está na fase do comportamento e como tal, sua atitude de disciplina também deve ser através do seu comportamento.

Colocá-lo de castigo em algum lugar e dizer que ele ficará lá porque bateu em você, será o bastante para ele entender que esse comportamento. Ele não deverá repetir. Deixe-o lá durante 2 min.

Caso ele saia, volte com ele para o lugar mas não fale mais nada com ele .

Evite tentar dar maiores explicações e tentar responder ao que ele eventualmente lhe diga.

Castigo é castigo e para ele castigo será igual a : ficar sem seu olhar ou sem a sua conversa e sem a sua presença. Ele, rapidamente, entenderá o sentido de sua resposta.

A disciplina começa desde o berço e crianças precisam dela para sentirem-se seguras e amparadas.

XXX

Comentário por Claudio Manoel – Julho 4, 2008

Meu filho tem 2 anos e 4 meses, e tem uma irritabilidade acima do normal, isso desde que ele nasceu. Exemplo, se estamos cantando uma musica junto e mudamos a letra ele começa a gritar para parar, em vez de tentar desenhar algo ele rabisca muito forte e fala “forte papai” até hoje não consegue desenhar nada, quando esta com os tios e avos ele os junta para brincar de roda e cada um deve ficar na posição que ele mandar se não se irrita, e pra completar se alguém conhecido chega pra fazer carinho e ele não quer ou ele grita ou levanta a mão pra bater. Eu e minha esposa tentamos de tudo falamos com ele na altura dele, repreendemos o comportamento sem bater, mas ele repete esse comportamento, pretendemos levá-lo a uma psicóloga para observação pra ver o que acontece, alguém já passou por algo parecido?

Marilena responde:

Em algum momento, seu filho deve ter começado a apresentar esse quadro e muito pouco foi feito para revertê-lo.

A disciplina começa no berço e quanto mais as ordens dele forem acatadas, mais autoritário ele ficará.

No fundo, ele sabe que pode controlar o comportamento das pessoas com seus gritos.

Imagino que as pessoas ao redor, devam aceitar seus mandos para que ele pare de gritar.

Ele apenas teve esse comportamento reforçado com o tempo, mas ainda é possível reverter esse quadro, fazendo exatamente um condicionamento ao contrário.

No momento que fizerem a roda, por exemplo, para brincarem com ele e ele começar com suas exigências querendo que tudo fique como ele deseja, as pessoas começam a se retirar e a brincadeira termina.

A cada exigência dele de mando, as pessoas se retiram e ele ficará sozinho.

Com essas situações repetidas, ele com o tempo vai perceber que gritos e exigências = fim de brincadeira e de atenção (que no fundo, é o que ele quer).

Não tenha pena de atuar dessa maneira e pedir que seus familiares façam o mesmo.

Essa é a melhor maneira de ajudar seu filho e viver em comunidade, pois a partir dos 2 anos começa a socialização e ele em breve ele terá a companhia de mais crianças na escola e as coisas não serão na ordem que ele determina.

XXX

11/07/08 Comentário recebido:

Olá, fiquei feliz em ter descoberto este site, eu tenho um filho de 2 anos e 5 meses , minha esposa e eu estamos por uma situação no mínimo constrangedora.

Deste que meu filho nasceu eu tenho cuidado dele, pois minha esposa trabalha fora e como estava desempregado fiquei tomando conta dele, sempre meu filho tratou a mãe com carinho, mas de uns meses pra cá, toda vez que ela chega do trabalho ele a recebe com um comportamento agressivo e chorando muito, na maioria das vezes tenho que socorrer, pois ele chora muito dizendo pra ela ir trabalhar e agredindo-a com tapas. Por favor me oriente o que devo fazer.

Marilena responde:

O comportamento de seu filho mostra somente uma coisa: ele está cansado da ausência de sua esposa, por isso a agride. Geralmente, agredimos o “objeto do desejo”.

Ao invés de seu filho correr para ela, ele agride, como se dissesse: chega de tanto abandono, fique comigo!

Pode parecer um comportamento contraditório, mas apenas mostra o desejo dele de permanecer mais tempo com a mãe.

Seria importante que ela ficasse o máximo com ele, e tentasse passar e substituir você pelo menos nos fins de semana com ele.

XXX

14/07/08 Comentário recebido:

Minha filha, de 2 anos e 8 meses, tem comportamento agressivo familiar e social. Não obedece de jeito nenhum , não para quieta , não brinca por muito tempo com alguma coisa , parece não temer nada , controla tudo.

O que isso quer dizer?

Marilena responde:

Você deve ir a um psicólogo infantil, relatar o caso e talvez precise de orientação da mesma para saber como lidar com ela.

Crianças nessa idade, geralmente, não param quietas mesmo e têm uma atividade muito intensa.

Ela possui irmãos? Convive com outras crianças? Já está na escolinha?

Esse aprendizado social, faz com que a criança aprenda a conviver de uma forma bem menos agressiva.

XXX

Comentário por Simone Alves – Julho 17, 2008

Primeiramente, parabéns pelos artigos. Vou tentar ser o mais objetiva possível. Sou educadora, trabalho em uma creche e trabalho com crianças de 1 ano e 9 meses de idade, aproximadamente. Tenho, em média, 3 crianças em período integral, mas uma, em especial, apresenta um comportamento no mínimo estranho, q merece um olhar mais atento. Ele é uma criança cativante, linda, muito bem cuidada e amada por sua família. Filho de pais separados, é criado pela mãe, avó materna e a tia. Ele apresenta traços comuns dessa idade, uma certa dificuldade com as palavras, com os talheres, enfim, mas o que me preocupa são os repetidos episódios de mordidas, onde ele sempre ataca os coleguinhas, porém ele não expressa agressividade com essa atitude, parece divertir-se com isso…Também, não presta atenção ao q eu falo quando estou repreendendo ou explicando alguma coisa para ele. Chora, fica falando junto comigo, se joga no chão e eu vejo q td o q eu falei não foi absorvido por ele. Tentei fantoches, histórias, músicas, a fim de estimulá-lo a ter atitudes mais carinhosas, criei o momento do abraço, onde ele e os demais se abraçam, se beijam, conversei com a mãe e avó e elas se mostraram muito atentas ao problema e dispostas a ajudar. Estamos tendo sucesso com essa tática, ele já não morde com tanta freqüência, mas ainda não aceita meus pedidos, enfim, ainda não entendeu, pra ser bem direta, q não dá pra fazer sempre o q se tem vontade.

Preciso de alguma técnica, alguma forma, enfim, uma luz para q eu torne essa criança um pouco mais obediente, não submissa e passiva, mas aberta a aprender como conviver melhor com regras, acatar pedidos, enfim… Preciso de ajuda, pois não tenho formação acadêmica nessa área, estudo comunicação social, mas estou muito interessada em entender um pouco desse universo. Desde já, sou grata.

Marilena responde:

Crianças nessa idade, já aprendem a respeitar regras e já podem ser disciplinadas desde cedo.

Caso ela não faça o que todos fazem na sala, ela deve ser levada a um cantinho e permanecer lá por 2 minutos, longe das outras crianças para ir percebendo que ela perde sempre alguma coisa quando não segue as regras..

Se for na hora de alguma atividade, ela perderá parte da brincadeira.

Elogie sempre que ela obedecer com bastante ênfase para que ela perceba a diferença entre o que é correto e o que não é.

Verifique se a disciplina está sendo feita em casa, também, pois caso isso não esteja ocorrendo, será difícil para você implantar isso com ela.

Muitas vezes quando a criança fica muito tempo fora de casa, a tendência é ser mais do que tolerante com as vontades dela, numa tentativa de compensar a ausência materna.

Você precisam trabalhar juntas nisso.

XXX

19/07/08 Comentário recebido:

Olá, primeiro gostaria de dizer o site é otimo. Encontrei vários casos que se encaixam nos meu caso e aprendi muito. Parabéns.

Bom eu tenho uma menina de 2 anos e 8 meses. Ela convive comigo, meu marido e com minha sogra. Eu estou confusa com o comportamento dela, Ela grita muito, e fica falando bastante como se estivesse nos imitando. Eu fico com dó pq agora estamos toda hora, dando bronca nela e vejo que ela fica sem graça quando leva uma bronca, eu acho que ela esta convivendo muito com adultos e não tem noção de como se comportar e fica tentando chamar a atenção de qualquer maneira. Como posso falar com ela de maneira que ela me obedeça e entenda que eu estou ensinando ela e não repreendendo. Pois comigo ela abusa as vezes. E é normal ela se fazer de surda quando o que falamos não interessa a ela. Tipo Vamos tomar banho etc e tal. E é normal ela levantar a mão para mim e me dar tapas como às vezes dou tapinhas nela.

Quando ela conviver mais com crianças ela vai mudar o comportamento?

Marilena responde:

A diferença entre “dar bronca” e “ensinar” é o tom de sua voz.

Você pode gritar, o que significa que você está dando bronca e pode dizer a mesma frase, em tom baixo, mas firme, mostrando que você está ensinando.

Repreenda sempre que necessário sem culpa.

A disciplina começa no berço.

Como você às vezes dá tapinhas, procure fazê-lo com um chinelo no bumbum, mas nunca use sua mão. a mão deve ser usada para fazer carinho e ela aprenderá isso desde cedo.

Como ela ainda não sabe fazer muitas tarefas sozinha, como tomar banho, por exemplo, segure-a pela mão e vá com ela. Assim ela sempre se sentirá apoiada.

A convivência com outras crianças será importante, porque a partir dessa idade de 2 anos começa a socialização

e ela aprenderá regras básicas, como não gritar quando quer alguma coisa, dividir brinquedos com outras crianças, dividir atenção, etc….

Irá melhorar bastante com o início da escolinha.

XXX

01/08/08 Comentário recebido:

Quero parabenizá-los pelo site.

Tenho um filho de 2 anos e ele é super carismático, carinhoso, amoroso, educado…todos no condomínio onde eu moro gosta dele. Apesar dele ter essas qualidades a minha preocupação é se eu não estou mimando muito ele, como por exemplo, ele mama até hoje, ele cobra muito carinho meu, minha atenção, sempre atendo quando ele me pede…não gosto de ver ele chorando pedindo minha atenção…, já cheguei colocar ele de castigo e também já levou umas palmadinhas, mas sempre atendo ele. Recebo muitas criticas, por ainda amamentá-lo e algumas pessoas falam que ele vai ficar um adulto dependente…isso é verdade?

Marilena responde:

Se você consegue manter a disciplina junto com o carinho, tudo bem.

A indisciplina e superproteção, levam a criança a uma dificuldade de lidar com a frustração e isso não é nada bom.

Se ele fica de castigo, chora, mas você não cede ao choro dele, tudo bem.

É nesse caso que falo da disciplina onde não há flexibilidade apesar do choro e manha dele.

Se você também consegue fazer com que ele divida o tempo e passe com outras crianças e aprenda aos poucos fazer algumas tarefas sozinho, tudo bem, também.

A superproteção atrapalha a capacidade da criança crescer e tornar-se independente.

Observe esses itens e veja como você tem controlado tudo isso.

XXX

Comentário por Ana Paula – Agosto 22, 2008

Meu filho vai fazer quatro anos e é um menino muito agitado, principalmente quando saímos com ele, ele tem um comportamento agressivo com outras crianças, principalmente, quando está num grupo de crianças e as mesma não dão muita atenção a ele. Gostaria de saber como faço para acabar com estes problemas? Desde já agradeço a atenção.

Marilena responde:

Ele já tem idade para entender e ser ensinado que agressividade afasta as outras crianças de perto dele.

O NÃO à agressividade deve ser sempre respeitado por ele e a cada tentativa dele em ser agressivo com as outras crianças, você deverá afastá-lo das mesmas, para ele começar a perceber que tal comportamento tem consequencias.

Agressividade=isolamento

XXX

Comentário por Amanda – Agosto 22, 2008

Meu filho tem 4 anos e há 1 ano e 6 meses mudamos de país e meu filho esta se alfabetizando, com uma cultura diferente e língua diferente.E ultimamente na escola ele sempre tem cartinhas com reclamações do comportamento dele em relação aos coleguinhas, que não gosta de emprestar os brinquedos e também que bate nos mesmos, perguntei para ele, e o mesmo me fala que o coleguinha, bateu nele e por isso que o mesmo revidou, só que ele não fala para a professora que apanhou e o colega fala, o que posso fazer para que o meu filho não continue tendo este tipo de reação, ele e filho único.

Marilena responde:

Você deve primeiramente conversar com a professora na escola para saber exatamente o que vem acontecendo.

A professora deve ficar atenta a ele para ver se de fato ele está só revidando ou tomando a iniciativa para bater no coleguinha.

Ela deverá sempre monitorar o comportamento dele e sempre comunicar a você o ocorrido.

Juntas, poderão trabalhar melhor.

XXX

Comentário por Ivana – Agosto 25, 2008

Parabéns pelo site , tem orientações claras de procedimentos importantes para criação de nossos filhos. Tenho um filho de 2 anos e sempre falava que ele era calmo , obediente, enfim bonzinho , mas agora ele está contestador se digo subi na mesa não , ele responde subir sim e sobe! Uso o método do castigo por 2 minutos mas nem sempre funciona , e parece que ele me testa e mais fora de casa.Outro dia no restaurante ele bateu na cara da baba reclamei mas ele ria e fazia novamente perdi a calma e dei três palmadas na mão dele mas também não adiantou . Estou precisando de orientação como proceder , há algum livro de fácil compreensão que possa me ajudar com o desenvolvimento dele? Aguardo sua resposta.

Marilena responde:

Se a disciplina não for feita SEMPRE pouco vai adiantar.

O castigo deve ser regular e você deve voltar com ele ao local do castigo sempre que ele se recusar a ficar lá.

A cada indisciplina, mesmo na rua, ou fora de casa o castigo deve ser feito também.

Geralmente, a criança tem o castigo somente em casa a passa a achar que não vai ocorrer nada se ela estiver fora de casa. O “cantinho” do castigo também deve ser escolhido fora de casa.

A coerência se estabelece nessa constância.

Com o tempo ele vai perceber que o castigo é uma norma não importando onde ele esteja.

Os desafios da criança nessa idade são frequentes e como ela aprende por repetição, a repetição do castigo deve prosseguir igualmente.

XXX

Comentário por Camil – Agosto 27, 2008

Minha filha de 2 anos é muito agitada e nervosa, às vezes, egoísta demais como devo agir com ela pois tenho um desgaste físico muito grande

Marilena responde:

Crianças nessa idade são egoístas mesmo.

Tanto é assim que a idade ideal de começar na escolinha é depois dos 2 anos, onde começa a fase de socialização.

Antes disso, ela (caso esteja na escola) não saberá dividir brinquedos com colegas.

Essa fase, no entanto, vai desaparecendo à medida que ela for crescendo e for introduzida à escola.

Quanto ao nervosismo, verifique se isso aparece em reação à sua disciplina.

Essa é a idade, também, em que a disciplina aparece com mais frequência, pois a criança ganha maior independência.

Com isso, as “artes” começam a aparecer mais e a disciplina também.

A criança reage à isso com choro e nervosismo (demonstrando que não está aceitando o fato de ser contrariada). Só você poderá observar e dizer à que comportamento corresponde esse nervosismo.

XXX

Comentário por Danieli – Agosto 28, 2008

Olá. Meu filho tem 2 anos e 1 mês. É muito esperto, e inteligente. Ultimamente está bastante agressivo. Este é o 8º dia de creche dele, o qual ele sempre se nega a ir, chora muito, dizendo que quer ficar em casa.(Tenho uma tia e a bisavó dele que moram no andar de baixo e fazem todas as vontades dele, c/guloseimas e tudo mais). Mas depois de uns 10 min. que está na creche, as professoras falam que ele já pára de chorar e se acalma. Fica o dia todo lá e buscamos no fim do dia. Nós dois trabalhamos fora. Antes de ir p/creche ele ficava numa casa de família desde os 6 meses de idade. Lá ele adorava ficar, mas a mulher que cuidava dele ficou doente e colocamos então a creche. É uma criança feliz, amada e recebe muito carinho. Mas percebi que depois destes dias na creche, ele está piorando, estando mais agressivo do que já era. Não quer tomar lanche nem almoçar. O que mais me preocupa é que a agressividade é geralmente comigo e com meu marido. Mais ainda comigo, pois me bate sem controle. Às vezes eu dava um tapinha na mão dele, ou na bundinha, explicando que dói, que era para ele sentir também…Mas percebi que só piorava. Ficava mais agressivo ainda, revidando com mais tapas. Agora deixamos ele de castigo no quarto, em cima da cama sem poder descer, geralmente por 2 min. No castigo ele chora muito, grita, dizendo “não quero ficar de castigo” Mas pelo menos ele não sai de lá antes de eu deixar…Eu não sei mais o que fazer…estou perdendo a paciência c/muita facilidade. Acabo gritando e me alterando…Para finalizar, estou tentando tirá-lo da fralda juntamente com as prôfs da creche. Ele já faz xixi e cocô no pinico de manhã, quando tiro a fralda. Já sabe que quer fazer, pois as vezes ele pede: “mamãe, xixi”. Mas, às vezes, acaba fazendo na calça. Acho que estou pressionando ele demais. O que devo fazer?

Será que devo procurar um especialista ou alguma leitura específica p/me orientar nestas situações todas? Me ajude por favor…Obrigada.

Marilena responde:

Não sei como foi a adaptação dele na creche. Foi sendo feita aos poucos?

Você ficava com ele na salinha por 1 hora e ia embora com ele?

Voltava no dia seguinte e ficava 1 1/2h e depois ia ficando no corredor, na sala da frente, etc….?

Isso deveria ter sido feito durante 1 semana para que a criança não se sinta ‘largada”na escola.

Caso você não tenha feito isso (não sei como é a orientação da escola) seria interessante que você conversasse na escola e recomeçasse uma nova adaptação.

Não inteira, como acima, mas pelo menos parcial, para que ele se sinta mais seguro.

A agressividade com vocês, só demonstra como ele se sente abandonado por vocês, pois são os pais, (na cabeça da criança) que o abandona; daí a tendência de bater em você, como se dissesse: Você é a culpada disso, olha o que está fazendo comigo, etc..

O castigo deve continuar a cada indisciplina ou agressividade com você.

Isso não deve ser flexível, pois é uma fase em que eles testam os pais nessa área.

toda mudança de escola, ou professora, ou babá, etc… provoca uma certa insegurança na criança.

Tente uma adaptação mais demorada e parcial com ele.

XXX

Comentário por Tania costa – Agosto 28, 2008

Gostaria de algumas orientações, trabalho com crianças de 4,5,6 anos em uma escola municipal> Essas crianças são terríveis no comportamento, estamos pensando em trabalha com eles em assistência educativa e orientação de como se comportar,mas estou com dificuldade para desenvolver esse trabalho,vocês podem me ajudar?

Marilena responde:

A orientação mais adequada seria através de uma psicopedagoga que poderá lhe ajudar com maior eficiência.

XXX

20/09/08 Comentário recebido:

Me socorra pelo amos de Deus! não aguento mais meu bambino de 2 anos e meio acordar aos gritos, gritar e gritar sempre que quer algo, eu estou até entrando em choque com o pai dele pois eu digo a ele que se continuar pedindo as coisas ao berros não darei e o pai sempre sede e se irrita se tento corrigido, não sei o que fazer nossas manhãs são sempre muito estressantes pois ele sempre acorda de péssimo humor e grita muito. Me ajude pois estou a beira de um surto.

Marilena responde:

De fato, você e seu marido deveriam entrar em um acordo em relação à postura de vocês com seu filho. Se ele grita, ou vocês respondem ou não respondem e ignoram até que ele pare de gritar.

Se, de fato, vocês sempre o atendem quando ele grita, ele continuará gritando sempre para conseguir o que quer.

Crianças nessa idade fazem associações rápidas, ou seja, grito = consegue o que quer.

Se você ignorar, o que será que irá acontecer?

Talvez ele grite até ficar rouco e veja que esse esquema não está funcionando.

A melhor maneira seria a de ignorar os gritos dele e ele depois de algumas tentativas irá fazer um condicionamento inverso; ou seja, fará outra associação no lugar da outra.

Seu marido no entanto, deve estar de acordo com você; caso contrário não irá funcionar.

XXX

Comentário por Susana – Outubro 1, 2008

Olá. Trabalho com crianças e estou a acompanhar um grupo desde os 9 meses. Tenho um menino que quando é contrariado morde-se todo e chora muito faz-me muita confusão. Porque ele é meiguinho e tenho receio que comesse a ser agressivo com os coleguinhas… Como hei de lidar com a situação sem ter que por de castigo ou repreendê-lo?

Marilena responde:

Repreender, você vai ter de fazê-lo, porque daqui a pouco ele começará a morder os colegas. Ele precisa saber que isso ele não pode fazer.

Deixe que ele faça a manha que quiser quando contrariado, porque se não for assim ele sempre vai usar esse método para conseguir o que quer.

Vire-se de costas para ele mostrando que você não se preocupa com a manha dele.

Depois de muitas tentativas, ele acabará fazendo o descondicionamento de manha = consegue o que quer.

XXX

Comentário por Ju – Dezembro 6, 2008

Olá… minha filha tem 1 ano e 7 meses. Estou com dificuldade em impedi-la de mexer onde não deve. Ela quer abrir a porta e fechar várias vezes, mudar o canal da TV, eu pego o controle remoto da mão dela, ela puxa de mim e joga no chão, corre pra me morder e chora. Quando quer pegar algo que não pode, eu digo pra ela não pegar porque vai machucá-la ou quebrar e ela joga no chão com agressividade. Ela joga as coisas em mim e me machuca, isso me irrita, fico com vontade de chorar por causa da dor e porque não sei o que fazer. Tirando isso, minha filha é uma boa filha! O que faço?

Marilena responde:

Quando você diz que “tirando isso” ela é uma boa filha, só posso dizer que sua filha continua uma boa filha. Isso tudo FAZ PARTE do desenvolvimento dela.

Ela precisa segurar tudo, explorar tudo, copiar o que você faz e o que ela vê os outros fazendo.

É claro que no entendimento dela, se algo é tirado dela porque machuca, ela não pode entender as conseqüências.

Aquilo que poderá acontecer, é algo que ainda não está ao alcance do entendimento e desenvolvimento dela.

É muito cedo ainda.

O mais adequado seria você retirar da vista dela, aquilo que ela não pode pegar. Coloque os controles fora do alcance dela, sempre em cima de algum móvel.

É ótimo que ela queira pegar tudo porque isso só significa que ela está tendo um desenvolvimento mais do que saudável e é super normal. Isso não é bom? Esse processo é esperado nas crianças dessa idade.

Quando ela for pegar algo (que você não tenha podido esconder) e que vai machucar, diga: “dodói”, “aí” e ela poderá ir assimilando aos poucos, mas muito aos poucos esse processo.

Crianças nessa idade trabalham com associação. Só esse mecanismo irá ajudá-la.

No mais, é com você retirar da sala e da casa tudo o que poderá machucá-la.

Ajude-a nesse período de exploração e ela lhe agradecerá mais tarde.

XXX

Comentário por Nayanna – 28/12/08

Oi… Tenho um filho de 2 anos e 4 meses, começou a ir a escolinha tinha 1 ano e 6 meses e se adaptou muito bem, sempre foi muito esperto,desenrolado…

Mas, mudamos de cidade antes q ele concluísse a escolinha. Aqui, na nova cidade, só faz um mês q chegamos aqui, ele não tem contato com outras crianças e nem saímos muito pq não conhecemos nada e nem ninguém e notei q seu comportamento mudou muito. Do nada ele quer bater na gente, qualquer coisa q pega ele diz:”é meu não é seu” (e isso ele aprendeu sozinho, não sei como), não quer comer (fazem 6 dias hoje q não come comida mesmo, só mingau), altamente desobediente, quando está com raiva fala reclamando e com cara feia, enfim, ele mudou e não sei como me comportar, me ajude, por favor

Marilena responde:

Toda mudança é sempre muito difícil para crianças nessa idade.

Sair de uma cidade e mudar de escola ou casa são “agressões” para a criança que vê os pais como culpados por tirarem dele tudo o que ele já gostava e estava acostumado.

Por isso ele é agressivo com você e não quer deixar nada dele com você.

É como se dissesse: “Você tiraram o que eu tinha e agora eu tiro o que vocês querem. O pouco que resta, é meu”.

Se seu filho não apresentasse esse tipo de comportamento e agisse como se NADA tivesse acontecido, é que seria surpreendente. Isso só significa que ele reage perfeitamente normal às circunstâncias como essas. Adultos também reagem de maneira semelhante, como insônia, estresse, etc…. quando vivem situações de adaptação.

Dê um tempo para seu filho se acostumar ao novo ambiente.

Procure trazer para casa ou fazer passeio junto com outras crianças que ele venha a conhecer na escola.

Saia com ele sempre que puder para distraí-lo mostrando o que há de divertido na cidade.

Quem faz o novo ambiente ser divertido, é você e quem passa esse entusiasmo para ele também é você.

Lembre-se sempre que o comportamento dos filhos é muitas vezes um reflexo do comportamento dos pais.

Se você se sente abatida com a mudança, ele também se sentirá assim.

Você pode ser um má ou uma boa condutora de humor dentro de casa.

XXX

Comentário por Sílvia – 28/12/08

Olá, gostei bastante do site e preciso de orientação ao comportamento de meu filho que tem 4anos e 2 meses. Eu e meu esposo sempre fomos muito carinhosos com ele e até acho que fazemos demais as coisas que ele pede. Mas de uns tempos para cá ele tem estado um pouco agressivo comigo, fica muito manhoso e chora bastante quando o pai diz que quem vai levá-lo para escovar os dentes ou para dormir sou eu. Fico bastante triste e chateada porque acho que devemos dividir estas funções até porque temos uma filha de 2 anos e 6 meses. Como devo agir nestas situações?

Marilena responde:

Seu filho já começa a sentir necessidade de ficar com o pai e isso deve ser estimulado. Lembrando que a identificação sexual começa perto dos 7 a 8 anos.

É bom que ele queira ficar perto do pai mais do que você. Isso vai variando e se alternando de tempos em tempos.

Ele deve aproveitar pequenas situações como tomar banho, escovar os dentes, ser colocado pra dormir pelo seu marido.

Na verdade, ele precisa desse contato com o pai e quanto mais oportunidades ele tiver para isso melhor.

Retorno da mãe:

Gostaria de agradecer pelas orientações que você me enviou. Fiquei bastante aliviada, pois pensei que estava deixando de dar  atenção para o meu filho e que a agressividade fosse uma maneira dele estar expressando que sentia a minha falta.Obrigada!!!

Silvia

XXX

Comentário de Maria (02/01/09)

Minha filha tem 1 ano e 3 meses, gostaria de saber quando ela está com determinada criança, ela bate nela ou empurra acredito que ela deve ter acontecido algo, para que ela possa está agindo dessa forma, tipo a amiguinha tirou o brinquedo dela isso acontece sempre e quando ela encontra com ela tem essas reações de bater, você pode sugerir o que devo fazer? Obrigada.

Marilena responde:

Esse comportamento é muito normal em crianças dessa idade, pois não existe socialização (só depois dos 2 anos).

Por enquanto, a reação normal é não querer dividir o que já tem.

O melhor mesmo é ter sempre os brinquedos dela por perto quando você sair para evitar uma “disputa” por um único brinquedo.

Ela nessa idade, só entende que aquilo que lhe é tirado, é tirado para sempre (essa é a sensação que ela tem).

Entender a divisão dos objetos como um meio de diversão e brincadeira só a partir dos 2 anos e é exatamento por isso que somente crianças com 2 anos ou mais é que aproveitam mais a entrada na escola, pois sabem dividir os brinquedos de uma maneira menos egoísta. Antes disso, o que se vê em escolas com crianças com menos idade, é somente briga, muito choro e desentendimento.

Os estágios emocionais das crianças devem ser bem entendidos para serem respeitados.

XXX

Comentário de Vera (25/01/09)

Sou diretora de escola infantil e tenho uma dúvida em relação a criança que mordem. Trabalho com crianças de 6 meses a 4 anos e na rotina onde estou quando existe a mordida solicito a pessoas que cuida que abaixe e converse com a criança que aquilo que ela fez dói no amigo e que são amigos e o amigo não gosta… ele está chorando porque você mordeu etc… sempre com o intuito em que o mordedor entenda aos poucos que é preciso respeitar o amigo.

Mas em uma reunião eu falei da minha experiência e outra colega disse que resolve a mordida solicitando ao mordedor que em vez de morder o amigo deve morder em um bicho ou boneca ou se bater deve bater a mão na parede e eu não concordei… mas a minha superior disse que nós duas estávamos corretas. Eu então fiquei indignada e começou minha indagação em como devemos proceder com tal atitude???

Marilena responde:

Não vejo muito resultado quando a criança que morde, é solicitada a morder alguma outra coisa.

Crianças geralmente nessa idade, sabem apenas o que é “morder”, não fazendo tanta distinção entre morder “o que” : colega ou outra coisa.

No fundo, a agressão é a mesma: morder.

Desviar a agressão para outra coisa, como a parede, por ex, seria o mesmo que desviar o comportamento agressivo de um adulto em agredir o outro e agredir uma parede. A raiva contra o outro continuaria com a mesma intensidade.

À medida que vc vai explicando a uma criança coisas que doem, como puxar o cabelo e morder, ela irá entendendo, pois sabe o que significa a dor: dor de cair, dor de bater em alguma coisa, etc… a dor é algo que uma criança desde muito cedo, aprende a conhecer.

Já o “deslocamento”é algo muito abstrato e difícil ainda de uma criança conhecer.

Acredito que vc esteja mais no caminho certo quando escolhe a opção de explicar o “sentido da dor”.

XXX

Comentário de Eriane (02/02/09)

Oi, adorei este site tem muitas dicas. Tenho um filho de 1 ano e 10 meses, e ele é muito desobediente. Ele só tem medo de uma vara. Eu falo para ele não mexer e ele vai e mexe. Já tentei colocar de castigo, mas ele fica saindo. Qual o local ideal para dar o castigo? Em cima da cama, no chão e se eu colocar no quarto e for inventar arte? Ele é muito teimoso, não sei mais o que eu faço.

Marilena responde:

Nessa idade é quase impossível proibir as crianças de mexerem em tudo, pois estão em uma idade de exploração e curiosidade sem fim.

O melhor seria você retirar do alcance dele, as coisas mais proibidas e perigosas.

A idade de colocar de castigo ainda  é mais para frente e você pode ajudá-lo muito se fizer uma “limpa” na casa para que ele possa explorá-la com mais facilidade e segurança. Afinal, eles precisam conhecer tudo com as mãos (diferentemente da fase de bebê que “conheciam” tudo com a boca). Ajude seu filho nessa fase de conhecimento facilitando o caminho dele em casa.

XXX

Comentário de Amanda – 19/02/2009

Minha filha tem 2 anos e 9 meses e de uns tempos pra cá vem dizendo que não gosta de fazer cocô e segura quando dá vontade de fazer. Eu percebo que não é uma dificuldade do intestino, de prisão de ventre, mas que ela própria segura quando dá vontade. Algumas vezes ela fica 4 ou mais dias sem defecar.

Inicialmente, pensei que fosse algo ligado ao pai ou à casa do pai, pois ela sempre voltava da casa dele sem querer fazer, mas depois ela fazia na minha casa. Viajamos por 15 dias para a praia e ela fez todos os dias, normalmente. Desde que voltamos ela não tem feito direito, e ela passou alguns dias a mais com o pai.

Não penso que seja culpa dele, mas talvez possa ser algum fator relacionado ao pai, ao Édipo. Essa semana passada ela disse que vai se casar com o pai, porque ele é um príncipe.

Enfim, será que você tem alguma opinião ou ajuda a respeito? Muito obrigada!!!

Marilena responde:

Algum tipo de tensão sua filha vem passando. Geralmente, as crianças se “seguram” por tensão e ansiedade.

Como você mesma relatou, nas férias na praia, tudo foi normal. Conflitos, ansiedade e até a própria ansiedade da mãe em ver o controle da criança, faz com que ela se prenda mais ainda.

Tente levá-la ao banheiro e ir junto, levar alguns brinquedos e livros de estórias enquanto ela estiver sentada. Geralmente, ajuda.

É claro que cada caso é diferente, mas talvez com ela funcione.

Verifique, no entanto, a origem disso tudo, que pode ser talvez uma situação nova que ela esteja vivendo e que esteja difícil para ela entender. Converse bastante com ela pois crianças nessa idade não podem ser ignoradas só porque são crianças e “talvez” não entendam o que se passa ao redor delas.

XXX

Comentário de Jandira (27/02/2009):

Minha neta de 2 anos quebrou a perna e ficou sem poder andar por um mês. Ela tirou o gesso há uma semana, mas ainda não está andando. Desde que engessou a perna ela anda muito triste e diferente. Ela está mais irritada e  tem dias que não tem nem vontade de sair para brincar. Ela não fala mais com as pessoas conhecidas do prédio e fica irritada quando falam com ela. Com os pais continua normal, mas com outras pessoas não.

E para agravar a situação a mãe começou a estudar a noite há cerca de 15 dias, e como já passava o dia fora agora também a noite. Portanto, ela só vê a mãe pela manhã e final de semana. Quem fica com ela de dia é a outra avó e a noite é o pai, que é meu filho. Estamos preocupados com ela, pois não quer nem falar conosco ao telefone, coisa que ela adorava fazer.

Estamos todos sentindo que ela não está normal e gostaríamos de saber o que fazer.

Marilena responde:

Crianças nessa idade são muito sensíveis às modificações, quer sejam externas ou internas; como o próprio corpo.

Ela ficou limitada durante o processo de recuperação e isso significa que ela terá de se adaptar novamente e, portanto, é esperado que ela tenha uma certa “regressão” de comportamento.

É preciso ter um pouco mais de paciência, até que ela  recupere todo esse comportamento e autoconfiança.

É até provável que ela tivesse esse mesmo comportamento se a mãe estivesse em casa à noite.

Dê mais tempo para que ela se recupere. isso poderá demorar um pouco mais, mas é normal que isso aconteça.

XXX

Comentário de Gláucia (11/03/2009):
Muito bom encontrar este site…  Meu filho de 4 anos é muito nervoso quando contrariado ou quando não consegue fazer alguma coisa que ele quer (até montar um brinquedo ou perder um  jogo). Chora demais e fica agressivo. Joga as coisas, avança nas pessoas. Até na escola, com a tia e com os coleginhas… Só a mim ele respeita mais um pouco, mas às vezes nem eu consigo contê-lo. Às vezes parece que ele está tendo uma crise, depois passa, fica bonzinho. Já conversei, dei prêmio, coloquei de castigo, dei palmadas… Não sei mais como agir. Como mudar isso?
Marilena responde:
Muitos comportamentos são aprendidos e copiados pelas crianças.
Existe alguém na família cujo comportamento se parece com o dele?
Ou seja; tem dificuldade de controlar a frustração quando alguma coisa sai errada?
Caso não seja isso, comece você a brincar com ele, tentando armar algum brinquedo e finja que não consegue também. Diga que pena, não consegui e vou tentar de novo; é assim que a gente faz quando não consegue, etc….e quando você não conseguir, não faz mal, você pode tentar de novo.
O aprendizado em relação à frustração é lento, mas necessário. Ele precisa observar seu comportamento em relação às essas situações e tentar copiar. Tente dessa maneira.

Comentário de Gláucia (11/03/2009):

Muito bom encontrar este site…  Meu filho de 4 anos é muito nervoso quando contrariado ou quando não consegue fazer alguma coisa que ele quer (até montar um brinquedo ou perder um  jogo). Chora demais e fica agressivo. Joga as coisas, avança nas pessoas. Até na escola, com a tia e com os coleginhas… Só a mim ele respeita mais um pouco, mas às vezes nem eu consigo contê-lo. Às vezes parece que ele está tendo uma crise, depois passa, fica bonzinho. Já conversei, dei prêmio, coloquei de castigo, dei palmadas… Não sei mais como agir. Como mudar isso?

Marilena responde:

Muitos comportamentos são aprendidos e copiados pelas crianças.

Existe alguém na família cujo comportamento se parece com o dele?

Ou seja, tem dificuldade de controlar a frustração quando alguma coisa sai errada?

Caso não seja isso, comece você a brincar com ele, tentando armar algum brinquedo e finja que não consegue também. Diga: “Que pena… Não consegui e vou tentar de novo; é assim que a gente faz quando não consegue, etc… e quando você não conseguir, não faz mal, você pode tentar de novo.”

O aprendizado em relação à frustração é lento, mas necessário. Ele precisa observar seu comportamento em relação às essas situações e tentar copiar. Tente dessa maneira.

XXX

Março 12, 2009 - Publicado por Marilena Teixeira Netto | Infância | | 13 Comentários

13 Comentários »

  1. Tenho um filho de 2 anos e 6 meses que vai na escola desde 4 meses. À tarde, ele sempre fica comigo. Não sei se é isso, mas ele nao quer ficar com ninguém e sempre que deixo ele chora e fica me chamando. Também não quer conversar com ninguém. Qdo alguém se aproxima, ele estranha, como se tivesse medo. Na escola, não tem este comportamento. É bastante maduro, observador e independente. O que eu faço para ele interagir mais com as pessoas?

    Comentário por carolina | Março 20, 2009

  2. Marilena responde:
    Seu fillho está sentindo DEMAIS sua falta, pois deixar uma criança desde os 4 meses em creche, tem suas consequências e hoje você mesma pode verificar isso.

    Depois de um certo tempo, eles que já aprendem a se manisfestar, começam a demonstrar isso através desse comportamento que você está vendo hoje.

    É mais do que natural que ele queira só você e não queira ficar com mais ninguém. A aproximação de outra pessoa qualquer, para ele significa: “Será que minha mãe vai me deixar com essa pessoa?”

    Você terá sim, que ficar somente com ele, e não se preocupe com a socialização que só está começando agora DEPOIS dos 2 anos. Fique com ele o máximo de tempo que você puder! Conte estórias, brinque, veja TV do lado se ele quiser assistir e “sature” seu filho de sua companhia.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 20, 2009

  3. 22/03/09 Comentário recebido:
    Nosso filho único tem 3 anos e 3 meses é um menino bacana, nos amamos e gostamos de ficar juntos os três (eu, meu marido e ele). O que nos assola são os seus gritos. Ele gritava desde 6 meses de idade, as pessoas “mais experientes” nos diziam que não nos preocupássemos que era apenas uma fase de comunicação e que isto passaria. Acontece que nunca passou… Em nenhum momento seus desejos foram concedidos após ter gritado. Pelo contrário ele sempre foi repreendido por mim e pelo pai. Hoje reconhecemos que ele grita mais quando contrariado, sua resposta ao “não” é o grito. Já tentamos todas as formas… Por para pensar por alguns minutos não funciona, pois ele se sente “confortável” em ficar sozinho no quarto sentado na cadeira (ou qualquer outro lugar). Retirar o tempo de ver desenho não funcionou, pois ele fica repetindo que gritou por isto perdeu o desenho (como se tivesse consciência do que acontece e tudo bem se acontecer de novo). A única coisa que o incomoda é dizer que se ele der mais um grito usaremos “varinha da correção” … mas isto não o tem impedido de gritar, só tem impedido que continue gritando. Eu não gostaria de criá-lo sob ameaças, não acho isto legal, acredito que não deve ser assim a maneira de entendermos por que algo acontecerá conosco. Já faz uns cinco meses que uso o sistema da “varinha da correção”, por ser o único que deu certo de alguma maneira. Já a usei efetivamente (por ele ter insistido em gritar mais uma vez) somente umas cinco vezes neste período (lembrando que seu uso é simbólico, ou seja, não batemos com força ou agressividade, tem a pressão de um tapa, dói mais moralmente…e antes de bater ressaltamos o porquê ele está apanhando). É normal o tempo que está demorando esta associação grito -consequência ? Estamos no caminho certo ou não será efetivo ? Agradeço a ajuda.

    Marilena responde:
    Muitos detalhes podem estar em jogo, como por exemplo: Alguém costuma gritar ou falar muito alto em casa? Comportamentos repetidos são comuns nessa fase.
    No entanto, caso esse não seja o caso, você começou pelo caminho certo em relação à disciplina. A correção é bem vinda quando se faz necessária e a criança precisa ter limites.
    Como você já tentou várias alternativas, ele já tem idade para entender a indiferença dos pais. Quando ele começar a gritar, deixe-o sozinho, vire as costas e saia do local e diga que só voltará quando ele parar com os gritos.
    O condicionamento demora, mas o importante aqui seria a relação grito = indiferença (ausência)
    Essa é apenas uma sugestão, pois, talvez, haja mais detalhes envolvidos a serem considerados.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 22, 2009

  4. 22/03/2009 Comentário recebido:
    Olá, o meu filho caçula tem três anos ele é muito nervoso, agitado, o comportamento dele é muito difícil de se lidar, o caso piora quando saio com ele, se eu nego alguma coisa que ele vê logo começa a gritar, me chuta, chora e não sei como lidar com isso na frente das pessoas na rua, em casa também é complicado, muito teimoso, ele não obedece minhas ordens, me ajudem, estou sem saída, abraços!

    Marilena responde:
    Coloque seu filho em algum canto da casa, por 3 min (1 minuto por ano de idade). Diga o porquê do castigo e saia. Se ele sair, volte, explique de novo o motivo do castigo e saia. Se ele continuar saindo a partir da segunda vez, simplesmente volte com ele para o mesmo local, mas sem olhar para ele e sequer falar com ele. Faça isso quantas vezes for necessário.
    Cada criança precisa de um número de vezes e não sei quantas vezes você irá precisar fazer isso. Seja consistente e não desista.
    Caso isso aconteça na rua, escolha um local e deixe-o lá também, com você por perto, ou lendo, ou vendo alguma coisa e espere os 3 minutos passarem. Depois disso, explique porque o colocou de castigo, diga a ele para pedir desculpas, dê um abraço e fim.
    Se você não for consistente com esse processo e deixar se levar por um choro, ou birra, etc….nada irá adiantar. Crianças nessa idade precisam perceber consistência por parte dos pais e limites impostos por eles. Ajude seu filho nesse processo.

    Retorno da mãe:
    Olá Marilena, recebi sua resposta e também gostaria de saber se essas dicas valem para uma casa que não exista regras. Já vi, naquele programa Supernanny, que uma casa que não exista regras não vai dar certo colocar de castigo, pode me explicar isso melhor?

    Marilena responde:
    Onde não há regras, é preciso iniciar esse processo.
    Por isso mesmo, onde não há disciplina e limites, é necessário iniciar o quanto antes. Se nunca houve, o momento é o agora pois a criança (todas) precisam respeitar limites ou se tornarão adolescentes inseguros e adultos infantilizados. Comece, portanto, o quanto antes para ajudar seu filho.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 22, 2009

  5. 23/03/2009 Comentário recebido:
    Oi! Minha filha tem 2 anos e 6 meses, eu trabalho o dia todo fora e na parte da manhã meu marido fica com ela e a tarde ela vai para a escolhinha! Ela esta sempre muito agressiva, principalmente, comigo, não me obedece, grita comigo e é mandona, tem que ser tudo do jeito dela. Se estou em casa e tem outra pessoa ela não me procura! Tudo pra ela é: “só o papai!” Gostaria de saber como reverter a situação e me aproximar mais dela! Quando ela tem essas atitudes eu a repreendo e se estou em casa a coloco de castigo por 2 minutos! E, se estou longe de casa o que fazer?

    Marilena responde:
    Antes de repreender sua filha, é importante ver o motivo desse comportamento. Como você fica fora de casa, isso já é suficiente para que ela demonstre claramente que se ressente por isso. Daí ela procurar sempre o pai, que é a pessoa que lhe dá apoio e traz confiança. Se você a repreende por ela estar “dizendo” à você que sente sua falta, tudo fica pior ainda.
    Como ela ainda não consegue se expressar como adulto, a única maneira que a criança tem de demonstrar alguma coisa é com grito, choro, rebeldia; e tudo isso em relação à pessoa que ela mais se ressente.
    Você poderia passar mais tempo com ela, trazendo alguma novidade para que ela queira se aproximar de você. Algum brinquedo novo, alguma distração diferente, livrinhos para essa idade específica (há muitos), etc… Veja o que ela mais gosta e explore isso.
    Na escolinha, é exatamente assim que as professoras fazem para “comprar” a simpatia das crianças. Há sempre brincadeiras interessantes, brinquedos diferentes, etc… caso contrário elas não ficariam nem um dia na escola.
    Tente por aí, pois você agora está somente lidando com as consequências de seu afastamento, mas crianças felizmente são fáceis de serem resgatadas. Ainda há tempo!

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 23, 2009

  6. 23/03/2009 Comentário recebido:
    Meu filho tem 2 anos e 10 meses e ainda bate nos amiguinhos qdo disputam com ele algo ou querem seu brinquedo. Ele ainda não sabe dividir e num conflito, tenta resolver com a agressividade. Gostaria de saber até que idade este comportamento é natural e o que fazer para resolver, pois já tivermos vários constrangimentos por este inadequado comportamento dele. Já o coloquei de castigo, já falei seriamente com ele e já até usei dei palmadinhas no bumbum (com uma varinha da disciplina), mas não vejo melhoras. Fora destas situações, ele é doce e amável.

    Marilena responde:
    A socialização, que só começa A PARTIR dos 2 anos, varia muito de criança pra criança.
    Tente você, em casa, começar a dividir as coisas com ele, brinquedos, etc…. frutas, um pedaço de bolo, e assim por diante.
    Caso ele não queira, diga apenas então que você não irá mais brincar e só voltará quando ele dividir as coisas.
    Esse apenas é um método de auxílio, pois entender que esse processo de “não divisão” o deixará sem amiguinhos, pode demorar.Talvez ele seja uma criança que ainda demore um pouco mais para ser condicionado dessa forma.
    Tente por aí começando em casa, mas faça o mesmo se ele estiver com outra criança. Não divide = brinca sozinho.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 23, 2009

  7. 24/03/2009 Comentário recebido de Cintia:
    Tenho um filho de 4 anos e estou preocupada. Ele é muito agressivo com todos que se aproximam dele. Sempre adota uma pessoa e daí os outros não podem se aproximar se não ele bate e até gospe. É muito carinhoso comigo. Ele não mora com o pai. Ele fica com o pai e às vezes comigo, eu não sei se é normal isto, mas um exemplo… se ele ficar em casa com minha irmã ninguém pode encostar nele só minha irmã. Depois qdo chego em casa ele rejeita novamente. Quando chega visita, também, agride qualquer pessoa. Estou tentando educar, não bato e não grito, peço firme que mude porque é feio isto. Ele diz que não vai fazer mais e depois se repete tudo! Minha mãe acha que ele tem uma doença ou algo assim. Fico triste. Ajudem-me com um conselho.

    Marilena responde:
    Seu filho precisaria ter como base de segurança, a mãe. E, disso, parece que ele sente falta. Rejeita você por não ter mais tempo com você. Monopolizar alguém como se ele fosse o dono, mostra o quanto ele precisa de uma pessoa só pra ele.
    No entanto, o lado da agressividade, sugere outras variantes e o melhor seria você buscar uma orientação mais precisa, junto a uma psicóloga infantil para que ela pudesse melhor ajudar você.
    Alguns pensam que psicólogos são apenas para pessoas com algum distúrbio emocional, o que é um erro muito grande.
    Esses profissionais estão disponíveis para que poderem ajudar de uma maneira mais rápida e eficiente. Procure na própria escola (se ele frequenta alguma) indicação de algum profissional nessa área e busque ajuda para ficar mais tranquila.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 24, 2009

  8. 25/03/2009 Comentário recebido:
    Olá, tenho uma filha de 2 anos. É carismática, carinhosa, alegre, muito ativa e esperta. É difícil p/ ela obedecer e às vezes ela bate pq foi contrariada.E la é doce e bem brava, de vez enquando. Eu ajo da seguinte forma, sempre repreendo com palavras e às vezes, um tapinha no bumbum. E, quando ela realmente não obedece eu deixo-a de castigo por dois minutos. A minha dúvida é : eu tranco ela no quarto e espero passar os dois minutos, depois eu converso com ela e explico o motivo pq ela ficou lá, e peço p/ ela pedir desculpas e nos beijamos, a reação dela perante o castigo é: ela chora bastante e diz que não quer castigo, mas assim que eu entro no quarto, ela se mostra amável, escuta o que eu digo e pede desculpas. Sou extremamente carinhosa e sempre tento colocar limites quando percebo o abuso. Estou agindo corretamente, o fato de trancar o quarto é ruim, ou devo criar outro cantinho para o castigo? Muito, mais muito obrigada pelas boas orientações, elas valem ouro e fazem a diferença.

    Marilena responde:
    Trancá-la no quarto, decididamente não é o correto, além de ser super perigoso, pois ela só tem 2 anos e, portanto, não deverá ficar em nenhum lugar sozinha. Você deve escolher um canto qualquer da casa onde você possa VÊ-LA o tempo todo. O lugar do castigo e o tempo continuarão os mesmo, porém você estará sempre por perto. Confinar uma criança. é bem diferente de colocá-la de castigo SOB supervisão. O castigo em qualquer idade é bem vindo e, portanto, você pode continuar com essa conduta, sem problemas.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Março 25, 2009

  9. 01/04/2009 Comentário recebido:
    Tenho um filho de 2 anos e 2 meses e outro de 11 anos. O mais velho nunca me deu problemas com nada. Já o pequeno, não estou sabendo lidar com ele.
    É uma criança muito agitada, não pára um minuto. Quando era mais novinho quebrava todos os brinquedos e ainda quebra, bate as portas, tira os mantimentos da dispensa, mexe em tudo.
    Ultimamente, ele está bastante agressivo com todos em casa. Bate, morde, não obedece, te enfrenta, debocha da sua cara. Quando chamo a atenção dele, fala palavrões e mais um monte de coisas.
    Andei perguntando na escolinha como ele age e não acreditaram quando eu disse como ele era em casa. Ou seja, na escola, ele é um e em casa ele é outro.
    Eu, o pai, o irmão, os avós, todos nós enchemos ele de amor e carinho. Não estou conseguido lidar com esse comportamento dele. Por favor, dê-me uma orientação do que fazer. estou muito triste com tudo isso.

    Marilena responde:
    Você não relata o tipo de disciplina que tem feito com ele. Crianças nessa idade já precisam de disciplina (aliás, desde o bêrço) ou elas se tornarão cada vez mais birrentas, agressivas, e controladoras dos pais.
    Ele fica de castigo quando morde alguém? Você diz que ele não obedece … Criança nessa idade precisa obedecer (sem escolha; isso não é uma opção) e, portanto, parece que não está havendo disciplina.
    Como crianças nessa idade gostam muito de explorar o ambiente, deixar ao seu alcance coisas de dispensa, cozinha, etc…. não convém, pois eles automaticamente irão querer explorá-las. Retire o que for perigoso ou o que vocês não queiram que ele mexa e deixe apenas o necessário vista.
    Além disso, portas de cozinha, banheiro, dispensa, devem ser mantidas sempre fechadas para que ele não se aventure. Ainda é muito cedo para que ele entenda quais o lugares são perigosos e quais os que não são. Facilite a vida de seu filho nesse sentido.
    Se na escola existe mais controle por parte dele, significa o quanto ele é capaz de controlar-se. Em casa, sempre haverá jogo de poder com os pais e desde cedo ele precisa saber que nessa “guerra” os pais sempre ganharão.

    03/04/2009 Retorno da mãe:
    Obrigada por me responder, Marilena. Você disse que eu não relatei o que eu faço quando ele morde, desobedece ou é agressivo. Bom, sempre que ele tem uma atitude assim eu e o pai dele colocamos ele de castigo na cadeirinha de papinha, conversamos com ele, falamos que não pode fazer isso ou aquilo e, às vezes, até damos uns tapinha na boca quando fala palavrões, mas não adianta… Basta ele sair que faz tudo de novo. Estou me sentindo impotente perto dele, pois todo esforço que eu faço está sendo em vão. Todo dia é a mesma coisa. Seria o caso de procurar alguma terapia para ele ou isso é normal na idade? Desculpe, Marilena, mas eu realmente não sei o que fazer, não estou sabendo lidar com o meu próprio filho.

    Marilena responde:
    A criança costuma testar os pais até o limite para ver quem sai ganhando nessa “guerra”.
    Você mantém o tempo de 2min de castigo?
    Sugiro que você escolha um outro lugar para o castigo, pois a cadeirinha deve ser um lugar agradável, para que ele goste de ficar lá na hora da refeição. Cada lugar para uma ocasião.
    Não bata na boca da criança e nem use sua mão para dar tapinhas no bumbum. Mão é pra fazer carinho. Use algum chinelo para ele entender que a correção não vem de sua mão ou ele se assustará a cada vez que
    você aproximar sua mão do rosto dele, mesmo que seja para fazer carinho.
    Tente um outro lugar da casa. Deixe-o isolado da convivencia, mas não sozinho para não correr riscos. Dependendo do desenvolvimento da criança, (e só você pode avaliar a capacidade de compreensão de seu
    filho) talvez você já possa iniciar o processo do castigo tradicional. Um minuto pra cada ano de idade. Explique o motivo do castigo e deixe-o sentado por 2 minutos. Caso ele saia, volte com ele para o lugar e explique de novo. Depois disso, se ele sair, volte com ele sem olhar para ele e sem sequer falar com ele. Volte com ele quantas vezes for necessário. Há crianças que saem do lugar mais de 10 vezes. É como tirar a chupeta. Chora e faz birra na primeira noite mas depois vai diminuindo.
    Quando acabarem os 2min, explique de novo o motivo do castigo e diga a ele pra pedir desculpas. Se ele já fala palavrões, saberá dizer “desculpa” (do jeito dele).
    Faça isso a cada desobediencia e vá tentando colocar os limites para ele. Ainda, não há necessidade de buscar uma psicóloga infantil, pois não se trata de dificuldades emocionais e sim de disciplina.
    Tente dessa maneira.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Abril 3, 2009

  10. Amei esse site. Como nos ajuda, pois as crianças têm as fases e só com profissionais podemos entender melhor e conviver com as nossas crianças!!!

    Comentário por fabiola bersot | Junho 2, 2009

  11. Encontrei esse blog e achei muito bom
    Marilena, minha filha tem 2 anos e 2 meses. Fala apenas algumas palavras: papai, mamãe, didi, titia. Esta semana a babá que estava com ela desde os 5 meses saiu e estou tendo dificuldade de encontrar outra para substituí-la, tendo passar a maior parte do meu tempo com ela para que milha filha não sinta falta. Neste período ela ficou mais agressiva um pouco. Quando falo um não, ela não me escuta. Preciso oferecer outra coisa. Uma chantagem para ela esquecer aquilo que ela quer, senão ela não para de chorar e fazer birra. Muitas vezes deixo ela sozinha, mas tenho dó. Gostaria de saber o que eu faço nesta situação e nomes de livros para entender o desenvolvimento dela.
    As pessoas acham que devo colocar em uma escolinha, mas sinto que ela é muito sensível e ainda nao está preparada para a vida social, penso que farei isto quando ela completar 3 – 4 anos.

    Por favor me ajude.

    Comentário por Jane Soraia | Agosto 14, 2009

  12. Marilena responde:
    Se você tem condições de ficar com ela em casa, ótimo!
    Ótima a idéia de colocá-la somente lá pelos 3 anos.
    Crianças precisam da mãe nessa idade e sua presença é fundamental e insubstituível.

    Quanto à fala, não se preocupe tanto, pois ela varia muito entre crianças e naturalmente ela irá desenvolvê-la.

    Quanto ao choro tente fazer isso mesmo: substitua o que ela não pode pegar por outra coisa. Retire do alcance dela objetos que são perigosos, pois não espere que um simples NÃO irá detê-la. Nessa idade, ainda é difícil entender corretamento o não. Nessa fase, também, que é de pura exploração de coisas e ambiente é até injusto deixar ao alcance dela coisas que ela não pode mexer.
    A curiosidade da exploração, é que fará com que ela se desenvolva. Em situações que ela realmente não pode fazer, deixe que chore. O aprendizado da “frustração” começa a ocorrer nessa fase também.

    Ao final do post, na página sobre a “A Evolução do Pensamento” há sugestões de livros escritos logo abaixo.
    São da coleção Imago e você os encontra na maioria das livrarias. São separados por idade e ajudam muito para entender cada etapa de desenvolvimento infantil.
    Você já pode comprar o de 2 anos e assim por diante.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Agosto 16, 2009

  13. 07/10/2009 Comentário recebido:
    Obs.: publicamos aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro no endereço.
    Adorei ler todos esses depoimentos e respostas. preciso de sua ajuda urgente!
    o que acontece é que lendo suas respostas percebi o quão é importante a presença da mãe, pelo ao menos nos tres primeiros anos de vida, mas as vezes é impossivel ( preciso trabalhar para sustentar meus filhos).essa é a realidade de hoje, as vezes naõ temos opção. no meu caso, é uma mistura de duas coisas :” a superproteção por minha parte e a falta de atenção(brincar, conversar, interagir)para com meus filhos devido ao fato de eu precisar trabalhar muito.
    o relato:” TRABALHO EM UMA CRECHE ESCOLA E MEUS DOIS FILHOS FICAM COMIGO PERÍODO INTEGRAL ( 2 ANOS E MEIO E SEIS ANOS) COM O MAIS VELHO, EU O SUPER PROTEGI ( DAVA COMIDA TODA HORA, INSISTIA PARA QUE ELE COMESSE,ETC) EMBORA O DESENVOLVIMENTO DELE TENHA SIDO NORMAL PARA TODAS AS ETAPAS – FALA, COMPORTAMENTO, ETC- ELE DAVA MUITA BIRRA DE 1 ANO E MEIO AOS DOIS ANOS E MEIO, MORDIA , BATIA; TUDO PORQUE ELE QUERIA COLO E ESTAVA ME VENDO O TEMPO TODO E EU PRECISAVA TRABALHAR, MESMO ESTANDO O DIA TODO PERTO DELE, PARA ELE NAÕ ERA O SUFICIENTE. QUANDO TUDO ESTAVA MELHORANDO, ELE FICANDO MAIS INDEPENDENTE – A QUESTÃO DA ALIMENTAÇÃO PIORAVA A CADA VEZ MAIS, ELE PROVOCAVA O VOMITO SÓ DE VER A MAMADEIRA, SE RECUSAVA A COMER E EU CHEGUEI ATÉ A BATER COM CHINELO PARA ELE PODER A COMER ALGUMA COISA. ERA AQUELA CRIANÇA QUE NÃO COMIA NADA, PASSAVA ATÉ 8 HORAS SEM INGERIR NADA, NADA MESMO – SEI QUE FOI POR CAUSA DA MINHA INSISTENCIA CONTINUA NOS DOIS TRES PRIMEIROS ANOS DE VIDA QUE CAUSOU
    ESSA REAÇÃO.
    QUANDO NASCEU MEU SEGUNDO BEBÊ, TUDO MUDOU: EU COMECEI A DAR MUITA ATENÇÃO AO BEBÊ E O PRIMOGENITO FICOU MAIS INDEPENDENTE: COMEÇOU A PROCURAR ALIMENTO SOZINHO, HOJE, AOS SEIS ANOS, FOME ELE NÃO PASSA! ABRE A GELLADEIRA, PEGA IOGURTE, ADORA LINGUICINHA – MAS MESMO ASSIM, AINDA NÃO SE ALIMENTA COMO AS OUTRAS CRIANÇAS, POIS ODEIA TODO TIPO DE DOCE, SÓ GOSTA DE COUVE E CEBOLA REFOGADA,E POR FIM: REFLEXO DA MINHA SUPER PREOCUPAÇÃO COM OS ALIMENTOS.
    AAGORA O MAIS NOVO ( 2 E 8 MESES) É MINHA MAIOR PREOCUPAÇÃO. FOI TRATADO COMO UM BEBÊ ATÉ OS DOI ANOS; NÃO SEGURAVA UM PEDAÇO DE BISCOITO NA MÃO – ESPERAVA QUE EU QUEBRACE OS PEDAÇOS E COLOCASSE NA BOCA DELE- AS PROFESSORAS DA ESCOLA FALAVÃO QUE ELE PRECISAVA SER MAIS LIVRE E DEIXAR QUE ELE FICASSE MAIS A VONTADE. PERCEBI QUE ELE ESTAVA AGINDO COMO UM BEBÊ, QUE OS COLEGUINHA DE TURMA DELE JÁ HAVIAM COMEÇADOA FALAR ( POIS PRECISAVAM APRENDER; SUAS MÃES NÃOESTAVAM ALI PARA ATENDER AOS CAPRICHOS E ELES PRECISAVAM FALAR PAR QUE AS NECESSIDADES FOSSEM ATENDIDAS). MEU FILHO, ATÉ HOJE, NÃO FALA NADA, NADA MESMO, NÃO QUE BRINCAR COM OS AMIGUINHOS, QUER MORDER, BATER, DORMIR EM HORARIO ERRADO, FICAR ACORDADO DURANTE A NOITE; ENFIM: EU O CONDICIONEI ASSIM. AGORA, POR SUGESTÃO DE TODOS OS AMIGOS, MEUS ESPOSO, MINHA MÃE, EU ESTOU DEIXANDO IR PARA CRECHE (PERÍODO MATUTINO) E FICO EM CASA, PARA NÃO FICAR ATENDENDO TODAS AS NECESSIDADE DELE SEM QUE ELE SE ESFORCE PARA
    DEMOSNTRA-LAS. POIS SE EU ESTOU LÁ, NÃO CONSIGO ME MANTER E O ATENDO ANTES DELE PEDIR, POIS JÁ SEI O QUE ELE QUER. POR FIM, ELE MUDOU BASTANTE DESDE DESSA INICIATIVA: NÃO CHORA QUANDO EU NÃO ESTOU POR PERTO, ESTÁ SEGUINDO A ROTINA DO SONO – ACORDADO DURANTE O DIA E DORMINDO A NOITE- EVOLUIU BASTANTE. O QUE PRECISA MELHORAR AINDA E A COMPREENÇÃO DAS MENSAGENS COMPLEXAS, COMO PEDIR QUE ELE QUARDE SEUS MATERIAS NA MOCHILINHA SOZINHO, QUE ELE NÃO MORDA QUANDO CONTRARIADO, APENDER A FALAR, ETC.
    FICO ANGUSTIADA, POIS IGAL HOJE, ELE ESTAVA FEBRIL E EU ACORDEI ELE PARA IR PARA ESCOLINHA, ELE FOI CHORANDO, ME CORTOU O CORAÇÃO, MESMO SABENDO QUE LÁ ELE FICA FELIZ E TRANQUILO. JÁ LIGUEI NOVE VEZES NUM PERÍODO DE UMA HORA PARA SABER SE A FEBRE ABAIXOU – SE ELE ESTIVESSE LÁ, JÁ TERIA PEGADO-O NO COLO E TRATADO-O COMO UM BEBEZINHO. ATÉ MEU ESPOSO FICA CHATEADO COMIGO, POIS CHEGO ATER CRISES DE ANSIEDADE QUANDO PENSO QUE ELE ESTÁ SÓ E ATRASADO NO DESENVOLVIMENTO. SINTO QUE EU PRECISO MAIS DA PRECENÇA DO MEU BEB^DO QUE ELE DA MINHA – EM TERMOS DE EVOLUÇÃO- POR FIM, QUERIA SABER SE ESTÁ CERTO EU DEIXÁ-LO IR MEIO PERÍODO PARA ESCOLINHA SEM ESTAR COM ELE, PARA QUE ELE EVOLUA E COMECE A INTERAGIR COM OS AMIGUINHOS, QUE COMECE FICAR MAIS INDEPENDENTE POR SENTIR QUE É NECESSÁRIO.
    TEM DIAS QUE FICO MUITO ANGUSTIADA, FICO PENSANDO QUE ELE POSSA SER AUTISTA, MAS TODO MUNDO FALA QUE ISSO É PURA NEURA MINHA, QUE ELE ESTA ASSIM POR CAUSA DA SUPER PROTEÇÃO E DA PERSONALIDADE DELE QUE FOI MOLDADA – POR MIM- PAR SER SEMPRE ATENTIDO ANTES DE TENTER PEDIR – ESTOU CONTINUANDO A SEGUIR TUDO QUE TE SITEI POIS ESTOU VENDO MUITOS RESULTADOS POSITIVO EM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DELE. EX: ELE NEM SABIA SEGURAR A COLHER, AGORA, COMO NÃO ESTOU LÁ PARA DAR NA BOCA, ELE JÁ COME ATÉ SOZINHO.
    O QUE VC ACHA SOBRE TUDO ISSO? ELE É TÃO CARINHOSO, QUANDO CHEGO ELE ME ABRAÇA E BEIJA E FICA TÃO FELIZ, MAS VOLTA A SER UM BEBEZINHO DE NOVO……..SERÁ QUE ESTOU AGINDO CERTO DESSA VEZ………TENHO TANTA DÓ DE DEIXÁ-LO LA SOZINHO NO PERÍODO MATUTINO.
    AMO MEU FILHOS ACIMA DE TUDO, SÃO MINHA VIDA…… NÃO SAIO, NAÕ TENHO VIDA SOCIAL, NÃO ME SINTO A VONTADE PARA DEIXA-LOS BRINCAR SOZINHOS, POR MEDO DE SE MACHUCAREM, ETC. A UNICA FORMA DE ELES FICAREM MAIS INDEPENDENTE É EU NÃO ESTAR PERTO, POISS SE NÃO, CEDO AOS DESEJOS.
    BEIJOS…… AGUARDO RESPOSTA URGENTE.

    Marilena responde:
    Parece que pelo fato de você estar se esforçando em deixá-lo um pouco mais sozinho, está dando resultados, pois ele está começando a ficar mais independente.

    Sei que é difícil para você deixar que isso aconteça e que parece ser mais difícil para você do que para ele. No entanto, se você conseguir manter esse limite, a evolução será mais rápida e você verá os frutos de sua persistência.

    Existe, é claro, uma grande diferença entre o ideal e o real. O ideal é que a mãe fique em casa com o filho e que ele frequente a escola somente meio período. O seu real, no entanto, é que precisa trabalhar e seu filho precisa ficar um tempo na escola e um tempo longe de você.

    No entanto, recupere esse tempo, separando algumas horas para brincar com ele, ler estorias, etc… Recuperar o tempo ausente, não signiifica que você irá mimá-lo como antes e nem fazer todas as vontades dele e nem se adiantar em dar o que ele pretende querer.
    Recuperar o tempo, significa passar um tempo exclusivo com ele, nem que seja meia hora (aliás isso é bom para cada filho), dando atenção exclusiva à ele.
    Passe alguns mInutos também conversando com ele na hora que for colocá-lo para dormir e continue com sua intenção determinada em deixá-lo mais independente. Ele fará grande progressos.

    Comentário por Marilena Teixeira Netto | Outubro 11, 2009


Deixe um comentário