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	<title>Artigos de Psicologia &#187; Enganos</title>
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	<description>Escritos por Marilena Teixeira Netto</description>
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		<title>Artigos de Psicologia &#187; Enganos</title>
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		<title>Solidão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?

 
As salas de &#8220;bate papo&#8221; na internet são exatamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=20&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3>Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?</h3>
<p><span id="more-20"></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As salas de &#8220;bate papo&#8221; na internet são exatamente um atrativo para as pessoas solitárias, sempre em busca de alguém com quem se possa gastar tempo, sem comprometer a privacidade de cada um.<br />
Por que esse tipo de contato é tão procurado? É uma maneira de envolver-se parcialmente, de esconder-se.<br />
É uma alternativa de um contato sem compromisso, uma falsa aproximação, onde faço apenas um contato superficial, sem envolvimento real. </strong></p>
<p><strong> </strong><strong><span style="font-weight:normal;">São vários os fatores que parecem empurrar uma pessoa em direção aos relacionamentos &#8220;internéticos&#8221;, indicando que talvez esse comportamento não seja uma escolha, mas sim uma imposição.</span></strong><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"> </span></p>
<ul>
<li><strong> </strong><strong><span>Um dos fatores é o medo</span></strong><span>. O contato direto tornou-se perigoso. Quem é a pessoa que se aproxima e com que intenção? Como disse uma senhora de alta posição social e financeira: &#8220;Não tenho amigos porque sei que as pessoas se aproximam por interesse. Em algum momento sei que vão pedir alguma coisa. Já vi isso inúmeras vezes e sempre pode acontecer de novo.</span></li>
<li><strong><span>Um segundo fator é a competição nos vários setores</span></strong><span>.<br />
O outro é aquele que compete comigo no trabalho, no curso, na própria família, no sexo. O outro, ou outra pode chamar mais a atenção do que eu. Assim, é preciso manter a distância e a privacidade.</span></li>
</ul>
<p><span>O afastamento um dos outros, na verdade foi um processo bem lento. Nas cidades do interior, por exemplo, antes da TV, as pessoas levavam as cadeiras para as calçadas à noite, e ali ficavam conversando com os que passavam. Com o surgimento da TV, as pessoas começaram a se recolher, absortas com as programações, e automaticamente mergulhando nesse afastamento sem perceberem.</span></p>
<p>Outro ponto é decorrente também da competição que se estabeleceu: a necessidade da informação. Essa necessidade &#8220;encurtou&#8221; nosso tempo, pois minha competência ancora-se no meu preparo, no meu saber. Esse preparo é passado aos filhos, que também correm atrás do tempo.<br />
Portanto, corremos com eles e por eles.</p>
<p><span>A falta de tempo hospedou-se na vida de cada um de tal forma que a convivência tornou-se raridade e o isolamento estabeleceu-se de uma forma inflexível e até irreversível. </span></p>
<p><span>Sem perceber, o ser humano adoeceu no isolamento, mas nem por isso mudou internamente. Continua carente de convívio e de relacionamentos profundos.</span></p>
<p style="line-height:15.6pt;"><span>Ter amigos e conviver profundamente é receita terapêutica para nossa saúde emocional.</span></p>
<p style="line-height:15.6pt;"><span><strong>Você ainda acha que a solidão é uma escolha?</strong></span></p>
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		<title>Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes &#8230;
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=54&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?<br />
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes &#8230;<br />
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos com a decisão escolhida.</p>
<p><span id="more-54"></span></p>
<p>Quando começamos a pensar sobre o relacionamento de pais e filhos verificamos logo a importância da nossa conduta, como pais, em relação a eles. O que eu, como pai ou mãe, posso construir nessa personalidade, e o que posso destruir também? Onde eu incentivo, estimulo, e onde eu debilito, enfraqueço? O que eu posso determinar, alterar, etc &#8230; ?<br />
Será que eu sou o tipo de pessoa que elogia, valoriza as coisas que esse filho consegue fazer com esforço, ou acho que ele tem sempre que fazer o melhor possível. porque essa é a obrigação dele? Eu posso ser uma pessoa que tem uma visão meio depreciadora, onde só identifico traços negativos nele.<br />
Essa situação pode parecer meio distante, mas para você entender melhor, é só pensar no tipo de pai ou mãe que teve. O que você ouvia? O que você recebia deles? Dependendo da educação que teve, <strong>você pode desenvolver duas posições</strong>: <em><strong>ou você repete</strong></em> com seus filhos tudo aquilo que recebeu, <em><strong>ou restaura</strong></em>, isto é, muda, corrige, melhora.<br />
Se, por exemplo, você teve um pai muito repressor, muito castrador, pode perfeitamente repetir esse tipo de comportamento com seu filho, mesmo que não tenha gostado e tenha sofrido um pouco com isso.<br />
É o famoso conceito: &#8220;Se eu passei por aquilo, meu filho também pode passar&#8221;. Se você restaura, passa a ser mais liberal. Mais interessante, é que não importa muito o grau de cultura, nível social, etc &#8230; Nesse momento, o que surge, é a vivência e essa vivência passa por cima de muita coisa.<br />
A pessoa que repete ou restaura, de um modo adequado ou inadequado, sente-se realizada, com a sensação de dever cumprido. O perigo surge quando você então, começa a querer se auto-realizar nos filhos e a projetar neles todas as suas aspirações e sonhos. Muitas vezes se trata de uma repetição. Aquilo que você não pôde fazer, de repente, seu filho pode.</p>
<p>Talvez você tenha tido vontade de ser médico e não pôde, mas vê no seu filho essa possibilidade. A pergunta chave é se na verdade, você também não foi projeto dos sonhos de seus pais. Até que ponto suas escolhas foram suas, ou você simplesmente acolheu e aceitou escolhas dele? Será que seu pai fez escolhas no seu lugar, tentando reviver aspirações dele? Talvez uma profissão, um lugar para morar, ou um marido &#8230; Dessa forma você estaria repetindo essa projeção no filho.</p>
<p>Lembro de um paciente que era da polícia, e que de uma maneira muito sentida e realmente magoado contou-me : &#8220;Sabe por que eu sou da polícia? Por que um dia, o vizinho bateu à porta da minha mãe para mostrar-lhe a farda, dizendo que tinha entrado para a polícia. Minha mãe, toda impressionada, disse que seu filho mais velho (eu), também entraria para a polícia. Sendo ela viúva e desamparada, não tive muita escolha, porque não podia desiludir minha mãe. Hoje sei que não é isso que quero, não é o que gosto de fazer, mas não sei nem se tenho meios de sair disso agora, ou mesmo se posso sair, estando casado, com 2 filhos &#8230; &#8220;<br />
Era um rapaz jovem, porém triste e desiludido, frustrado e sem ânimo pela vida. Vivendo um sonho não dele, mas de sua mãe. Seguindo um caminho não dele, mas de sua mãe.</p>
<p>Lembro de outro rapaz também jovem, casado, com filhos, formado em engenharia por &#8220;escolha&#8221; de seu pai, mas que na verdade queria ser arquiteto. À certa altura da vida, não conseguindo mais prosseguir com sua frustração, rompe com tudo e recomeça sua vida profissional naquilo que mais queria, passando por cima de todas as dificuldades e pressões da família.</p>
<p>Se você passou por esse tipo de situação e se tem uma tendência a repetir nos filhos a educação que recebeu, então o cuidado nessa área deve ser dobrado, porque em algum momento, suas escolhas podem começar a ser empurradas em direção aos filhos. De uma maneira sutil, você pode introduzir essas aspirações pessoais neles. Será que você está preparado para ouvir seu filho dizer que quer ser missionário?</p>
<p>Outra situação que me recordo, foi quando um pai levou seu filho para visitar seu escritório de advocacia, com intenções de que o mesmo se interessasse em seguir sua profissão. Durante a visita, enquanto o pai se detinha em cada aspecto da sala, mostrando as estantes, a mobília, etc &#8230; , ao virar-se viu que o filho estava entretido com uma revista Quatro Rodas, e absorto completamente nas fotos dos carros nem se quer escutava o que ele falava. Mais tarde, este comentaria: &#8220;Estive mostrando o escritório para mim mesmo, empolgado com meus negócios e minha profissão. A cada vez que entro em minha sala, fico entusiasmado com a nova arrumação. Quando percebi que uma revista chamava mais a atenção de meu filho, só então identifiquei a realidade que sempre desejei não ver. Para dizer a verdade, fiquei frustrado!&#8221;.<br />
Entendo a frustração desse pai, mas percebo, no entanto, como ele próprio conseguiu detectar a posição do filho e converter o caminho. Em alguns casos, essa conversão é feita, mas em outros, mesmo sabendo que o filho deseja tomar outro caminho, muitos pais não se conformam com tal decisão.<br />
Se você trilha hoje, um caminho escolhido por seu pai ou mãe, com certeza terá mais dificuldade em &#8220;abrir mão&#8221; do seu sonho, saindo do esquema de repetição nos filhos.</p>
<p>Projetar nossos sonho neles, não se restringe somente à área da profissão. O desejo que tem uma mãe de ver sua filha independente financeiramente, ou solteira, revela muitas vezes o desconforto em que ela vive na vida da casada e totalmente dependente do marido. Talvez queira reviver na filha o que ela nunca conseguiu. Outro exemplo, é quando a filha interrompe o trabalho por motivo de casamento ou nascimento dos filhos, e isso é visto com revolta e frustração. Algumas vezes, essa situação é até muito bem aceita pela filha, que decide dar uma pausa no trabalho para a educação do bebê e no entanto a mãe encara como um momento de poda no trabalho e realização profissional, lembrando ela mesma do momento em que teve de abrir mão de sua carreira para estar com os filhos e nunca mais retomou. Esse choque de opiniões e desejos, tumultua a relação. </p>
<p>Continua em <a href="http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/01/09/pais-que-projetam-seus-sonhos-nos-filhos-–-parte-2/" target="_blank">Pais que projetam seus sonhos nos filhos &#8211; Parte2 &#8230;</a></p>
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		<title>Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 08:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; Continuação de Pais que projetam seus sonhos nos filhos &#8211; Parte 1
Podemos incluir aqui também, a escolha de amigos. Pais que tinham grande dificuldade em andar com turmas, tendo preferência por um ou dois amigos íntimos, não conseguem aceitar com facilidade essa turma numerosa do filho. A agitação em casa é maior quando esses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=55&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8230; Continuação de <a title="Sonhos dos pais - Parte 1" href="http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/01/09/pais-que-projetam-seus-sonhos-nos-filhos-%e2%80%93-parte-1/" target="_blank">Pais que projetam seus sonhos nos filhos &#8211; Parte 1</a></p>
<p>Podemos incluir aqui também, a escolha de amigos. Pais que tinham grande dificuldade em andar com turmas, tendo preferência por um ou dois amigos íntimos, não conseguem aceitar com facilidade essa turma numerosa do filho. A agitação em casa é maior quando esses amigos chegam, o barulho é atordoante, etc &#8230;</p>
<p>A tendência, então, dos pais é &#8220;escolher&#8221; determinados amigos, elogiando-os, e buscando defeitos nos demais. Criticam a bagunça da turma, e sempre que podem, enaltecem a importância de ter apenas um amigo íntimo, mas sempre presente e fiel. Falam da qualidade e da quantidade, sabendo perfeitamente como fortalecer e induzir o filho a ter determinada escolha. Minha vontade aqui, é que eles vivam aquilo que vivi, tratando-se também de uma projeção.</p>
<p>Como detectar esse mecanismo em nós? O primeiro movimento, é olharmos o tipo de vida que tivemos junto a nossos pais, verificando se nossas escolhas e projetos foram, realmente, eleitos por nós ou não. Podemos então ter uma visão mais ampla de como anda nosso comportamento em relação aos filhos.</p>
<p><span id="more-55"></span>No momento que você identifica essa projeção, fazendo um paralelo de sua vida com a do seu filho, fica mais fácil uma tentativa de mudança. Digo tentativa, porque a tendência natural não é a de mudar. Mas no momento que o problema é identificado, o propósito de uma mudança, começa a acontecer. Viver esse tipo de situação sem identificá-la é muito comum, mas a mudança só acontece se for possível tal reconhecimento. Admiti-la também é importante. Identificar, reconhecer e admitir, gera uma mudança. A cada vez que reconheço que estou induzindo meu filho a ter um determinado comportamento, ou a fazer uma escolha, eu também posso interromper minha atitude e tentar a mudança.</p>
<p>Talvez você esteja perguntando a você mesmo se, de fato, há tanta gravidade nessa situação e o que poderia acontecer com um filho que fosse conseqüência de tal atitude. Não é necessário dizer o quanto a frustração pode interferir na vida de um indivíduo, mas vamos focalizar a direção que ela pode tomar.</p>
<p>Uma das direções é quando surge em forma de agressividade contra os pais. O filho aceita essa escolha, e mais tarde se dá conta de que, de certa maneira, foi boicotado em seu próprio sonho. A frustração muitas vezes surge também em termos de distanciamento e indiferença. Assim como ele foi privado de seu projeto de vida ele também priva os pais de seu afeto e de sua companhia.<br />
Sendo um comportamento que só aparece anos mais tarde (depois que esse filho já saiu da companhia dos pais), é difícil para eles descobrirem a causa dessa atitude. Quando se dão conta, entram num processo de culpa muito grande; e uma das situações mais difíceis de se lidar, com certeza, é a culpa. Na maioria das vezes, aquilo que gerou culpa, está irremediavelmente feito. As tentativas de conserto são simplesmente remendos que precisam ser tratados a fundo e com muito cuidado.<br />
Existe um outro ponto muito importante, que é a segurança desse &#8220;filho-projeção-dos-pais&#8221;. Se ele foi receptáculo desses sonhos e se aceita essa escolha que não foi sua, como estar seguro nessa posição que ocupa hoje? Fica mais fácil quando pensamos na situação daquele pai advogado, que com entusiasmo mostrava o escritório ao filho. Havia entusiasmo porque aquela profissão tinha sido uma escolha genuína e livre. Passar aquele entusiasmo e segurança era fácil e sincero. Pensemos agora no filho, caso ele abraçasse a mesma carreira. Será que haveria o mesmo entusiasmo, segurança e firmeza no seu trabalho? Quando realmente fazemos aquilo de que gostamos, nos dedicamos totalmente e sem reservas.A insegurança então, é um traço característico desses filhos.</p>
<p>Usar por exemplo, um estilo de roupa de que gostamos, com que nos sentimos bem, com certeza nos coloca mais confortável. O desconforto está quando queremos usar algo que está na moda, mas que realmente não se encaixa conosco, e aí, nos sentimos desconfortáveis. Como disse uma adolescente certa ocasião: &#8211; &#8220;Minha mãe quer que eu ande sempre na moda. Não me sinto bem de saia curta demais e nem com roupa muito justa. Mas ela sempre insiste dizendo que tenho de aproveitar o corpo que tenho enquanto sou nova, porque depois vou ficar igual a ela; gorda, velha e ninguém me notará<br />
mais&#8230; Essa mãe, que com a idade percebeu que já não chamava mais tanta atenção como antes, vê na filha, uma extensão de sua juventude, tentando colocar nela aquilo que já está impossível de ser vivido por ela mesma. Aquela filha sentia-se bem com roupas mais conservadoras, e estar recebendo essa projeção a fazia sentir-se insegura e até agredida. Por que seu gosto não poderia ser respeitado?</p>
<p>Outra adolescente reclamou de seu pai, dizendo que ele colocava defeitos nos seus namorados. Criticava quando o rapaz não tinha um físico atlético ou não ligava para esportes (como era seu pai). Criticava quando o rapaz tinha cabelo comprido, pois dizia que em sua época, os cabeludos eram &#8220;comunistas&#8221;. Criticava quando aparecia algum rapaz, filho de pais separados, pois ela deveria buscar uma família certinha, sem problemas e que com certeza, pelo exemplo em casa, mais cedo ou mais tarde, ele também a abandonaria. Na verdade, sonhos e modelos de seu pai, que certamente ele conseguiu realizar, mas que não necessariamente teria de exigir da filha.</p>
<p>O versículo (Efésios 6:4) que diz: &#8220;Pais, não provoqueis vossos filhos à ira &#8230;” significa também não castrá-los em seu talento natural, deixando de podar projetos e sonhos viáveis e lícitos, desses filhos.<br />
Precisamos ter discernimento e sabedoria para identificar em nós mesmos essa atitude que pode transformar nossos filhos em adultos frustrados, inseguros e ressentidos conosco.</p>
<p>Artigo publicado na revista Casal Feliz (Ano XII – no. 45)</p>
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		<title>O Medo do medo</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 19:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Medo de ir, medo de sair, medo de uma consulta, medo de sofrer, medo de se envolver e sofrer, medo de preconceito, medo de fracassar, medo de não ser aceito, etc..etc&#8230; Não são os medos previsíveis, reais e sim os medos possíveis que nos fazem perder a noção da realidade, que nos paralisam, que dificultam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=6&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Medo de ir, medo de sair, medo de uma consulta, medo de sofrer, medo de se envolver e sofrer, medo de preconceito, medo de fracassar, medo de não ser aceito, etc..etc&#8230; Não são os medos previsíveis, reais e sim os medos possíveis que nos fazem perder a noção da realidade, que nos paralisam, que dificultam nossa vida e nossas decisões.<span id="more-6"></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><br />
O medo da vida com suas inseguranças, automaticamente nos leva a recuar diante do viver intensamente ou do desfrutar as ocasiões e as oportunidades.</span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">É certo que diante de tantos acontecimentos brutais, a insegurança é a tônica em nosso dia a dia. O lazer tornou-se moderado e restrito à determinados lugares o horários.</span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">É sábio o cuidado e a ponderação na escolha das saídas e igualmente necessário. Esses são os medos reais. Mas e aqueles que provocam uma rutura em nosso viver?</p>
<p>Como são mencionados acima, é frequente ouvir; <em>&#8220;Não quero me envolver, porque tenho medo de sofrer.&#8221; &#8220;Não quero fazer determinado exame, porque não quero saber o que eu tenho.&#8221; &#8220;Não posso ir lá, porque tenho medo que tal e tal possa me suceder.&#8221;</em></p>
<p>Esse é o medo castrador que ultrapassa o bom senso e vai além daquilo que é saudável para nossa vida.</p>
<p>Há limites nesse medo.</p>
<p>Precisamos da sagacidade para distinguir esses dois tipos de medo, onde o primeiro nos coloca em vigilância e prudência de comportamento e o outro nos tira &#8220;vida&#8221;, nos tira perspectiva, nos enclausura, nos aprisiona, nos coloca ilusoriamente protegidos, mas ao mesmo tempo infelizes por não nos permitir participar ativamente de algo que nos faz bem.</p>
<p>O medo das pessoas é muito frequente; medo de ser julgado e mal interpretado e por isso omitimos nossas opinões; não queremos ser vistos, observados, evitando assim um comentário sobre nossa aparência, etc&#8230;Isso tudo nos coloca num conflito, pois o ser humano precisa do contato humano, precisa da porção lazer, precisa da amizade e mais que tudo, precisa sim, ser confrontado com as ousadias do desconhecido para crescer e amadurecer.</p>
<p>Geralmente o &#8211; deixar de ir implica na visão somente de um lado; o negativo. E quem disse que o contrário não pode acontecer? E por que não perceber por exemplo que um exame pode nos levar à descoberta de que nada de negativo nos está acontecendo?</p>
<p>É um exercício de desafios e de fé. Um desafio que nos coloca em posição de alerta sim, mas nos empurra a desfrutar da porção boa e gratificante que é viver dos poucos momentos que nos deparamos.</p>
<p>Desafio de perspectiva, desafio de quebra de paradigmas, desafio de abandono naquele que é nossa Rocha.</p>
<p></span></p>
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		<title>Ditadura Psíquica</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2007/10/14/ditadura-psiquica/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 10:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[A ditadura psíquica é aquela que não é expressa verbalmente, nem anunciada em letras garrafais nos outdoors. Ela é sorrateira, imperceptível, lenta, às vezes, irreconhecível, mas poderosa.
Ela pode aparecer na forma de idéias, conceitos, mas aparece na forma concreta a partir daquilo que se vê ou se ouve.
Uma idéia que se tornou tirana, ditatorial, foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=28&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">A ditadura psíquica é aquela que não é expressa verbalmente, nem anunciada em letras garrafais nos outdoors. Ela é sorrateira, imperceptível, lenta, às vezes, irreconhecível, mas poderosa.<br />
Ela pode aparecer na forma de idéias, conceitos, mas aparece na forma concreta a partir daquilo que se vê ou se ouve.</span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span id="more-28"></span><br />
Uma idéia que se tornou tirana, ditatorial, foi em relação às mulheres. Idéia que se tornou uma imposição, foi a da mulher que TEM de trabalhar fora de casa. Que só com esse trabalho ela alcançará a realização pessoal, a auto-estima, a valorização, etc.</span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">A partir daí, veio como conseqüência, o preconceito para com quem não precisa e nem quer trabalhar fora de casa. Aquela que opta pelo trabalho do lar, do cuidado com os filhos, marido, etc. Ela é vista como &#8220;bicho estranho&#8221; nessa sociedade moderna que se vangloria da conquista do status da mulher executiva. Supostamente, ela se realiza por exercer tais atividades. Fica portanto a dúvida: trabalhar fora atualmente é escolha ou imposição?<br />
As atividades colocadas aos filhos de inglês, natação, judô, violão, onde a criança se perde e se sente pressionada a se engajar em tudo isso. Na maioria das vezes, isto a torna agitada, ansiosa e frustrada, pois não consegue corresponder à tantas exigências.</span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Atividades essas onde a criança TEM que estar preparada em várias áreas, pois só assim poderá entrar num mundo competitivo.<br />
O equilíbrio emocional não é levado em conta, sendo este o mais importante de todos. Aquele que se &#8220;atira&#8221; em tantas atividades, logicamente tem sua parcela de sofrimento e desgaste, mesmo sendo criança.</p>
<p>Aquele que está mais bem equilibrado emocionalmente, estará mais preparado para enfrentar as exigências da vida pessoal e profissional.<br />
No entanto, pensar em manter essas crianças com apenas 1 ou 2 atividades diferenciadas, é excluí-las desse mundo moderno.<br />
O “ter” talvez seja a maior ditadura de todas. Você só é feliz se TEM. Nesse item TER pode ser: a casa na praia, o carro do ano, a roupa da moda, o prestígio, o poder, a viagem do fim de ano, etc&#8230;</p>
<p>Talvez, possa parecer de pouca importância quando se trata da viagem do fim de ano, ou mesmo, do feriado. Mas é comum se perguntar: &#8220;Para onde VOCÊ vai viajar neste feriado?” Como me disse uma amiga: Fiquei mal com esta pergunta, porque na verdade, eu não tinha nem condições de viajar. E, eu era a única daquele grupo, a ficar na cidade. Tentei buscar rapidamente alguma alternativa, pois era &#8220;praxe&#8221; sair nos feriados. Então, atazanei meu marido para procurar algum lugar, só para não ser diferente. Só depois, eu percebi que eu estava sendo levada pela idéia costumeira de viajar nos feriados.</p>
<p>São idéias tão sutis que fica difícil nós percebermos o quanto elas nos impregnam.</p>
<p>Nosso século está mais para o &#8220;ACHAMOS&#8221;, do que realmente para o que &#8220;PRECISAMOS&#8221;. Mas nesse espaço, entre os conceitos, está a mola mestra do modernismo, da imposição que não nos deixa pensar individualmente. Pensamos hoje em &#8220;massa&#8221;. O conceito de &#8220;massa&#8221; pensa por nós, avalia por nós e decide por nós.</p>
<p>Perdemos nosso poder de avaliação individual. O suposto &#8220;atendimento personalizado&#8221; também é massificado.</p>
<p>Quando você passa na cancela, você ouve: <em>&#8220;Bem-vindo ao shopping&#8230; boas compras e divirta-se&#8230;”</em> ·<span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Você percebe a associação sutil do divirta-se e compras?</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Novamente: Escolha ou &#8220;Ditadura Psíquica&#8221;?</span></p>
<p></span></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=28&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mecanismos de Defesa</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2007/10/04/mecanismos-de-defesa/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 07:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Fugas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Freud, o aparelho psíquico encontra-se bombardeado frequentemente por conflitos e situações que provocam ansiedade. Nosso psiquismo ameaçado, buscando afastar ou eliminar essa ansiedade, encontraria então meios de lidar com essa situação. Esses “meios” seriam então os Mecanismos de Defesa que surgem em pessoas saudáveis, mas que em excesso, são indicadores de sintomas neuróticos. 
São eles: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=3&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3>Para Freud, o aparelho psíquico encontra-se bombardeado frequentemente por conflitos e situações que provocam ansiedade. Nosso psiquismo ameaçado, buscando afastar ou eliminar essa ansiedade, encontraria então meios de lidar com essa situação. Esses “meios” seriam então os <strong><em>Mecanismos de Defesa</em></strong> que surgem em pessoas saudáveis, mas que em excesso, são indicadores de sintomas neuróticos. </h3>
<h3><span style="font-weight:normal;">São eles: Racionalização, Identificação, Negação, Repressão, Projeção, Regressão, Sublimação, Formação Reativa, Deslocamento, Introjeção e Compensação.</span></h3>
<p><span id="more-3"></span><br />
<span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>RACIONALIZAÇÃO</strong><br />
A pessoa encontra respostas lógicas tentando assim afastar o sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>IDENTIFICAÇÃO</strong><br />
O indivíduo assimila alguma característica de outra pessoa, adotando-a como modelo.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>REPRESSÃO</strong><br />
Ela afasta de nossa consciencia uma idéia ou evento que poderia causar ansiedade. Esse conteúdo reprimido no entanto, não é eliminado e continua no inconsciente. O resultado seriam algumas doenças psicossomáticas que poderiam estar vinculadas à essa repressão, tais como: asma, artrite, algumas fobias e frigidez.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>NEGAÇÃO</strong><br />
Quando ocorre algo que nos incomoda profundamente, há a tendencia a não aceitar esse ocorrido, ou lembrá-lo de modo incorreto. Podemos fantasiar também o que houve na tentativa de distorcer e minimizar assim, o impacto do evento.</span><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>FORMAÇÃO REATIVA</strong><br />
Há uma inversão do desejo real que é ocultado. Uma pessoa por exemplo, extremamente rígida em relação à moral ou sexualidade, pode estar ocultando seu lado permissivo e imoral.<br />
A pessoa justifica, explica e tenta de certa<span>  </span>maneira usar a lógica pra disfarçar os verdadeiros sentimentos. Aquilo que não é facilmente aceito, é &#8220;explicado&#8221; numa tentativa de tornar o indivíduo mais conformado diante de determinado fato.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>PROJEÇÃO</strong><br />
Quando o indivíduo coloca no outro, sentimentos, desejos ou idéias que são dele próprio. Esse mecanismo ajudaria então a lidar de uma maneira mais fácil com esses sentimentos. A dificuldade em admitir determinadas &#8216;falhas&#8221; em nossa personalidade seria projetada no outro.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>REGRESSÃO</strong><br />
Quando a pessoa, vivendo uma difícil realidade, retorna à atitudes anteriores. O indivíduo busca uma situação ou comportamento mais infantil. A criança pode voltar a esse estágio quando nasce um irmãozinho, voltando à chupeta ou à mamadeira.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>DESLOCAMENTO</strong><br />
Ao invés de agredir determinada pessoa (um chefe, por exemplo) a agressão é direcionada à um colega ou à um subalterno.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>INTROJEÇÃO</strong><br />
O indivíduo toma para si características de outra pessoa. É comum ver adolescentes introjetarem características de seus &#8220;ídolos&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><strong>SUBLIMAÇÃO</strong><br />
O impulso é canalizado a outros interesses. A impossibilidade de ter filhos por exemplo, é sublimada pelo afeto à bichinhos de estimação; cachorros, gatos, etc&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;">Todos esses mecanismos atuam inconscientemente numa tentativa de amenizar a ansiedade e diminuir o conflito interno que a situação real poderia causar ou já estaria causando.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#0000ff;font-family:Arial;"><em>Artigo publicado originalmente pela autora no site <a href="http://www.paponosso.com.br" target="_blank">PapoNosso</a> : Mecanismos de Defesa</em></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=3&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ciladas</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2007/09/16/ciladas/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 01:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Um caso difícil: uma pessoa casada com alcoólatra ou com marido agressor, vivendo vários anos cuidando e tentando minimizar as seqüelas dessa condição, consegue desvencilhar-se desse parceiro pondo fim à essa relação. Solução que muitas vezes trata-se de um escape à sobrevivência dessa pessoa que se encontra no extremo da exaustão emocional. Passam-se os anos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=35&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Um caso difícil: uma pessoa casada com alcoólatra ou com marido agressor, vivendo vários anos cuidando e tentando minimizar as seqüelas dessa condição, consegue desvencilhar-se desse parceiro pondo fim à essa relação. Solução que muitas vezes trata-se de um escape à sobrevivência dessa pessoa que se encontra no extremo da exaustão emocional. Passam-se os anos e esta mesma pessoa encontra outro parceiro que por &#8220;coincidência&#8221; apresenta o mesmo quadro de alcoolismo ou o mesmo caráter agressivo.<span id="more-35"></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Outro caso: depois de uma longa relação com homem infiel, vivendo uma parceria de insegurança e desvalorização, e rompendo esse relacionamento, há o fascínio novamente por outro parceiro igualmente infiel, etc&#8230;.E a história se repete.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Chegamos então nas ciladas da vida onde, por estranho que pareça, a situação que deveria ser evitada, é &#8220;perseguida&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Encontramos aqui o quadro: busca de segurança X medo do desconhecido.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Mesmo vivendo uma situação de desconforto e de insegurança, esta é uma situação conhecida. Nessa situação, a pessoa conhece os limites, as dificuldades e sabe como equilibrar-se. Acostuma-se com a dificuldade. É o pássaro na gaiola que desconhece o outro lado que é a liberdade, e quando solto, volta para a gaiola.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Passar pelo mesmo caminho, ainda que mais perigoso, mais longo, mais difícil, ainda é mais seguro do que se aventurar no desconhecido. O desconhecido traz insegurança, conflitos e mesmo sendo mais fácil é ameaçador.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Notamos então que o novo não é tão amigável como nos parece. Todo o NOVO já traz a conotação da mudança, da insegurança, do desequilíbrio.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Portanto, aquele que tem certa dificuldade em aventurar-se no novo, também tem mais tendência a repetir suas histórias, suas escolhas, suas decisões. </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">As repetições para essas pessoas, são repetições que sugerem: <em>&#8220;Agora vai ser diferente. Dessa vez vou conseguir o que não consegui da vez anterior&#8230;&#8221;</em></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Essa é a matriz psíquica que determina os atos repetitivos de inúmeras pessoas ao nosso redor. São os &#8220;fracassos&#8221; repetidos ou as tentativas frustradas, surgindo com uma roupagem supostamente diferenciada. Nossa mente precisa ficar alerta contra essas ciladas.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Artigo publicado originalmente no site <a title="PapoNosso" href="http://www.paponosso.com.br" target="_blank">PapoNosso</a> : Ciladas<br />
</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=35&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Vendedores de Ilusão</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 01:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a sofreguidão pela busca da &#8220;boa forma&#8221;, deixamos passar detalhes importantes que as reportagens nos trazem: a idade daqueles que são estampados nas capas de revistas. Na grande ilusão de tentarmos nos igualar àqueles que lá estão, nem sequer percebemos o quão irônico é esse viés.
Manter boa forma aos 26, 30 anos, na verdade, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=30&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Com a sofreguidão pela busca da &#8220;boa forma&#8221;, deixamos passar detalhes importantes que as reportagens nos trazem: a idade daqueles que são estampados nas capas de revistas. Na grande ilusão de tentarmos nos igualar àqueles que lá estão, nem sequer percebemos o quão irônico é esse viés.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Manter boa forma aos 26, 30 anos, na verdade, não se trata de uma tarefa tão difícil. Por que não apresentam os acima de 70 anos, que mantêm, apesar de tudo, uma forma saudável e jovial?<span id="more-30"></span><br />
</span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Na verdade, existe um certo objetivo para isso. Manter um nível adequado de frustração que, por mais estranho que nos pareça, é aconselhável no mundo moderno de hoje.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">É justamente essa frustração que movimenta o mercado da estética, da cosmetologia e da moda.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Trata-se de uma idéia sutil que aos poucos permeia nossa mente acomodada e, temporariamente, satisfeita. Mas, à medida, que nos inteiramos dessa plástica aparente, dá-se início a essa frustração.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">É difícil aceitarmos nosso próprio corpo. Surge a comparação com os modelos expostos, que estão longe das imperfeições e dos &#8220;defeitos&#8221;.<br />
E sem nos darmos conta do importante detalhe da diferença de idade, iniciamos nossa busca pelo belo e pelo perfeito como se o TUDO nosso fosse inadequado e ineficaz.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Nossa dieta é ineficaz, nossa ginástica é ineficaz, nosso médico é ineficaz e portanto, é hora de grandes mudanças. O TUDO da outra, ou do outro, é o que realmente traz resultados.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Portanto, chega o momento de uma troca radical. Nos preocuparmos mais com o NOSSO peso ideal, e não com O peso considerado, pelos demais, como ideal.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Assim como, nosso corte de cabelo, o tipo de roupa que nos favorece. O que manda e comanda, é o que é vendido como o ideal, e não como o real.<br />
Tentar aparentar 30 anos, quando se tem 60, mesmo com dietas, aumento de horas na academia, nunca será real.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">O que, geralmente, vemos é o desapercebido, boa forma X idade, impulsionado pela nossa frustração ganhar força, na tentativa de tutelar nossa mente e nosso imaginário, na vã ilusão, de nos equipararmos ao moderno.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Essa busca absurda, desumana, abala nossa auto-estima, freqüentemente, fragilizada pelo que eu preciso ser e não sou; Preciso ter e não tenho, etc&#8230;etc&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Esta busca interfere, também, com nossas &#8220;projeções&#8221;. Comumente bombardeadas com informações infinitas sobre esse tema. Todos os meus sentidos são levados nessa única direção. Finalmente, me entrego à estas pressões e admito: Aquele é meu ideal.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Neste momento, há o link, em nossa mente do ideal e da felicidade. Ou seja, felicidade, só com o ideal conseguido. Sem isto, o que sobra será sinônimo de frustração e infelicidade.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Como vimos, a frustração é a mola mestra dessa dinâmica. O quadro já está formado. O ciclo que se processa, a partir daí, é apenas uma questão de tempo, nada mais.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Difícil abstrair-se dessa &#8220;modernidade&#8221; tirana que, conscientemente, manipula nosso inconsciente.<br />
Difícil manter a neutralidade e a lucidez, tentar conseguir o equilíbrio no eixo: ouvir tudo, ler tudo, ver de tudo e reter o que é bom.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Mais difícil ainda, é enxugar os exageros daquilo que nos é vendido, com pura ilusão&#8230;</span></span></p>
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		<title>O que a Psicoterapia não é</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 01:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Muito se fala em terapia, mas muitos apenas têm uma noção vaga ou distorcida do que realmente seja uma psicoterapia. Parece mais fácil começarmos por aquilo que não é uma psicoterapia. 


Psicoterapia não é um bate-papo&#8230;
Muitas vezes a pessoa diz que precisa de um terapeuta porque não tem ninguém quem converse com ela.
A idéia é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=25&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></p>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Muito se fala em terapia, mas muitos apenas têm uma noção vaga ou distorcida do que realmente seja uma psicoterapia. Parece mais fácil começarmos por aquilo que não é uma psicoterapia. </span></p>
<ol>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>Psicoterapia não é um bate-papo&#8230;</strong><span id="more-25"></span><br />
Muitas vezes a pessoa diz que precisa de um terapeuta porque não tem ninguém quem converse com ela.<br />
A idéia é de que o terapeuta vai poder trocar idéias com ela, dizer o que acha, dar opinião, dizer o que não acha, etc&#8230; O terapeuta nunca vai poder dizer &#8220;eu acho&#8221; isso ou aquilo. Ele está ali para poder acompanhar o processo da escolha consciente do paciente, e não induzi-lo a escolher o que o terapeuta &#8220;acha&#8221; mais conveniente. Se isso realmente acontecesse numa terapia, todos os pacientes sairiam induzidos pelos conceitos e &#8220;achismos&#8221; do terapeuta, sem escolhas próprias.</span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Wingdings;"><span style="font:7pt 'Times New Roman';"> </span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>O terapeuta não é apenas um ouvido.</strong><br />
Faz parte do processo a escuta atenciosa do mesmo, pois durante esse silêncio e essa escuta, ele está intercalando frases ditas anteriormente, combinando associações e interpretações inconscientes e devolvendo ao paciente uma tradução desse material para que o paciente possa melhor se entender, e se conhecer de uma maneira total, e não mais fragmentada.</span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Wingdings;"><span style="font:7pt 'Times New Roman';"><strong> </strong></span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>A terapia não se propõe a &#8220;culpar&#8221; pai e mãe do paciente, ou simplesmente explicar o porquê de determinados comportamentos e facetas desse paciente.</strong><br />
A frase: &#8220;Freud explica&#8221;, é real, mas é apenas UMA das partes do processo. Se somente a explicação bastasse, não haveria mudança ou cura. A outra parte é exatamente a da mudança.<br />
É preciso esclarecer aqui que, muitas de nossas raízes estão mesmo na infância e somos de fato, de muitas maneiras, conseqüência daquilo que recebemos e ouvimos de nossos pais. No entanto, a terapia nos coloca como responsáveis diante de todo esse material que é nosso (e somente nosso agora nessa fase adulta), e nos impele a decidir o que fazer com tudo isso.<br />
Mudar ou estagnar?<br />
A explicação é necessária? Sem dúvida, pois identifica o &#8220;inimigo&#8221; correto, fazendo com que a partir daí, o paciente não ande às escuras sem saber onde está o inimigo. A partir desse ponto de identificação, o &#8220;tiro&#8221; é certeiro.</span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Wingdings;"><span style="font:7pt 'Times New Roman';"> </span></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>Terapia não significa falar somente do passado, da infância, dos pais e esquecer o agora.</strong><br />
Colocar o paciente mundo real, é ajudá-lo a ver todos os lados do cubo. As situações externas precisam, logicamente, ser inseridas dentro do processo, pois fazem parte real de seus conflitos.</span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Wingdings;"><font color="#000000"><span style="font:7pt 'Times New Roman';"><strong> </strong></span></font></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>O terapeuta não é um &#8220;amigo&#8221;.</strong><br />
Ele é próximo a esse paciente, mas está aliado ao Ego deste paciente e a indiferença e a distância (comumente observadas por eles) é necessária, pois é a partir dela, que o terapeuta reflete, entende, analisa, e dá retorno de todo esse material cifrado que lhe chega às mãos.</span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Wingdings;"><font color="#000000"><span style="font:7pt 'Times New Roman';"><strong> </strong></span></font></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>O trabalho do terapeuta não é simples.</strong><br />
Ser objeto de transferência para outra pessoa é aceitar transferir parte de sua vida privada para que o outro reencontre, ou apenas encontre sua própria vida privada. Portanto, seu trabalho é de concentração e foco permanentes, ouvindo também aquilo que não é dito, mas transferido, projetado, etc&#8230; </span></li>
<li>
<p style="line-height:15.6pt;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><strong>A terapia não transforma a pessoa em outro ser totalmente diferente do que sempre foi.<br />
</strong>Ocorrem modificações, mas não transformações radicais e absolutas. As mudanças são visíveis, são sentidas, são percebidas por outros e até provocam modificações no outro que convive com este paciente.</span></li>
</ol>
<p></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=25&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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