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	<title>Artigos de Psicologia &#187; Relacionamento</title>
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	<description>Escritos por Marilena Teixeira Netto</description>
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		<title>Artigos de Psicologia &#187; Relacionamento</title>
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		<title>O Ser Humano Adoecido</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 22:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
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		<category><![CDATA[Medo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Muitas são as perguntas sobre a causa de crianças e adolescentes que apresentam doenças “de adultos”.
O que acontece com eles, atualmente, que antes, não acontecia?
Nas décadas de 50, 60 e 70 as crianças eram ainda “crianças” com brincadeiras de crianças, cercadas por familiares e, principalmente, pelas mães que as mandavam para a escola somente aos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=391&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3><div id="attachment_394" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2009/07/elofraco.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Elo Fraco" title="EloFraco" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-394" /><p class="wp-caption-text">Elo Fraco</p></div><br />
Muitas são as perguntas sobre a causa de crianças e adolescentes que apresentam doenças “de adultos”.</p>
<p>O que acontece com eles, atualmente, que antes, não acontecia?<br />
Nas décadas de 50, 60 e 70 as crianças eram ainda “crianças” com brincadeiras de crianças, cercadas por familiares e, principalmente, pelas mães que as mandavam para a escola somente aos 6 ou até 7 anos de idade. A diversão era na rua (na época, segura) ou mesmo dentro de casa. O apoio dos pais (onde a permanência mais duradoura dos casamentos existia) dava a essas crianças o suporte necessário para que crescessem sentindo-se seguras e amparadas.</p>
<p>As mudanças, já as conhecemos bem:</h3>
<p><span id="more-391"></span><br />
-	no tempo dessa mãe que passa a maior parte de seu dia no trabalho;<br />
-	no casamento, onde pais separados tiveram de se dividir na atenção dos filhos e, também,<br />
-	na pessoa daquele que antes educava e que agora, passa o bastão para professores, babás. creches, etc&#8230;</p>
<p>O abandono se instala na percepção dessa criança que, na tentativa de se adaptar satisfatoriamente, inicia seus processos  de somatização, ansiedade, angústia e autoestima fragilizada. Nesse processo, ainda, o isolamento transforma-se em “egoísmo” onde esse ser precisa pensar e focar em si mesmo nessa tentativa de adaptação.</p>
<p>Como consequência, no início dos relacionamentos que essa criança irá desenvolver, passa a existir a dificuldade de construir vínculos fortes e permanentes, onde a incapacidade de pensar no outro deixa de existir. Pois, afinal, aquele que passou tanto tempo investindo em si mesmo e tentando emocionalmente adaptar-se de maneira mais saudável, agora, desenvolver bons relacionamentos significa dar “tempo ao outro” e “pensar no outro”. Sacrifício demais exigido por alguém desacostumado a viver esse intercâmbio até dentro da própria casa, onde se sentia abandonado ou percebido como tal.</p>
<p>A prova e resultado disso são os relacionamentos desses jovens oriundos daquela geração que mal se  sustentam e inviáveis de permanecerem por muito tempo. Jovens que apresentam as mais diversas consequências dessa dinâmica familiar, adoecidos, com síndrome do pânico, fobias as mais diversas, depressão, transtornos obsessivos, etc&#8230; etc&#8230;</p>
<p>O jovem perdido de hoje, infeliz, doente e solitário, pede socorro a esses pais que repensem seu comportamento e expectativa diante da vida e diante do o que é ser pai e mãe. Pais que aceitam a imposição moderna e o formato do mundo atual da imposição do “ter mais”, “ser mais” deixando de lado esses filhos abandonados e perdidos à procura de uma resposta para suas vidas.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Solidão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Fugas]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?

 
As salas de &#8220;bate papo&#8221; na internet são exatamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=20&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3>Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?</h3>
<p><span id="more-20"></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As salas de &#8220;bate papo&#8221; na internet são exatamente um atrativo para as pessoas solitárias, sempre em busca de alguém com quem se possa gastar tempo, sem comprometer a privacidade de cada um.<br />
Por que esse tipo de contato é tão procurado? É uma maneira de envolver-se parcialmente, de esconder-se.<br />
É uma alternativa de um contato sem compromisso, uma falsa aproximação, onde faço apenas um contato superficial, sem envolvimento real. </strong></p>
<p><strong> </strong><strong><span style="font-weight:normal;">São vários os fatores que parecem empurrar uma pessoa em direção aos relacionamentos &#8220;internéticos&#8221;, indicando que talvez esse comportamento não seja uma escolha, mas sim uma imposição.</span></strong><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"> </span></p>
<ul>
<li><strong> </strong><strong><span>Um dos fatores é o medo</span></strong><span>. O contato direto tornou-se perigoso. Quem é a pessoa que se aproxima e com que intenção? Como disse uma senhora de alta posição social e financeira: &#8220;Não tenho amigos porque sei que as pessoas se aproximam por interesse. Em algum momento sei que vão pedir alguma coisa. Já vi isso inúmeras vezes e sempre pode acontecer de novo.</span></li>
<li><strong><span>Um segundo fator é a competição nos vários setores</span></strong><span>.<br />
O outro é aquele que compete comigo no trabalho, no curso, na própria família, no sexo. O outro, ou outra pode chamar mais a atenção do que eu. Assim, é preciso manter a distância e a privacidade.</span></li>
</ul>
<p><span>O afastamento um dos outros, na verdade foi um processo bem lento. Nas cidades do interior, por exemplo, antes da TV, as pessoas levavam as cadeiras para as calçadas à noite, e ali ficavam conversando com os que passavam. Com o surgimento da TV, as pessoas começaram a se recolher, absortas com as programações, e automaticamente mergulhando nesse afastamento sem perceberem.</span></p>
<p>Outro ponto é decorrente também da competição que se estabeleceu: a necessidade da informação. Essa necessidade &#8220;encurtou&#8221; nosso tempo, pois minha competência ancora-se no meu preparo, no meu saber. Esse preparo é passado aos filhos, que também correm atrás do tempo.<br />
Portanto, corremos com eles e por eles.</p>
<p><span>A falta de tempo hospedou-se na vida de cada um de tal forma que a convivência tornou-se raridade e o isolamento estabeleceu-se de uma forma inflexível e até irreversível. </span></p>
<p><span>Sem perceber, o ser humano adoeceu no isolamento, mas nem por isso mudou internamente. Continua carente de convívio e de relacionamentos profundos.</span></p>
<p style="line-height:15.6pt;"><span>Ter amigos e conviver profundamente é receita terapêutica para nossa saúde emocional.</span></p>
<p style="line-height:15.6pt;"><span><strong>Você ainda acha que a solidão é uma escolha?</strong></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=20&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>De mãe para filha &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/11/25/de-mae-para-filha-1/</link>
		<comments>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/11/25/de-mae-para-filha-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 19:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas vezes parece que o relacionamento entre mãe e filha é mais fácil do que em outras relações: mesmo sexo, muita proximidade, facetas semelhantes, etc. Logicamente, todo este relacionamento depende muito da idade que a filha está atravessando.
Aqui, no entanto, vamos nos fixar numa determinada faixa de idade: adolescência e mocidade.
É comum pensarmos só na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=21&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#0000ff;"><a href="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/11/maefilha2.png"><img class="size-full wp-image-198 alignright" title="Mãe e filha" src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/11/maefilha2.png?w=180&#038;h=252" alt="Mãe e filha" width="180" height="252" /></a>Muitas vezes parece que o relacionamento entre mãe e filha é mais fácil do que em outras relações: mesmo sexo, muita proximidade, facetas semelhantes, etc. Logicamente, todo este relacionamento depende muito da idade que a filha está atravessando.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Aqui, no entanto, vamos nos fixar numa determinada faixa de idade: adolescência e mocidade.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">É comum pensarmos só na fase que a filha atravessa e esquecermos de pensar na fase da mãe.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">O lado da mãe, que trabalha fora, muitas vezes é determinante no relacionamento entre elas, onde a filha vê essa mãe preocupada e talvez numa posição egoísta, pensando unicamente em sua profissão e em sua responsabilidade com esse trabalho, &#8220;ignorando&#8221; as necessidades e dúvidas da filha. </span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">Como disse certa vez uma adolescente: <em>&#8220;Ela está sempre olhando só para o trabalho e não sabe do que eu preciso e nem sabe se preciso!&#8221;.</em></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;"><span id="more-21"></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">Por outro lado, sua mãe pensava que a busca de uma afirmação profissional e o esforço em permanecer no emprego já demonstraria, por si só, uma preocupação natural com a filha e que, conseqüentemente ela poderia perceber sua boa intenção. Pensar, mas não evidenciar em palavras, talvez seja uma das maiores dificuldades que exista nesse relacionamento.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">Na fase da adolescência esse perigo é maior porque existe, muitas vezes, um retraimento da filha ao perceber, erroneamente, esse trabalho como um afastamento ou indiferença da mãe. Muitas vezes, a mãe que gasta sua energia no trabalho, gasta poucas palavras num diálogo mal articulado, e pouco profundo.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">Um outro ponto a ser visto é uma certa frustração que ocorre justamente nessa fase. Com a independência crescente da filha, há uma sensação de perda de controle por parte da mãe, que vê cada vez mais sua necessidade de acompanhar e ser solicitada, diminuir.<br />
Nesse momento, é comum a mãe pensar: &#8220;<em>Já não sirvo e não me encaixo mais nesse espaço. Ela consegue fazer tudo sozinha e consegue se virar muito bem!&#8221;.</em> A sensação de não servir mais para nada, diminui a auto-estima e, produz muitas vezes afastamento.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#0000ff;">A filha sempre poderá fazer escolhas sozinha, mas as escolhas certas, poderão sempre ser acompanhadas e assessoradas pela mãe, que mesmo vendo diminuir seu trabalho de educadora não deixará de assessorar e orientar as prioridades na vida de sua filha. </span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Continua em <a title="DeMãeParaFilha2" href="http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/11/25/de-mae-para-filha-2/" target="_blank">De mãe para filha &#8211; Parte 2</a> &#8230;</span></span></span><br />
<span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Arial;">Artigo publicado originalmente na revista Casal Feliz &#8211; Ano XII no.48</span></span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=21&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>De mãe para filha – Parte 2</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 18:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuação De mãe para filha &#8211; Parte 1 &#8230;
O crescimento da liberdade pode causar certa rivalidade velada. A filha chega a momento de livre-escolhas, opções variadas tanto nos cursos como quanto a namorados, viagens, lazer, etc &#8230; e, justamente nessa fase, a mãe vivencia o inverso da situação. Sua liberdade de escolha já não é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=179&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_185" class="wp-caption alignleft" style="width: 340px"><a href="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/11/quadromaefilha.jpg"><img class="size-full wp-image-185  " title="quadromaefilha" src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/11/quadromaefilha.jpg?w=330&#038;h=374" alt="Mâe e Filha" width="330" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Mâe e Filha</p></div>
<p>Continuação <a title="DeMãeParaFilha1" href="http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2007/09/16/de-mae-para-filha-1/" target="_blank">De mãe para filha &#8211; Parte 1</a> &#8230;</p>
<p>O crescimento da liberdade pode causar certa rivalidade velada. A filha chega a momento de livre-escolhas, opções variadas tanto nos cursos como quanto a namorados, viagens, lazer, etc &#8230; e, justamente nessa fase, a mãe vivencia o inverso da situação. Sua liberdade de escolha já não é tão grande assim, sua permanência no trabalho já se tornou uma necessidade sem escolha e praticamente sem saída, pois para muitas é o meio de sobrevivência e manutenção da casa. Até a frustração de um relacionamento não muito satisfatório no casamento leva a um questionamento dessa falta de liberdade e uma inveja inconsciente.</p>
<p>É, portanto, uma fase que desperta em algumas mães esse tipo de sentimento e até intolerância em relação à filha. O sentimento do abandono e da inutilidade, por si só, promove um distanciamento de ambas as partes.</p>
<p style="text-align:center;">É uma fase também de projeção&#8230;<span id="more-179"></span></p>
<p>A filha agora pode fazer coisas que a mãe não pode mais e, portanto, a mãe projeta nela seu desejo e sua aspiração. A filha pode ir a determinados lugares que a mãe não vai mais, usar roupas que a mãe também não se sinta mais à vontade em usar e muitas vezes se frustra nessa iniciativa, quando percebe que ela não gosta de usar ou vestir-se como a mãe gostaria. Não gosta dos amigos que a mãe escolheria, não opta pelo curso ou a carreira que ela optaria, etc.<br />
Perceber o outro e permitir que esse outro tenha liberdade, aceitando-o plenamente, é um passo difícil e complicado. É a evidência também da perda do controle, à medida que constata que o tempo das escolhas por ela já passou; o tempo em que comprava e escolhia as roupinhas, os passeios, os amiguinhos para brincar e até a escolinha.<br />
Perceber e aceitar esse limite é fundamental para se estabelecer uma nova forma de relacionamento. Essa mudança, muitas vezes, não é facilmente aceita, passando a provocar conflitos e, como conseqüência, o distanciamento. O diálogo nessa fase é esquecido, como se fosse uma ferramenta inútil de ser usada. No entanto, principalmente nesse momento é necessário um entendimento para que se possa prosseguir sem quebrar a relação amistosa.<br />
Cabe à mãe analisar seu relacionamento com sua filha e verificar se não está repetindo situações que viveu em sua própria adolescência.<br />
O receio de conversar sobre sexo, por exemplo, com a idéia de que ela já sabe tudo, pode deixar uma lacuna cheia de distorções no conhecimento dessa filha. A mãe precisa saber qual o &#8220;tudo&#8221; que ela diz conhecer. Qual o tipo de informação que vem adquirindo? Quais as informações que estão erradas? Esse diálogo depende muito mais da própria mãe do que da filha. Se a mãe deseja abertura nesse assunto, precisa sentir-se à vontade para isso.<br />
O que ocorre é que algumas mães ainda têm muita dificuldade em abordar esse tema por se sentirem constrangidas com sua própria sexualidade. Aqui observamos um ponto importante. Espera-se abertura e sinceridade da filha nesse assunto, mas não se admite abertura do lado da mãe.<br />
É exigido sinceridade da filha, mas a mãe tem reservas quanto às perguntas que ela pode fazer. Quer ouvir, mas tem medo de confessar comportamentos ou dúvidas que teve em situações passadas que foram penosas para cobrar sinceridade absoluta nesse momento exige retorno e deve estar preparada para isso. Por causa desse medo, muitas mães deixam de abordar esse assunto, evitando justamente esse retorno que soa como perigoso. É onde têm de dar o primeiro passo, para também obterem algo em troca. A cobrança de sinceridade unilateral pode soar como uma total falta de cumplicidade e unicamente como uma exigência em respeito à sua autoridade.<br />
O mesmo ocorre com a exigência em relação ao envolvimento na igreja e atividades da mesma. É uma fase onde o comportamento da mãe é colocado em xeque. Se ela é uma pessoa que não se envolve e apenas cobra, a filha também não se vê estimulada e muito menos vê coerência nessa cobrança. Notamos que, o comportamento é muito mais do que um exemplo; é um esteio, uma direção marcadamente decisiva nas atitudes dela.</p>
<p>Lembro-me de uma jovem que se ressentia da atitude da mãe, por achar que esta era indiferente e desinteressada com sua vida. Por outro lado, descobriu-se que a mãe ressentia-se por achar que a filha não se abria com ela, demonstrando falta de confiança e auto-suficiência em resolver suas próprias coisas. Cada uma possuía suas razões e ambas, de certa maneira, estavam certas, imaginando a razão da atitude da outra. Imaginar muitas vezes é o nosso maior erro. E maior ainda nossa responsabilidade, como mãe, em saber que isso é algo que pode acontecer e que depende de nós tomarmos a iniciativa de confrontar o real com o irreal (aquilo que imagino).<br />
O tempo gasto nesse relacionamento é determinante para solidificar a confiança entre cada uma. Mas, aqui, tempo gasto não significa horas de conversa sobre temas banais, e sim a intimidade dessa conversa. A mãe que trabalha em casa pode não ter tempo disponível para separar um tempo e trocar informações efetivas. Passar horas circulando sobre o mesmo teto não significa estar junto, nem significa fazer companhia. A mensagem cifrada de &#8220;eu cuido da sua roupa, da sua comida, seu sustento e isso quer dizer que eu me preocupo com você&#8221; pode ser traduzida como: &#8220;você só se interessa em cuidar da casa, em manter suas coisas em ordem e não está preocupada comigo.&#8221;<br />
Como essa relação pode ser melhorada? Uma pergunta que nos ajuda é: Como foi o meu relacionamento com a minha mãe? E a partir desta pergunta questionar:</p>
<ul>
<li>Foi algo que eu gostaria que se repetisse com minha filha? (Uma boa ponte para fazermos é um julgamento adequado de nossa relação atual com nossa filha e pensarmos no tipo de relação que tivemos ou ainda temos com nossa mãe).</li>
<li>Quais os pontos que mais me atrapalharam?</li>
<li>Os que mais me prejudicaram?</li>
<li>Onde eu gostaria que tivesse sido diferente?</li>
<li>O que eu gostaria de mudar?</li>
<li>Do que eu mais gostava?</li>
<li>Esses pontos aparecem na minha relação atual com minha filha?</li>
</ul>
<p><strong>Esta avaliação é importante porque, em relação a filhos, sempre fazemos um dos dois movimentos: repetimos com eles o que recebemos ou restauramos, isto é, modificamos.</strong> Portanto, com nossa filha, corremos o risco de repetirmos o mesmo comportamento que nossa mãe teve conosco. Como certa mãe uma vez contou para mim: “Minha mãe era uma pessoa distante, que não costumava me ouvir ou me dar atenção. Só hoje consigo perceber que fiz o mesmo com minha filha. Ela já vive fora de casa e tenho o mesmo tipo de relacionamento com ela; como era entre mim e minha mãe. Estamos distantes e reconheço que raramente sentei-me ao seu lado para ouvi-Ia. Gostaria que tivesse sido diferente &#8230;”.</p>
<p>Por outro lado, já pude ouvir uma mãe que comentou: “Ajudo minhas duas filhas com os filhos delas, porque sei o quanto faz falta uma mãe próxima. A minha nunca me ajudou nos apertos. Achava que eu não poderia ‘encostar’ nela e que era tarefa minha manejar tudo, inclusive meus apertos, porque sair de casa e casar-me tinha sido escolha minha, e não dela. Hoje ajudo o mais que posso minhas filhas e somos muito amigas. Acho que isso fez uma grande diferença”.<br />
Essa mãe estava certa. A atitude de restauração foi a alavanca para sustentar e solidificar a relação. Portanto, comparar nossas gerações pode nos ajudar grandemente e, o mais importante de tudo, é saber que, apesar dos erros, o momento da restauração sempre estará presente a tempo de modificar e consertar esses erros passados.</p>
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		<title>Frustração</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 22:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Frustração]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Saber lidar com a frustração é um ponto decisivo para você ser mais ou menos feliz. Saber lidar com as frustações é importante para você, também, saber lidar com as pessoas e isso inclui relacionamento no trabalho, na família, no casamento, etc&#8230;
A base desse “lidar com a frustação” começa na infância. Ela pode ser moldada, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=89&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_93" class="wp-caption alignleft" style="width: 80px"><a href="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/09/frustration.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-93 " title="Frustração" src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/09/frustration.jpg?w=70&#038;h=96" alt="Lidando com as frustações" width="70" height="96" /></a><p class="wp-caption-text">Lidando com as frustrações</p></div>
<p>Saber <em>lidar com a frustração</em> é um ponto decisivo para você ser mais ou menos feliz. Saber <em>lidar com as frustações</em> é importante para você, também, saber lidar com as pessoas e isso inclui relacionamento no trabalho, na família, no casamento, etc&#8230;</p>
<p>A base desse <strong>“lidar com a frustação”</strong> começa na infância. Ela pode ser moldada, aprendida, exercitada. A criança que recebe tudo o quer, na hora que quer sem o mínimo de esforço; que tem uma mãe que sempre pensa: “Vou proteger para que ele/ela não sofra” e se antecipa para atender essa criança imediatamente, antes que a criança tente fazer por ela própria, que faz todas as vontades, etc&#8230; faz com que essa criança desenvolva uma baixa resistencia à frustração.<br />
Crianças desse tipo, tornam-se  adolescentes voluntariosos, rebeldes e, posterormente,  adultos infantilizados, com problemas de adaptação em diversas áreas.<br />
Há vários níveis de frustração:<span id="more-89"></span></p>
<ul>
<li><strong>Com aquilo que você pode mudar,</strong> como um trabalho, um curso ou um namorado(a). Caso você tenha um nível de frustração saudável, você já sabe que vai encontrar e esbarrar em situações que não gosta, mas nem por isso vai desistir. Muitas vezes, o trabalho não é exatamente o que se esperava, mas é preciso continuar nele até que apareça outro.</li>
</ul>
<p><strong></strong></p>
<ul>
<li><strong>Com aquilo que você não pode mudar mas precisa conviver.<br />
</strong>Esse é o nível mais profundo: o da impossiblidade. Por ex.: o pai ou mãe que se teve, abuso na infancia, etc&#8230; Situações impossívels de serem mudadas, porque fazem parte do passado da pessoa.<br />
Nesse caso, há perguntas que nunca ajudam. Por que eu tive um pai assim? Ou, se eu não tivesse tido uma família assim? Ou, como isso foi acontecer? Portanto: Por que? Se? Como? São perguntas que não modificam seu passado  e paralisam o indivíduo naquele passado.<br />
No entanto, perguntar: ”O que eu faço com tudo isso agora?” Trocando o “Por que?” o “Como?” por “a partir de agora”. Isso possibilita uma mudança para o presente fazendo o resgate da pessoa de seu passado. Permanecer em algum ponto do passado, é adoecedor e angustiante.<br />
Outro ponto esclarecedor: é saber que o IDEAL nem sempre é o REAL. Talvez o real tivesse ter tido uma família equilibrada, saudável, etc&#8230; , mas o real é que, quem sabe, essa família foi muito desestruturada.<br />
Outra coisa ajuda, é perceber que dentro de determinada situação a pessoa deve conviver com aquilo da melhor maneira possível e começar a identificar onde estão as situações que a ajudarão a faze-lo. Portanto, “conviver com isso da melhor maneira possível” é outro gancho que ajuda a caminhar para frente e não ficar preso ao passado, paralisado.<br />
Outra providência: trocar o “Por que?” pelo “para que?”.<br />
Situações mudam quando voce troca a frase, como por ex.: Por que eu tive um pai alcóolatra que era tão agressivo com minha família? Para que eu tive um pai&#8230;<br />
Suas respostas serão inúmeras e sempre voltadas para um caminhar à frente. Talvez, para você perceber que o excesso de bebida poderá destruir uma família inteira ou que você precisará observar seu comportamento frente à bebida, etc&#8230;</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li><strong>O nível limiar e tênue tão dificil  de lidar como o acima, pois trata-se da frustração vs. acomodação.</strong> A pessoa pode permanecer num trabalho  com todas as dificuldades, reconhecendo que decididamente não gosta e não aventura-se em mudar, pois “afinal, todos os trabalhos são assim mesmo”. Existe uma linha muito tênue entre acomodação e a alta resistencia à frustação.<br />
Uma resistencia à frustração pode ser muito bom mas uma acomodação de nível muito alta, pode não ser muito saudável.<br />
Exemplo desse tipo, são pessoas que abrem mão do que queriam, de fato, para ficarem com algo que “não era exatamente o que queriam, mas que serve de qualquer maneira”.<br />
Talvez, a roupa que gostou não é a do seu tamanho, mas como não tinha&#8230; você leva um número acima.<br />
Pensar no seu <strong>“alvo”</strong> poderá ajudar nessa situação. Caso seu alvo esteja muito distante daquilo que você está vivendo e você insiste em permanecer nesta condição atual, talvez você esteja na “acomodação”. Na acomodação o indivíduo pode movimentar-se, ainda que seja pouco, mas não se movimenta. A pergunta é: Se você fizer alguma coisa, você se aproxima do seu alvo?</li>
</ul>
<p>A resistencia à frustração ajuda em situações onde a pessoa “por enquanto” não pode sair dela, enquanto caminha para o alvo.<br />
<strong>Onde você se encaixa?</strong></p>
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		<title>Ciúmes: Irmão maior x Irmão menor</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/07/24/ciumes-irmao-maior-x-irmao-menor/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 02:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciúmes]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[É notório que muitos irmãos são verdadeiros amigos, ao passo que alguns, se não são declarados, são camufladamente &#8220;inimigos&#8221;, ou pelo menos adversários. O ciúme entre o irmão mais velho e o irmão mais novo pode chegar a extremos. Precisamos estar atentos e tomar cuidado com nossa atitude como pais. A comparação é uma das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=70&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_75" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/07/irmao-maior-e-menor.jpg"><img class="size-medium wp-image-75  " title="Ciumes entre irmãos" src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/07/irmao-maior-e-menor.jpg?w=210&#038;h=179" alt="ciume" width="210" height="179" /></a><p class="wp-caption-text">Irmão maior:&quot;Quem é este que está no colo de minha mãe?</p></div>
<p>É notório que muitos irmãos são verdadeiros amigos, ao passo que alguns, se não são declarados, são camufladamente &#8220;inimigos&#8221;, ou pelo menos adversários. O ciúme entre o irmão mais velho e o irmão mais novo pode chegar a extremos. Precisamos estar atentos e tomar cuidado com nossa atitude como pais. A comparação é uma das atitudes que devemos evitar. Portanto, avalie qual tem sido seu comportamento em relação à comparação, e esteja pronto para mudar!</p>
<p>Quando pensamos sobre o comportamento entre irmãos, como: ciúme, inveja, rivalidade, competição, etc. , pensamos sempre como comportamentos anormais e negativos. O ciúme, é visto como algo totalmente condenável e proibido entre irmãos, principalmente, em relação ao irmão mais velho, quando nasce o segundo filho.<span id="more-70"></span></p>
<p>Muitos pais chegam mesmo a dizer ao filho, que o ciúme é feio, que não deve nunca existir em relação ao irmãozinho e que esse irmãozinho veio para brincar com ele, ser seu amigo e companheiro nas brincadeiras. Isso é verdade, mas existe também uma outra verdade que nunca dizemos, mas sabemos. Esse irmão veio para dividir com ele o amor da mãe, do pai, dividir a casa, às vezes o quarto, os brinquedos, a atenção dos parentes, etc.<br />
A criança percebe essa verdade, no momento em que a mãe chega da maternidade com o bebê no colo. O colo já começa a ser dividido desde então. O ciúme nesse caso, é esperado e, portanto, normal. O anormal seria que esse irmão mais velho não sentisse rivalidade nenhuma por esse bebê que chega e o tratasse amigavelmente. Caso isso acontecesse, poderíamos dizer que essa atitude seria estranha e preocupante porque não faz parte da índole da criança, e que obviamente, ela deveria demonstrar esse ciúme alguns momentos.</p>
<p><strong>Tanto o ciúme quanto a inveja, quando intensos, são fonte de grande ansiedade.</strong> O ciúme na criança, quando não é muito forte, é característica normal da persona1idade. Envolve rivalidade sadia e quando surge no relacionamento com irmãos, é um treino preparatório da fase competitiva, que mais tarde ela precisará enfrentar no ambiente social e profissional.<br />
<strong>As manifestações mais comuns do ciúme são a hostilidade e o ódio.</strong> A hostilidade pode oscilar entre leves manifestações de implicância e pequenas agressões até uma completa intolerância para suportar a presença do irmão; onde o desejo é o de “eliminar” o objeto odiado.<br />
<strong>O ciúme pode, também, se manifestar de maneira indireta:</strong>a criança experimenta ansiedades, dirigindo sua hostilidade abertamente contra o irmão. Pode voltá-la contra si mesma, ou contra o ambiente.<br />
Pode haver também uma regressão: manha, revolta, agressão contra os pais, inapetência (falta de apetite), fracasso nos estudos ou recusa em crescer (independência). Quando essa fase se estende muito, pode ameaçar o equilíbrio da personalidade infantil, levando a distúrbios, como: sinais de ambivalência e indecisão, dificuldade em tarefas que exijam capacidade de abstração ou chegar a conclusões com clareza.Como característica do comportamento desse irmão ciumento, pode surgir o oposicionismo que é dirigido contra os pais. Por exemplo: os pais gostariam que ele fosse bom aluno, fosse disciplinado, etc. e a criança reage ao contrário, opondo-se a essa expectativa e assim atraindo a atenção tão desejada dos pais.</p>
<p><strong>Existem também os mecanismos passivos: </strong>a criança interioriza sua hostilidade, mas é vítima de maior carga ansiosa. Aparecem os tiques nervosos, a fala “tate-bi-tate” (em idade em que a linguagem já tenha sido estabilizada e a criança já venha se expressando com facilidade). Volta a molhar a cama ou querer que lhe dê comida na boca.</p>
<p><strong>Outra forma passiva, é quando a criança fica apática, apagada, preguiçosa, sem entusiasmo.</strong> Pode bloquear-se afetivamente, sufocando junto com a inveja e o ciúme, o amor. Deixa de ter reações amorosas com familiares e irmãos. Desde que a afetividade e a inteligência estão intimamente ligadas e interdependentes, a produção e o rendimento dessa criança costuma ser precário.</p>
<p><strong>Outro mecanismo passivo, é a própria desvalorização.</strong> A criança acha-se inferior e, portanto, se anula. Essa atitude determina reações depressivas que são autodestrutivas. Deve-se, nesse momento, canalizar essa agressividade adequadamente, valorizando seus sucessos numa escolinha de natação, ou outra atividade qualquer onde a criança se destaque com desenvoltura. Ela deve ser estimulada a fazer novas amizades e a freqüentar outros lugares diferentes daqueles do irmão. As comparações, obviamente, devem ser evitadas. Inevitavelmente, elas ocorrerão, mas espera-se, vindas de fora.Dizer que um dos irmãos é mais inteligente, mais carinhoso, etc., não servirá de estimulo ao outro irmão; muito pelo contrário, só fará com que ele se sinta humilhado e inferiorizado. Mais tarde, é provável que se torne num adulto que se julgue pouco inteligente ou pouco afetuoso, bloqueando-se nessas áreas; o que não é incomum. Com freqüência encontramos adultos ou adolescentes que se julgam feios, incapazes ou pouco criativos porque sempre foram comparados ao irmão. <strong>Comparações desse tipo minam traços do caráter da criança e podam seu desenvolvimento.</strong></p>
<p><strong>Outra situação de rivalidade pode surgir, quando um filho é mais rebelde do que o outro. </strong>O rebelde é sempre alvo de maior controle em relação a estudo, tipos de brincadeiras e raramente é deixado sozinho por muito tempo. O outro filho sente-se rejeitado e pouco importante. <strong>O filho que não dá trabalho, que é responsável, que é dócil, deve receber a mesma atenção cuidadosa, com tempo especial também para conversas e brincadeiras.</strong></p>
<p>Não quero dizer que o ciúme e a inveja precisem ser apagados e impossibilitados de aparecerem. Em diferentes situações eles aparecerão, mas bem solucionados não trarão conseqüências desastrosas como as acima.</p>
<p><strong>Como podem ser bem solucionadas?</strong><br />
Uma solução, está no que se refere às personalidades dos filhos.</p>
<p><strong>Os pais devem identificar e realçar as características positivas de cada um.</strong></p>
<p><strong>As habilidades e talentos devem ser sempre valorizados e nunca comparados.</strong></p>
<p>Quando um dos filhos é mais carinhoso, mais amoroso com os pais, geralmente os conquista com mais facilidade. Os pais se “derramam” na resposta desse afeto e tendem a comparar tal procedimento com a frieza e distância do outro filho. Essa característica, quando é observada por familiares e amigos, em vez de estimular essa afetividade, só ajuda a reprimi-la.</p>
<p><strong>Lembre-se que, a habilidade e o equilíbrio de elogios e estímulos, é uma excelente alavanca para fortalecer e ajudar os filhos a suportarem suas diferenças.</strong></p>
<p><strong></strong>Artigo publicado originalmente na revista Casal Feliz (Ano XII – no.46)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artigosdepsicologia.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=70&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Intimidade Sexual no Casamento</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 21:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas pessoas pensam que basta estarem casadas para que a intimidade sexual seja completa e franca. Depois de alguns meses ou anos de casamento, percebem que não é bem assim. Aquilo que parecia ser fácil e que poderia vir com naturalidade, de repente, estancou e não houve mais progresso.
A espontaneidade de falar sobre determinados pontos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=64&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Muitas pessoas pensam que basta estarem casadas para que a intimidade sexual seja completa e franca. Depois de alguns meses ou anos de casamento, percebem que não é bem assim. Aquilo que parecia ser fácil e que poderia vir com naturalidade, de repente, estancou e não houve mais progresso.</p>
<p>A espontaneidade de falar sobre determinados pontos dessa intimidade torna-se difícil para alguns casais.<br />
Devemos pensar, no entanto, que da mesma maneira que desenvolvemos uma certa intimidade nas amizades e relacionamentos, também o fazemos na área sexual. Ou seja, a conversa, as confidências e o toque são fundamentais. Mas, uma das maiores dificuldades é a abordagem do assunto.<span id="more-64"></span></p>
<p>Como e quando começar essa abordagem? Um dos momentos mais propícios é naturalmente nos minutos que precedem a relação (no momento do toque, quando cada um pode dizer ou indicar as áreas que mais lhe excitam; que mais lhe dão prazer).</p>
<p>Muitos maridos desconhecem as áreas erógenas da mulher, tendo apenas um conhecimento geral do assunto. No entanto, sabemos que cada mulher é diferente. Algumas, na própria relação, sentem-se mais à vontade assumindo determinadas posições que outras. Adivinhar não faz parte da habilidade do parceiro. É necessário conversar sobre isso. Percebo que uma grande dificuldade também vem da educação de algumas mulheres. Algumas receberam uma orientação sexual rígida, distorcida, e muitas desconhecem a anatomia do próprio corpo, o que dificulta tremendamente a conquista do prazer.</p>
<p>Na grande virada do movimento feminista, quando foi alardeado que o orgasmo não era só privilégio dos homens, as mulheres automaticamente impuseram-se ter orgasmos a cada relação. Muitas porém não o conseguiam e isso as tornava insatisfeitas ou pior, imaginando que havia algo errado com elas. Os maridos, por sua vez, sentiam-se culpados por não saberem levá-las sempre ao orgasmo. Mais tarde, em pesquisas, descobriu-se que não é em toda relação sexual que a mulher atinge o orgasmo (pelo menos isso acontece com a grande maioria delas).</p>
<p>Portanto, três pontos são importantes para desenvolver essa intimidade:<br />
a) conhecimento do próprio corpo, b) conhecimento sobre sexualidade e c) diálogo.</p>
<p>Lembro-me de duas moças na faixa de seus vinte anos, universitárias, onde o problema estava justamente num dos pontos acima. Ambas solteiras, a primeira confundia a função do clitóris com a da uretra e desconhecia que a grande maioria das mulheres atinge orgasmo através da manipulação clitoriana. A segunda perguntou-me se, na noite do casamento, teria de ficar de camisola e toda coberta na relação sexual. Novamente a rígida educação sexual vinda da família, igreja etc.</p>
<p>Percebo o quanto de desconhecimento ainda existe mesmo com as inúmeras palestras, revistas e estudos sobre sexo. Em algumas igrejas, o assunto ainda é tabu. A vergonha do próprio corpo e da nudez frente ao parceiro é mais comum do que se imagina.</p>
<p>Outra dificuldade está quando o marido aprecia determinadas carícias ou posições e a esposa não &#8212; esse é um momento perigoso. Deixar de viver um desejo, licitamente permitido, e não poder fazê-lo porque a esposa se sente constrangida ou com vergonha, com certeza leva o marido à frustração. A chave seria cada um ceder, pelo menos um pouco, a favor do outro. Perceber que o outro se sente satisfeito e completo quando me aventuro a ceder significa que a relação também poderá ser satisfatória, porque nesse momento somos um só. &#8220;Uma só carne&#8221;, na liguagem bíblica. &#8220;Um só&#8221; &#8211; significa, também, que o prazer do outro também é o meu prazer. Mas, para isso, preciso ceder. Se for possível para mim fazê-lo em determinados pontos, sei que o parceiro também poderá ceder um pouco a meu favor. Estaremos assim no meio do caminho, sem o perigo das frustrações.</p>
<p>Alguns pontos bem mais sérios impedem que a relação sexual seja totalmente satisfatória. Lembro-me de uma moça que ao se casar descobriu que tinha frigidez sexual e, portanto, não gostava e não sentia prazer na relação, passando a evitá-la sistematicamente. Enquanto estava em tratamento, o que deveria surtir um resultado a longo prazo, percebeu que a insatisfação por parte do marido e seu mau humor  acentuavam-se a cada dia. Seu descontentamento não se limitava mais somente à relação em si, mas estendia-se também ao trabalho, à casa, à família e a outros pontos. Era evidente a raiz do problema. Decidiu contar-lhe o que se passava e como não lhe era doloroso ter relação, resolveu ceder algumas vezes. O marido caminhou sua parte, não lhe pressionando sistematicamente como fazia antes, e assim, os dois conseguiram ir até o meio do caminho. Ela teve filhos, podendo preencher o lado maternal, que obviamente era igual ao de todas as mães. A satisfação do marido pôde ser recuperada nas outras áreas, pois a raiz do problema tinha sido parcialmente solucionada.<br />
Prazer completo na relação ela continuava a não ter, mas tinha prazer no relacionamento afetivo com seu marido. Creio que o importante, nesse caso, foi a resolução da esposa em admitir contar ao marido o que se passava com ela. Esconder ou &#8220;fazer de conta&#8221; seria o pior para ambos. Novamente, o diálogo aqui foi fundamental.</p>
<p>Discutir, ler e conhecer mais sobre o assunto é a única maneira de se conseguir desenvolver essa intimidade e conhecer mais sobre as dificuldades e desejos do parceiro. Isso faz com que cada um se sinta mais à vontade e com menos constrangimento para poder se chegar no passo seguinte: colocar em prática o que foi conversado.</p>
<p>Artigo publicado originalmente em Casal Feliz (Ano IX &#8211; No. 33)</p>
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		<title>A Comunicação Não Verbal</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/06/05/a-comunicacao-nao-verbal/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 16:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A comunicação não verbal, que acompanha o homem desde o seu nascimento, aparece através de gestos, olhares, toques e é tão essencial quanto a verbalização, pois através dela consegue-se transmitir a rejeição, o afeto, a empatia, o descaso e naturalmente o amor.
Em diversas passagens da Bíblia podemos encontrar a comunicação não verbal. Em João 13:23 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=59&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" style="float:left;border:10px solid black;margin:10px;" src="http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/06/keep-silence.jpg?w=100&#038;h=100" alt="" width="100" height="100" />A comunicação não verbal, que acompanha o homem desde o seu nascimento, aparece através de gestos, olhares, toques e é tão essencial quanto a verbalização, pois através dela consegue-se transmitir a rejeição, o afeto, a empatia, o descaso e naturalmente o amor.<span id="more-59"></span></p>
<p>Em diversas passagens da Bíblia podemos encontrar a comunicação não verbal. Em João 13:23 vemos o “discípulo amado” aconchegado a Jesus, demonstrando afinidade e confiança n&#8217;Aquele que estava a seu lado. Igualmente em Marcos 14:3-9 vemos a atitude a mulher que leva um vaso de alabastro com perfume de nardo puro quebrando-o e derramando-o sobre a cabeça de Jesus. Mensagem transmitida pela mulher, porém, foi compreendida somente por Jesus, pois os que estavam ao redor diziam: “Para que este desperdício de bálsamo tão caro?&#8221;.<br />
Há também a mulher que lava os pés de Jesus secando-os com os cabelos, demonstrando reconhecimento da pessoa de Jesus.<br />
No dia-a-dia impregnamos nossa realidade com esse tipo de comunicação. Desse modo, tanto na amizade como na vida a dois, ela interfere no relacionamento, fazendo parte de um conjunto de mensagens codificadas através das quais nos expressamos.<br />
No casamento é comum um dos parceiros transmitir sua insatisfação e frustração através da comunicação não verbal.</p>
<p><strong>FALANDO POR MEIO DO SILÊNCIO</strong></p>
<p>O silêncio é um dos preferidos. Através dele,  tento mostrar minha irritação ou descontentamento por algo que houve. Caso meu cônjuge não perceba que algo anda errado, minha insatisfação é maior ainda. Para muitos, o marido ou esposa teria a obrigação de “entender” essa minha atitude. Se me calo, essa pessoa que está comigo, teria que adivinhar o que está atrás desse meu silêncio. À medida que passa o tempo e isso não é percebido, meu silêncio agora tem outro objetivo que é a punição. Propositadamente, eu agora me calo porque ele não foi capaz de entender o fato real que me levou àquela postura. Para o cônjuge, viver esta situação é agonizante, pois é exigida uma mente telepata, sobrenatural.</p>
<p><strong>A ARMA DA INDIFERENÇA</strong></p>
<p>A indiferença aparece também como uma outra forma de comunicação não verbal. O cônjuge torna-se indiferente em re1ação aos assuntos da casa, das crianças, da intimidade sexual, etc. Este último, comumente usado pela mulher quando tenta dizer que algo anda mal. O homem geralmente usa seu horário de chegada do trabalho como sinalizador igualmente importante. “Chego tarde porque é melhor ficar no trabalho do que em casa entrando em choque na tentativa de entender-me com ela. Pelo menos no trabalho consigo evitar essa atitude tão desgastante.”</p>
<p>Os amigos também são usados nessas circunstâncias: “Já que é difícil ficarmos juntos, o melhor é estarmos rodeados de amigos o tempo todo”. Neste caso, usa-se o amigo como escudo para preencher o tempo que provavelmente seria passado com o cônjuge.<br />
Uma hiper-atividade solitária também é uma maneira de demonstrar que algo anda mal, ou seja, preencher todo o tempo sem incluir o companheiro. A afetividade também fica bloqueada, resultante dessa situação vivida.</p>
<p><strong>A COMUNICACÃO NÃO VERBAL QUE FORTALECE A RELAÇÃO</strong></p>
<p>Naturalmente esses são tipos de comunicação não verbal destrutivas, que empurram a situação não resolvida para adiante, protelando-a indefinidamente, minando a relação amadurecida e adulta. O lado amadurecido tem como conseqüência uma comunicação que fortalece a auto-confiança e a segurança do casal.</p>
<p>O olhar de cumplicidade e de incentivo enquadra-se na comunicação não verbal positiva</p>
<p>O marido que separa tempo para estarem casa ou sair com a esposa, está dizendo que mesmo dentro do intrincado esquema de trabalho essa convivência faz parte de suas prioridades.<br />
O olhar de cumplicidade e de incentivo também se enquadra nesta positividade da comunicação não verbal. O momento da dor é especialmente impregnado dessa atitude. O toque momentâneo ou prolongado, a simples presença. mesmo no silêncio, funcionam como uma alavanca para o fortalecimento pessoal.</p>
<p>Não podemos nos esquecer, no entanto, que a verba1ização é igualmente importante. À medida que falo sobre meus sentimentos, sobre aquilo que me incomodou e que não foi suficientemente explicado e resolvido, fortaleço meu entendimento com meu cônjuge e posso confirmar ou não aquilo que foi interpretado por ele na minha comunicação não verbal. Minha atitude de silêncio muitas vezes não significa que escondo algo por trás dela. No entanto, as falsas interpretações podem acumular de fantasmas a imaginação do outro, o que seria igualmente complicado na relação.<br />
Por isso, necessito deixar claras minhas atitudes e expressar-me sem rodeios, destruindo assim os fantasmas antes que se tornem grandes e imbatíveis.</p>
<p>Publicado originalmente na Revista Casal Feliz (Ano V &#8211; No.22)</p>
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		<item>
		<title>O Casamento e a Família do Conjuge</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 02:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Como cada pessoa pode identificar aquilo que é trazido da sua família de origem e que passa a ser integrado à nova relação a dois após o casamento? Quais são as maiores áreas que dificultam e interferem? Que atitudes os casais devem adotar neste momento para salvar o relacionamento conjugal sem que cada um perca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=58&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como cada pessoa pode identificar aquilo que é trazido da sua família de origem e que passa a ser integrado à nova relação a dois após o casamento? Quais são as maiores áreas que dificultam e interferem? Que atitudes os casais devem adotar neste momento para salvar o relacionamento conjugal sem que cada um perca a sua individualidade?</p>
<p><span id="more-58"></span></p>
<p>Cada pessoa precisa aprender a livrar-se das cópias para poder entrar num novo relacionamento, mas nunca irá deixar a sua individualidade. É algo que precisa ser mantida todo o tempo do casamento. Essa individualidade deverá ser preservada e não castrada. O casamento é uma nova etapa da vida a dois onde as influências da vida de solteiro não desaparecem, antes precisam entrar em um novo ritmo.</p>
<p>De vez em quando, somos surpreendidos por estarmos agindo da mesma maneira que nossos pais em relação aos filhos e marido. Tenho uma amiga que ao casar queria manter o mesmo ritmo da casa de seus pais nos horários das refeições e outros detalhes. Sempre que a encontrava ela reclamava que o seu esposo não cooperava e ainda por cima ficava dizendo a todo instante que ela era a “cópia xerox” de sua mãe. Isso a deixava extremamente triste e magoada.</p>
<p> </p>
<p>As figuras paternas podem ter grande poder de decisão na escolha do parceiro (a). Podemos perceber a influência que essas figuras de pai e mãe exercem até na escolha do companheiro. Por exemplo, uma moça que teve um pai autoritário e agressivo, que sempre estava em desacordo com suas decisões, provavelmente buscará um marido que seja dócil e acessível, uma personalidade oposta a seu pai.</p>
<p>A dificuldade porém surgirá depois, na hora de lidar com tais características.</p>
<p> </p>
<p>Se uma outra moça, que teve um pai que interferia em tudo desde que curso fazer até os tipos de amizade e namorado com os quais deveria se relacionar; quando finalmente libertar-se deste vínculo paterno partindo para o seu casamento, provavelmente, manifestará uma atitude de total resistência a qualquer tipo de controle, não admitindo quaisquer interferências em sua vida. Ou então, no momento da transição pai-marido, em que poderá finalmente ver-se com liberdade de escolha, a jovem simplesmente não saberá lidar com essa liberdade. O que escolher? Como se organizar? A cobrança, então, cairá em cima do marido. Ele deverá ser capaz de decidir em todas as áreas. A expectativa é que ele se comporte exatamente como seu pai.</p>
<p> </p>
<p>Quanto ao homem, quando a mãe é vista como uma mulher muito abnegada, sem direito a aspirações pessoais por causa da família; o rapaz vê-se num compromisso de amenizar o &#8220;sofrimento&#8221; da mulher poupando-a de toda sorte de trabalho em casa e mais tarde com os filhos. Outra atitude poderá ser de achar que a esposa deva ser uma cópia fiel de sua mãe dedicando-se exclusivamente ao lar.</p>
<p> </p>
<p>As interferências das vivências anteriores que cada um carrega ao longo de suas vidas, marcam e exercem um importante papel na vida futura. E não poderia ser diferente. Afinal, a história de vida de cada um é escrita com muitos detalhes, minúcias, carregadas de sentimentos que não poderiam, de uma hora para outra, serem apagadas e simplesmente começar do zero.</p>
<p>O dar-se no casamento, diz respeito também a ceder espaço para que o outro possa transitar de modo livre e verdadeiramente sentir-se à vontade dentro dessa nova união. Não tolhido e subjugado aos desejos e caprichos do outro.</p>
<p>À medida que essa compreensão vai sendo estabelecida a relação torna-se tranqüila, leve e principalmente adulta.</p>
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		<item>
		<title>Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1</title>
		<link>http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/01/09/pais-que-projetam-seus-sonhos-nos-filhos-%e2%80%93-parte-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilena Teixeira Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Enganos]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes &#8230;
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artigosdepsicologia.wordpress.com&blog=1635448&post=54&subd=artigosdepsicologia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?<br />
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes &#8230;<br />
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos com a decisão escolhida.</p>
<p><span id="more-54"></span></p>
<p>Quando começamos a pensar sobre o relacionamento de pais e filhos verificamos logo a importância da nossa conduta, como pais, em relação a eles. O que eu, como pai ou mãe, posso construir nessa personalidade, e o que posso destruir também? Onde eu incentivo, estimulo, e onde eu debilito, enfraqueço? O que eu posso determinar, alterar, etc &#8230; ?<br />
Será que eu sou o tipo de pessoa que elogia, valoriza as coisas que esse filho consegue fazer com esforço, ou acho que ele tem sempre que fazer o melhor possível. porque essa é a obrigação dele? Eu posso ser uma pessoa que tem uma visão meio depreciadora, onde só identifico traços negativos nele.<br />
Essa situação pode parecer meio distante, mas para você entender melhor, é só pensar no tipo de pai ou mãe que teve. O que você ouvia? O que você recebia deles? Dependendo da educação que teve, <strong>você pode desenvolver duas posições</strong>: <em><strong>ou você repete</strong></em> com seus filhos tudo aquilo que recebeu, <em><strong>ou restaura</strong></em>, isto é, muda, corrige, melhora.<br />
Se, por exemplo, você teve um pai muito repressor, muito castrador, pode perfeitamente repetir esse tipo de comportamento com seu filho, mesmo que não tenha gostado e tenha sofrido um pouco com isso.<br />
É o famoso conceito: &#8220;Se eu passei por aquilo, meu filho também pode passar&#8221;. Se você restaura, passa a ser mais liberal. Mais interessante, é que não importa muito o grau de cultura, nível social, etc &#8230; Nesse momento, o que surge, é a vivência e essa vivência passa por cima de muita coisa.<br />
A pessoa que repete ou restaura, de um modo adequado ou inadequado, sente-se realizada, com a sensação de dever cumprido. O perigo surge quando você então, começa a querer se auto-realizar nos filhos e a projetar neles todas as suas aspirações e sonhos. Muitas vezes se trata de uma repetição. Aquilo que você não pôde fazer, de repente, seu filho pode.</p>
<p>Talvez você tenha tido vontade de ser médico e não pôde, mas vê no seu filho essa possibilidade. A pergunta chave é se na verdade, você também não foi projeto dos sonhos de seus pais. Até que ponto suas escolhas foram suas, ou você simplesmente acolheu e aceitou escolhas dele? Será que seu pai fez escolhas no seu lugar, tentando reviver aspirações dele? Talvez uma profissão, um lugar para morar, ou um marido &#8230; Dessa forma você estaria repetindo essa projeção no filho.</p>
<p>Lembro de um paciente que era da polícia, e que de uma maneira muito sentida e realmente magoado contou-me : &#8220;Sabe por que eu sou da polícia? Por que um dia, o vizinho bateu à porta da minha mãe para mostrar-lhe a farda, dizendo que tinha entrado para a polícia. Minha mãe, toda impressionada, disse que seu filho mais velho (eu), também entraria para a polícia. Sendo ela viúva e desamparada, não tive muita escolha, porque não podia desiludir minha mãe. Hoje sei que não é isso que quero, não é o que gosto de fazer, mas não sei nem se tenho meios de sair disso agora, ou mesmo se posso sair, estando casado, com 2 filhos &#8230; &#8220;<br />
Era um rapaz jovem, porém triste e desiludido, frustrado e sem ânimo pela vida. Vivendo um sonho não dele, mas de sua mãe. Seguindo um caminho não dele, mas de sua mãe.</p>
<p>Lembro de outro rapaz também jovem, casado, com filhos, formado em engenharia por &#8220;escolha&#8221; de seu pai, mas que na verdade queria ser arquiteto. À certa altura da vida, não conseguindo mais prosseguir com sua frustração, rompe com tudo e recomeça sua vida profissional naquilo que mais queria, passando por cima de todas as dificuldades e pressões da família.</p>
<p>Se você passou por esse tipo de situação e se tem uma tendência a repetir nos filhos a educação que recebeu, então o cuidado nessa área deve ser dobrado, porque em algum momento, suas escolhas podem começar a ser empurradas em direção aos filhos. De uma maneira sutil, você pode introduzir essas aspirações pessoais neles. Será que você está preparado para ouvir seu filho dizer que quer ser missionário?</p>
<p>Outra situação que me recordo, foi quando um pai levou seu filho para visitar seu escritório de advocacia, com intenções de que o mesmo se interessasse em seguir sua profissão. Durante a visita, enquanto o pai se detinha em cada aspecto da sala, mostrando as estantes, a mobília, etc &#8230; , ao virar-se viu que o filho estava entretido com uma revista Quatro Rodas, e absorto completamente nas fotos dos carros nem se quer escutava o que ele falava. Mais tarde, este comentaria: &#8220;Estive mostrando o escritório para mim mesmo, empolgado com meus negócios e minha profissão. A cada vez que entro em minha sala, fico entusiasmado com a nova arrumação. Quando percebi que uma revista chamava mais a atenção de meu filho, só então identifiquei a realidade que sempre desejei não ver. Para dizer a verdade, fiquei frustrado!&#8221;.<br />
Entendo a frustração desse pai, mas percebo, no entanto, como ele próprio conseguiu detectar a posição do filho e converter o caminho. Em alguns casos, essa conversão é feita, mas em outros, mesmo sabendo que o filho deseja tomar outro caminho, muitos pais não se conformam com tal decisão.<br />
Se você trilha hoje, um caminho escolhido por seu pai ou mãe, com certeza terá mais dificuldade em &#8220;abrir mão&#8221; do seu sonho, saindo do esquema de repetição nos filhos.</p>
<p>Projetar nossos sonho neles, não se restringe somente à área da profissão. O desejo que tem uma mãe de ver sua filha independente financeiramente, ou solteira, revela muitas vezes o desconforto em que ela vive na vida da casada e totalmente dependente do marido. Talvez queira reviver na filha o que ela nunca conseguiu. Outro exemplo, é quando a filha interrompe o trabalho por motivo de casamento ou nascimento dos filhos, e isso é visto com revolta e frustração. Algumas vezes, essa situação é até muito bem aceita pela filha, que decide dar uma pausa no trabalho para a educação do bebê e no entanto a mãe encara como um momento de poda no trabalho e realização profissional, lembrando ela mesma do momento em que teve de abrir mão de sua carreira para estar com os filhos e nunca mais retomou. Esse choque de opiniões e desejos, tumultua a relação. </p>
<p>Continua em <a href="http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/01/09/pais-que-projetam-seus-sonhos-nos-filhos-–-parte-2/" target="_blank">Pais que projetam seus sonhos nos filhos &#8211; Parte2 &#8230;</a></p>
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