Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 2
… Continuação de Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1
Podemos incluir aqui também, a escolha de amigos. Pais que tinham grande dificuldade em andar com turmas, tendo preferência por um ou dois amigos íntimos, não conseguem aceitar com facilidade essa turma numerosa do filho. A agitação em casa é maior quando esses amigos chegam, o barulho é atordoante, etc …
A tendência, então, dos pais é “escolher” determinados amigos, elogiando-os, e buscando defeitos nos demais. Criticam a bagunça da turma, e sempre que podem, enaltecem a importância de ter apenas um amigo íntimo, mas sempre presente e fiel. Falam da qualidade e da quantidade, sabendo perfeitamente como fortalecer e induzir o filho a ter determinada escolha. Minha vontade aqui, é que eles vivam aquilo que vivi, tratando-se também de uma projeção.
Como detectar esse mecanismo em nós? O primeiro movimento, é olharmos o tipo de vida que tivemos junto a nossos pais, verificando se nossas escolhas e projetos foram, realmente, eleitos por nós ou não. Podemos então ter uma visão mais ampla de como anda nosso comportamento em relação aos filhos.
Fofoca
A fofoca eletrônica incorporou-se no nosso cotidiano sorrateira e sutilmente (aliás, como tudo).
Voltemos ao “século passado”: cidade pequena, sem TV, sem o afã da mulher no trabalho fora de casa, sem grades nas varandas e sem edifícios gradeados, calçadas sem carros, poucas bicicletas, charretes, etc… durante o dia ou à noite, havia sempre aquele intervalo do “nada pra fazer” e uma fugidinha à janela para ver o povo passar.
Pessoas caminhando pela calçada e aquela conversa sobre o “fulano” que acabou de chegar na cidade, ou o outro que rompeu o noivado, ou a outra que mudou de casa e num instante já se sabe um pouco mais daquela vizinhança. À noite então, com as cadeiras na calçada, voltas pela praça e mais notícias fresquinhas. Tudo se sabe e tudo se quer saber… Coisas de cidade pequena! Clique aqui e leia mais…
O Medo do medo
Medo de ir, medo de sair, medo de uma consulta, medo de sofrer, medo de se envolver e sofrer, medo de preconceito, medo de fracassar, medo de não ser aceito, etc..etc… Não são os medos previsíveis, reais e sim os medos possíveis que nos fazem perder a noção da realidade, que nos paralisam, que dificultam nossa vida e nossas decisões. Clique aqui e leia mais…
Castração
Castração emocional, castração profissional, castração intelecutal, sexual, etc…
Modalidades de castração que podem ocorrer na nossa infância, adolescência ou fase adulta. Se ocorrem na infância podem causar prejuízos enormes e desconsertantes para o resto da vida. Podemos fazer isso inúmeras vezes com colegas ou filhos numa projeção daquilo que fomos vítimas um dia. Clique aqui e leia mais…
Mecanismos de Defesa
Para Freud, o aparelho psíquico encontra-se bombardeado frequentemente por conflitos e situações que provocam ansiedade. Nosso psiquismo ameaçado, buscando afastar ou eliminar essa ansiedade, encontraria então meios de lidar com essa situação. Esses “meios” seriam então os Mecanismos de Defesa que surgem em pessoas saudáveis, mas que em excesso, são indicadores de sintomas neuróticos.
São eles: Racionalização, Identificação, Negação, Repressão, Projeção, Regressão, Sublimação, Formação Reativa, Deslocamento, Introjeção e Compensação.
Ciladas
Um caso difícil: uma pessoa casada com alcoólatra ou com marido agressor, vivendo vários anos cuidando e tentando minimizar as seqüelas dessa condição, consegue desvencilhar-se desse parceiro pondo fim à essa relação. Solução que muitas vezes trata-se de um escape à sobrevivência dessa pessoa que se encontra no extremo da exaustão emocional. Passam-se os anos e esta mesma pessoa encontra outro parceiro que por “coincidência” apresenta o mesmo quadro de alcoolismo ou o mesmo caráter agressivo. Clique aqui e leia mais…
Comportamento entre Irmãos – 1
Quando pensamos sobre o comportamento entre irmãos, coisas como ciúme, inveja, rivalidade, competição, etc., pensamos sempre como comportamentos anormais e negativos. O ciúme é visto como algo totalmente condenável e proibido entre irmãos, principalmente em relação ao irmão mais velho, quando nasce o segundo filho. Clique aqui e leia mais…
Comportamento entre irmãos – 2
Continuação de Comportamento entre irmãos – Parte 1 …
Outro mecanismo passivo, é a própria desvalorização. A criança acha-se inferior e, portanto, se anula. Essa atitude determina reações depressivas que são auto-destrutivas.
Deve-se nesse momento canalizar essa agressividade adequadamente, valorizando seus sucessos numa escolinha de natação, ou outra atividade qualquer onde a criança se destaque com desenvoltura. Ela deve ser estimulada a fazer novas amizades e a freqüentar outros lugares diferentes daqueles do irmão. As comparações obviamente devem ser evitadas. Inevitavelmente elas ocorrerão, mas, espera-se, vindas de fora. Clique aqui e leia mais…