Menos Conversa e Mais Atitude/Ação

Mesas de debates, reuniões de discussões, mas apenas… discussões. A crítica faz parte desta investigação e, também, se espera  resultados, obviamente. 

Adolescentes que “prometem” mudanças, maridos que igualmente “prometem” não beber mais, não agredir mais, esposas que falam em não controlar mais, não  exigir demais… e tudo permanece na conversa e as atitudes, principal mola de mudança genuína, não acontecem.

Permanecemos num estado de letargia quanto às mudanças e não assumimos atitudes que venham, de fato, a promover transformações efetivas.

O congelamento de nossa atitude se assenta num comodismo extremo,  numa inércia, enquanto se segue falando, numa tentativa de convencimento, sem contudo levar a algum resultado. 

Em todos os segmentos de nossa sociedade observamos isso claramente, mas a raiz de todas as coisas está dentro de nós mesmos.

Mudanças são complicadas, difíceis, exigem força de vontade e sobretudo uma percepção aguçada e de um amadurecimento que antecipa uma mudança para melhor e não para pior. Críticas são inócuas se o agir não vier a acontecer. 

Essa inércia prejudica os relacionamentos, seja na vida afetiva, familiar, profissional e amizades.

Esse é um alerta para que você avalie naquilo que precisa mudar de fato e abandonar de vez a “verborragia”, as discussões infundadas e os planejamentos infrutíferos.

Se sempre foi assim, NÃO precisa continuar sendo…

Esse é o  “chavão” sempre ouvido nas sessões de terapia, também, fora dela.
“Sempre fiz assim.”
“Meu comportamento é sempre esse.”
“Não consigo mudar porque sempre fui assim.”
“Fui criado dessa maneira.”
“Meu pai era assim e agia assim, minha mãe, idem.”
“Há anos  que faço dessa maneira.”
Etc., etc…
São adultos e não jovens ou crianças que, depois de alguns anos, percebem determinados comportamentos repetitivos que causam problemas e até terminam relacionamentos. São comportamentos de possessividade, de controlar o outro, sensação de incompetência, negativismo, críticas constantes e poucos elogios, interferindo tanto na vida profissional, como na familiar e na sentimental.
Saiba, no entanto, que a fase adulta é a fase, ou deveria ser, da consciência, do desenvolvimento do autoconhecimento e, principalmente, do autocontrole.
Autocontrole é a palavra chave.
Não é a personalidade ou a tendência de comportamento vicioso que você tem, mas O QUE  fazer com ele e como fazê-lo.
Adultos controlam, regulam e, de certa forma, têm o “poder” do fazê-lo.
Essa mente formatada, rígida, inflexível é encontrada em diversas áreas da vida.
Na política, há essa mesma forte tendência, onde se ouve “sempre foi assim e não podemos mudar”, e… nada muda, mesmo.
No entanto, podemos modificar, mudar radicalmente, aumentar, diminuir, acrescentar qualquer coisa, pois o amadurecimento do indivíduo permite isso.
O mais difícil é sair da inércia e perceber, finalmente, que há possibilidade de mudança em nosso comportamento, não importando quanto anos você já tenha vivido dessa maneira.
É claro que quanto mais cedo  se percebe que há possibilidade de mudanças, mais qualidade de vida se atinge.
Há pessoas que só percebem isso aos 50, 60 anos. Passaram a maior parte da vida repetindo comportamentos nocivos e danosos, repetindo relacionamentos que não dão certo, passando de um casamento a outro, nessa  repetição constante sem saber exatamente o motivo desses rompimentos. Dizem: ” Eu nunca dou certo, é sempre a mesma coisa, mas eu sou assim não mudo, etc.”
Triste perceber que há milhares de pessoas com esse tipo de pensamento congelado, inflexível e danoso ao próprio sujeito.
Acredite que há novas possibilidades.

Depressão

Depressão não é falta de “força de vontade”. Não é preguiça. Não é “frescura” e nem medo de enfrentar a vida.

Depressão é sério e precisa ser visto com a seriedade e urgência que merece.

Geralmente, pessoas ao perceberem que vivem esse processo, muitas vezes insistem em “vencer” esse quadro sozinhas e sem ajuda. Os familiares podem não entender esse quadro como algo sério e dificultam ou mesmo ignoram a necessidade de uma ajuda urgente, imaginando que trata-se de uma fase que a pessoa irá superar tudo isso, com o tempo.

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Sobre a “Manifestação Artística” no MAM

A manifestação artística pode acontecer de diferentes formas, em diferentes lugares e momentos, mas direcionada a determinado público, assim como também são feitos os diferentes gêneros de filmes, destinados a determinadas faixas etárias.

Lamentável, no entanto, o que foi feito no MAM, onde se discute, infelizmente, somente a liberdade de expressão, que naturalmente pode ocorrer de qualquer modo, mas não a quem é dirigida; o que é fundamental!

Lamentável aqueles que apoiam a permanência de crianças no local e sua exploração, desconhecendo totalmente o processo de desenvolvimento emocional infantil, onde exposições dessa forma desprotegem a criança deixando-a à mercê de imaginar que o toque pode ser feito a qualquer um de modo “natural” ; como era o proposto nessa exposição, fazendo assim com que essa criança, eventualmente, possa se permitir ser também tocada por qualquer pessoa, imaginando ser isso absolutamente natural.

O mesmo ocorreu com a exposição do Santander, onde é válida a arte, mas sempre levando em consideração A QUEM é dirigida (com limite de idade). Assim como não levamos uma criança a um filme de terror, o mesmo deve acontecer com exposições desse tipo.

Depois de tantos estudos, tanto conhecimento, tanta pesquisa e tantos fundamentos e esclarecimentos sobre a construção da mente infantil e seu desenvolvimento emocional, encontramos  ainda barbáries e pessoas ainda com total incapacidade e falta de maturidade e lucidez, expondo e desprotegendo essas crianças.

Lamentável o ocorrido, lamentável a falta de percepção do que é adequado ou nocivo para o emocional infantil, e lamentável ainda  a defesa insana de determinados órgãos e pessoas que insistem em ver alguma “sanidade” nessa “manifestação artística”.

Links que merecem ser visitados, sobre o tema:

AMB Alerta sobre La Bête, encenada no MAM

Arte, nudez e um debate distorcido

Exposição à nudez afeta o desenvolvimento emocional das crianças

E tudo mais que possa ser dito a esse respeito, aqui se esgota e aqui se conclui.

Observação: As  publicidades, propagandas ou links que aparecem ao final de cada post, neste Blog, NÃO SÃO indicações, nem sugestões e nem têm relação ao Blog.

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Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença que atinge mais ou menos 60 milhões de pessoas e até hoje não sabemos totalmente suas causas.

Sabemos, no entanto, que ela não tem cura e que há uma predisposição genética para seu desenvolvimento ou aparecimento. Por outro lado, verificamos que há famílias onde há uma pessoa com essa doença e um filho, por exemplo, que não desenvolve a doença.

Ou seja, não podemos afirmar que dentro de uma família onde há alguém esquizofrênico, que necessariamente alguma outra pessoa da mesma família também será esquizofrênica. Continuar lendo

Culpa

A culpa tem diversas roupagens e diversas facetas.

Existe a culpa do presente; a culpa da mãe que trabalha e não fica muito tempo com os filhos.

Mas, existe a culpa do passado. A culpa por alguma coisa que você fez e que não se perdoa. Esta é uma das situações mais difíceis de se lidar, pois ela também pode trazer, além do adoecimento emocional, o adoecimento físico.

Quando o indivíduo começa a falar sobre essa culpa passada, ele “murcha”, perde o viço, se abate e se curva, porque a culpa pesa, se transformando num fardo.

O mais importante além da culpa em si, é como lidar com ela dali em diante.

A culpa do passado é trágica porque é impossível mudá-la e, provavelmente, trouxe consequências para outras pessoas e mesmo para você. Coisas que você, também, não pode apagar.

Dois questionamentos sempre aparecem, neste momento: SE… e POR QUE…?

“- E se eu não tivesse feito isso? – Por que eu fiz isso?”

O indivíduo abastece seu emocional com essas duas indagações, que não vão resolver o passado e não irão mudar o já feito e, além disso, irão aprisioná-lo ao passado. Emocionalmente, você irá ficar paralisado, lá atrás, no passado.

Na contramão do SE e do POR QUE, existe o APESAR DE.

É esta ponderação que poderá resgatar o indivíduo do passado, fazendo com que ele caminhe para o futuro.

“Apesar de tudo feito foi possível caminhar até aqui, foi possível construir algo diferente, ou mesmo, foi possível construir algo. É o APESAR que ajudará olhar adiante.

Não se trata de uma palavra mágica que mudará rapidamente sua vida, mas vem como auxílio, numa tentativa de evitar o adoecimento físico e emocional. É a tentativa de resgate que possibilita o emocional se refazer, se recuperar, se “medicar” e se reestruturar a partir daí.

Avalie tudo isso!

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