Castração

Castração emocional, castração profissional, castração intelecutal, sexual, etc…

Modalidades de castração que podem ocorrer na nossa infância, adolescência ou fase adulta. Se ocorrem na infância podem causar prejuízos enormes e desconsertantes para o resto da vida. Podemos fazer isso inúmeras vezes com colegas ou filhos numa projeção daquilo que fomos vítimas um dia.

Alguns exemplos: Aquele filho que foi obrigado pelos pais a escrever com a mão direita, quando na verdade era canhoto; ou o filho adolescente que segue uma carreira profissional “escolhida” pelos pais, cumprindo assim uma aspiração pessoal ou preenchendo o orgulho dos mesmos. Ou pior ainda, quandos os pais identificam alguma dificuldade no filho e o desestimulam na conquista de iniciar uma faculdade ou algo semelhante. Ou quando o filho ouve; “Você não consegue fazer isso, ou você nunca vai ser feliz assim, etc…etc…”

Na área sexual isso ocorre de difrentes maneiras, quando é “sugerido”que a intimidade sexual é desagradável (para a mulher), penosa, sofrida e suja, ou que o orgasmo é difícil de ser alcançado.

Quantas vezes você ouviu frases assim em algum momento de sua vida e viveu os anos seguintes como se a vida tivesse estagnado naquele momento e tivesse começado a ser construída a partir daqueles comentários.

Marcas profundas deixadas em nossa psiquê que transformaram decisões e aptidões em frustrações, auto-confiança em insegurança e sonhos realizáveis em utopias. É o adulto que chega à sua maturidade incapaz de promover cura em si mesmo, curar feridas e restaurar mágoas.

É o adulto podado em sua mais completa singularidade e essência, obrigado a tomar outra direção e obrigado a fazer outras escolhas (sempre segundas escolhas).

São pessoas castradas nas suas diferentes formas de ser e agir, necessitando de reconstrução emocional por terem abdicado forçosamente de sua natureza espontânea e de seus talentos naturais.

Felizmente, há a alternativa da busca pela cura, da recomposição da auto-imagem. Felizmente, há a possibilidade do encontro do doente castrado, com o doente curado.

Que possamos estar sempre atentos à nossa própria capacidade venenosa de castração para que não venhamos a usar tal arma contra parentes e principalmente contra filhos.

 

2 opiniões sobre “Castração

  1. Observação: Estamos publicando diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro no endereço.
    nossa, lendo sobre esse artigo ficquei preocupada com meu comportamento com relação a meu filho de 6 anos. será que o tratamento que dei e dou a ele está castrando-o em algum aspecto? ele sempre foi aquela criança perfeita, um bebê lindo, olhos azuis,esperto demasiado, o sonho de toda mãe. talvez por esses motivos eu e meu esposo sempre tivemos muítíssimo orgulho dele e levavamos para todos os lugares que iamos; nunca deixamos com babás, e sempre estímulávamos os dons naturais dele ( ex: ele andou sozinho com 9 meses, sabia todas as formas e cores com 1 ano 2 e meio, aprendeu a ler aos três anos e dois meses e falar em inglês as cores e os números.)até então ele adorava tudo, pois nunca o forçamos, sempre ensinei atravéz de brincadeiras, jogos e ele adorava. com dois aninhos ele ganhou da tia um joguinho de computador com níveis maternal e jardim , e brincou apenas um dia com o maternal e se entediou e quis jogar o nivel jardim (para criança de 6 anos) como o jogo era demasiado dificil, pois já envolvia calculos matemáticos, formação de frases,etc, ele ficava bravo e batia no computador, eu explicava que aquele era para quando ele estivesse maior, mas ele não aceitava, chorava e persistia, até que eu precisei esconder o cd. bem hoje ele está cursando o primeiro ano fundamental (com crianças apenas um ano mais velhas que ele, pois ele já havia feito o primeiro com 4 anos e foi aprovado com média dez em todas as matérias, mas eu e meu esposo decidimos não deixá-lo matriculado com crianças tão mais velhas pois notamos que o ano que passou na escola ele estava tentando agir e fazer coisas dos amigos de classe, como queria que o dente dele caisse, aprendeu a falar girias, etc.) durante o ano seguinte colcamos ele num hotelzinho onde apenas pintavam e brincavam, ele gostou e em casa continuavamos insentivando a leitura e outras coisas que ele desejava. hoje ele é um menino muito sério, não gosta de colorir desenhos-diz que é muito chato, não gosta de fazer as tarefas – pois fala que ele já sabe; na escola a professora diz que ele é muito tímido e que se recusa a copiar do quadro. eu converso com ele e pergunto porque, ele sempre responde que demora muito copiar, fala que ele já sabe ler tudo e que não precisa copiar para aprender mais. bem fico triste pois não queria fazer com que ele se sentisse assim. a psicóloga da escola coversou com ele e disse que ele não tem problema algum que ele esta apenas se sentino defazado, por isso se nega a copiar e com o tempo ele vai se acostumar. quanto a timidez, acho que é natural dele, pois desde bebê ele não gostava de ir com ninguém, se uma criança chegasse perto para brincar ele mordia ou batia, demorou para ele socializar ( mas até hoje ele é intolerante com os colegas- embora nós-pai e mãe- nunca fomos tão rígido com ele, nunca batemos, apenas educamos com coversas) ooutra coisa que incomoda-nos é que ele cumpre regras que ele mesmo se impoe -EX: ele não abre um pacote de biscoito sem antes pedir(nós nunca o reprendemos por tem comido algo sem pedir), para abrir um picolé ele se policia para que o papel não rasgue nenhum pedacinho( mesmo sabendo que vai jogar o papel no lixo), se ele faz xixi e uma gota pinga na cueca ele fica desesperado para tirá-la e colocar uma nova(nos nunca o privamos de brincar com terra, se sujar nas brincadeira, etc.), quando vamos a casa de parentes ou amigos ele não toca em nada sem pedir permissão. Ficamos até envergonhados pois as pessoas acham que somos rígidos demais com ele devido esse comportamento dele, até doces ele não come de jeito nenhum (bala, chiclete,pirulito )pois fala que isso dá bicho nos dentes. porque será que ele ficou assim? queria que ele fosse mais tranquilo em relação as regras sem ser mal educado, mas não sei o que fazer, ele não muda, não sei qual seria o ponte certo para que ele ficasse mais equilibrado. as vezes ele parece mais um adulto do que uma criança. se possivel me dar uma opinião ficarei muito grata.

  2. Marilena responde:
    Se seu filho está num nível mais de 7 do que 6 anos, seria bom que você lesse o artigo sobre o desenvolvimento dos 7 anos. Você verá que crianças nessa idade são muito críticas consigo mesmas e até muito rígidas. É claro que como ele anteriormente fazia bem tudo o que lhe caía nas mãos para fazer, ficou evidente para ele, que quase tudo que ele fazia, fazia de maneira correta e se saía bem. Isso criou uma associação de “fazer tudo corretamente” e é claro, ele fica frustrado quando isso não acontece (da maneira que ele espera).

    Se algo sair errado, do ponto de vista dele, simplesmente, diga que isso acontece e não tem importância e que você também faz coisas erradas de vez em quando.
    Quando você fizer algo errado, diga para ele; por exemplo, deixar virar água da jarra, deixar cair algo no chão, etc… conte as coisas erradas que você fez e ria com ele dessas coisas.
    Ele precisa entender que “errar” faz parte do seu dia e nem por isso você se chateia.

    Quanto ao desenvolvimento dele na escola, não se preocupe com o tédio que ele sente de vez em quando ou com o fato dele não querer copiar as coisas. Ele já sabe a melhor maneira dele guardar as coisas e aprendê-las. Não se preocupe com isso. ele tem o seu tempo e seu método.

    Como a psicóloga da escola já conversou com ele e está tudo bem, você pode ficar tranquila.
    Deixe que com o tempo, haverá mais equilíbrio nesse comportamento, pois ele ainda é muito novo para que se espere esse equilíbrio. Até com alguns adultos não existe esse equilíbrio perfeito.

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