Jogos Sexuais

Os jogos sexuais formam uma linguagem própria com vários objetivos: a aproximação, a conquista do parceiro(a) e a satisfação sexual.

Quando um casal inicia uma aproximação, inicia também a expectativa de ser ou não ser aceito, de ser desejável ou não, agradável ou não.

Essa aceitação está intimamente ligada à auto-estima e terá, portanto conseqüências positivas ou negativas.

A mulher ainda é criada e instruída para mostrar a beleza, cultivar a graça e saber seduzir. Os inúmeros artigos sobre “a arte de seduzir” atraem em massa o grupo feminino. É fato, que a conquista do trabalho da mulher, naturalmente faz parte do conjunto de atrativos importantes, mas parece que esse item por si só não é suficiente. Além de todo o investimento cultural, a sedução é incorporada à mente feminina já na fase da adolescência, muitas vezes pela própria mãe.

Em pesquisa entre executivos, constatou-se que uma reclamação unânime entre eles; a de que no trabalho, quando os argumentos se esgotavam por parte das mulheres, elas apelavam para a sedução. A maioria confessou sentir-se constrangida com tal atitude.

Tentar parecer aquilo que não se é, na tentativa de atrair o parceiro, também faz parte desse jogo. Muitas vezes, mostra-se um humor inalterável, uma bondade constante, uma paciência de Jó, porque se sabe que isso é agradável à pessoa que nos interessa.

A famosa “idade do lobo”, na meia idade, é exatamente a insegurança da sedução para o homem. Não se trata aqui de estabelecer vínculos fortes com outra parceira, mas de simplesmente usar a conquista, como meio de avaliação para testar a auto-estima, já meio fragilizada com a idade.

Para a mulher, a mesma situação pode ocorrer na tentativa de preservar a juventude e beleza, que para ela, são sinônimos de sedução e agentes facilitadores em qualquer setor. Infelizmente a sociedade privilegia a beleza e induz o uso da sedução como arma de conquista.

Em nossa cultura, por exemplo, no Brasil, isso é cada vez mais evidente, onde não sobra muito espaço para uma valorização genuína da mulher, onde outros atributos devam e mereçam ser identificados.

Uma opinião sobre “Jogos Sexuais

  1. Marilena, vc está de parabéns por seu artigo. Sou psicólogo/sexólogo. Trabalho e vivo em Milão-Itália. Aqui a maneira de ver a sexualidade é muito diversa. Sabe, as coisas são muito distorcidas, principalmente, na universidade. É alarmante o tanto de profissional que sai da graduação sem saber sequer o que significa a palavra sexualidade. Parabéns por seu artigo.

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