O Casamento e a Família do Conjuge

Como cada pessoa pode identificar aquilo que é trazido da sua família de origem e que passa a ser integrado à nova relação a dois após o casamento? Quais são as maiores áreas que dificultam e interferem? Que atitudes os casais devem adotar neste momento para salvar o relacionamento conjugal sem que cada um perca a sua individualidade?

Cada pessoa precisa aprender a livrar-se das cópias para poder entrar num novo relacionamento, mas nunca irá deixar a sua individualidade. É algo que precisa ser mantida todo o tempo do casamento. Essa individualidade deverá ser preservada e não castrada. O casamento é uma nova etapa da vida a dois onde as influências da vida de solteiro não desaparecem, antes precisam entrar em um novo ritmo.

De vez em quando, somos surpreendidos por estarmos agindo da mesma maneira que nossos pais em relação aos filhos e marido. Tenho uma amiga que ao casar queria manter o mesmo ritmo da casa de seus pais nos horários das refeições e outros detalhes. Sempre que a encontrava ela reclamava que o seu esposo não cooperava e ainda por cima ficava dizendo a todo instante que ela era a “cópia xerox” de sua mãe. Isso a deixava extremamente triste e magoada.

 

As figuras paternas podem ter grande poder de decisão na escolha do parceiro (a). Podemos perceber a influência que essas figuras de pai e mãe exercem até na escolha do companheiro. Por exemplo, uma moça que teve um pai autoritário e agressivo, que sempre estava em desacordo com suas decisões, provavelmente buscará um marido que seja dócil e acessível, uma personalidade oposta a seu pai.

A dificuldade porém surgirá depois, na hora de lidar com tais características.

 

Se uma outra moça, que teve um pai que interferia em tudo desde que curso fazer até os tipos de amizade e namorado com os quais deveria se relacionar; quando finalmente libertar-se deste vínculo paterno partindo para o seu casamento, provavelmente, manifestará uma atitude de total resistência a qualquer tipo de controle, não admitindo quaisquer interferências em sua vida. Ou então, no momento da transição pai-marido, em que poderá finalmente ver-se com liberdade de escolha, a jovem simplesmente não saberá lidar com essa liberdade. O que escolher? Como se organizar? A cobrança, então, cairá em cima do marido. Ele deverá ser capaz de decidir em todas as áreas. A expectativa é que ele se comporte exatamente como seu pai.

 

Quanto ao homem, quando a mãe é vista como uma mulher muito abnegada, sem direito a aspirações pessoais por causa da família; o rapaz vê-se num compromisso de amenizar o “sofrimento” da mulher poupando-a de toda sorte de trabalho em casa e mais tarde com os filhos. Outra atitude poderá ser de achar que a esposa deva ser uma cópia fiel de sua mãe dedicando-se exclusivamente ao lar.

 

As interferências das vivências anteriores que cada um carrega ao longo de suas vidas, marcam e exercem um importante papel na vida futura. E não poderia ser diferente. Afinal, a história de vida de cada um é escrita com muitos detalhes, minúcias, carregadas de sentimentos que não poderiam, de uma hora para outra, serem apagadas e simplesmente começar do zero.

O dar-se no casamento, diz respeito também a ceder espaço para que o outro possa transitar de modo livre e verdadeiramente sentir-se à vontade dentro dessa nova união. Não tolhido e subjugado aos desejos e caprichos do outro.

À medida que essa compreensão vai sendo estabelecida a relação torna-se tranqüila, leve e principalmente adulta.

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