Distimia

Oh, céus! Oh, vida!

Muito se fala sobre depressão e já é de diagnóstico fácil e corriqueiro. No entanto, há diversas formas  clínicas de depressão que são desconhecidas pela grande maioria da população e rotuladas automaticamente como Depressão.

A Distimia é um transtorno afetivo de personalidade. É um modo de sentir e perceber a realidade de uma maneira melancólica e negativa. Não há um comprometimento severo na vida profissional e social do indivíduo, mas o estado depressivo é a tônica dessa forma de ser.

São pessoas continuamente tristes, com baixa energia, melancólicas, baixa auto-estima e pessimistas. Acentuam demasiadamente os aspectos negativos da vida enquanto os positivos passam desapercebidos e sem importância. Geralmente, não são considerados e até desvalorizados pela pessoa.

Ela pode ter uma vida familiar estável e saudável, mas nunca é vista como tal. Sempre falta alguma coisa. Nada a satisfaz.

Os aspectos negativos sempre têm seu impacto maior e se sobressaem, de modo que o indivíduo está quase sempre abatido e desanimado, por causa desses aspectos que “nunca dão certo, nunca melhoram” e que tornam a vida triste e sem graça.

Essa visão faz com que ele se sinta pouco ou nada merecedor de aproveitar e usufruir o lado positivo de sua vida.

Esse ângulo de visão interfere de alguma maneira no rendimento da vida social da pessoa, diferentemente da Depressão, que muitas vezes faz com a pessoa nem saia de casa ou até da cama.

A Distimia permite que a pessoa trabalhe, tenha sua parte de lazer, mas sempre com o lado positivo comprometido, pois há a perda da capacidade de sentir totalmente esse prazer. Há também uma tendência ao isolamento, ansiedade e muitas vezes insônia.

Em crianças, a Distimia pode estar associada ao Transtorno de Aprendizagem, acarretando um comprometimento no rendimento escolar. As mulheres têm 3 vezes mais propensão a desenvolver Distimia.. Pode ter períodos de melhora e piora, incluindo Depressão grave, caso não seja tratada. O melhor personagem para exemplificar esse quadro, seria o da Hiena: “Oh dia! Oh vida! “

As causas são diversas para seu aparecimento; desde os problemas familiares na infância com pais agressivos ou também distímicos ou depressivos.

Pode aparecer em dois momentos: Início precoce, se ocorreu antes dos 21 anos e Início tardio se ocorreu aos 21 anos mais ou menos.

Sendo um estado crônico, seu tratamento inclui medicação e psicoterapia. É importante que a pessoa procure um psiquiatra para que ele faça um diagnóstico preciso do quadro e inicie a medicação adequada. A terapia  entra como segunda ferramenta nesse tratamento.

O terapeuta poderá identificar o transtorno, mas como é necessária a medicação (e psicólogos não medicam) o psiquiatra deverá confirmar a suspeita e medicar o paciente.

Os dois juntos, levam o indivíduo a perceber o lado positivo e a viver esse lado; ou seja o tratamento permite descondicioná-la de sua visão turva e pessimista que sempre teve de vida e de si mesma.


34 opiniões sobre “Distimia

  1. Boa tarde!
    Tenho distimia, tenho 30 anos. Gostaria de ler mais, ou ter mais informação sobre a doença. E se existe algum grupo de apoio, ou site de relacionamento.
    obrigado.

  2. Marilena responde…
    Distimia é tratada com medicação. A terapia ajuda muito e não se acanhe em procurar um psiquiatra para medicá-lo convenientemente. O tratamento conjunto é eficiente e rápido. Desconheço grupos de apoio, mas caso vc ainda não tenha feito os passos acima, sugiro que faça, pois, hoje, com os novos remédios é fácil controlar o processo.

  3. 27/2/2008 Comentário recebido:
    Como posso descobrir os sintomas iniciais da distimia? Ao observar uma pessoa percebo que tem algumas semelhanças, mas aparentemente não são contínuos esses sintomas.
    Quero saber mais para poder ajudá-lo. Ele tem 24 anos. Faço o curso de psicologia e tenho interesse em me aprofundar. Espero sua resposta.

    Marilena responde:
    Para poder ter uma certeza da distimia, se existe suspeita, o melhor será uma ida ao psiquiatra. para uma melhor identificação.
    Uma medicação adequada, se for o caso ajudará muito.
    As fases oscilam sim, entre estar um pouco mais animado ou não, mas, geralmente, a pessoa de um modo geral está muito mais melancólica do que animada.
    Digamos, 90% do tempo está “mais pra baixo”, pessimista, desanimado, infeliz muitas vezes e negativo frente a uma série de situações.

  4. 17/3/2008 Comentário recebido:
    Tenho todos os sintomas descritos nesta matéria desde +- 25anos, (hoje tenho 40 anos)
    agora estou me sentindo cada dia pior já procurei um profissional de psicologia
    será q já é muito tarde?
    Tenho uma filha de oito anos e acredito q devido a demora em procurar ajuda meu relacionamento com ela esteja ficando fora de controle.
    Esse problema tem cura e qto. tempo demora o tratamento?
    Obrigada.

    Marilena responde:
    A distimia tem controle sim e não importa se vc está procurando ajuda só agora.
    Mas, é importante que vc procure um psiquiatra para uma medicação adequada.

    Os 2 tratamentos são importantes, tanto a terapia quanto a medicação.
    A medicação já melhora muito os sintomas e o tempo de tratamento depende muito de pessoa para pessoa.

    Quanto ao relacionamento com sua filha, ela é muito nova e sempre há tempo de resgate num relacionamento.
    Vc aprenderá a lidar com isso na própria terapia. Não se preocupe.

  5. 18/3/2008 Comentário recebido:
    Oi. Desde que me lembro me sinto deslocada. Uma estranha, muito timida, e com dificuldade de relacionamento. Estou com 22 anos. E após uma recente tentativa de suicidio fui procurar ajuda (estou em tratamento com antidepressivo e psicoterapia). Recebi o diagnóstico de depressão e fobia social. queria saber se existe alguma diferença para o tratamento, caso o diagnóstico correto seja distimia.

    Marilena responde:
    O antidepressivo é correto para distimia (que é essa depressão leve) e na sua terapia vc irá trabalhar a timidez.
    Continue mantendo os 2 tratamentos, pois eles são fundamentais para uma melhora progressiva.

  6. 16/04/08 Comentário Recebido:
    Sofro de uma depressão nervosa há já 8 anos, neste momento, já não tenho uma crise desde Fevereiro do ano passado. Mas, estou sempre medicada com ….. Continuo com uma historia de irritabilidade, baixa auto-estima e pensamentos negativos. Tenho distímia? Gostaria do seu comentário sobre o meu caso. Grata pela atenção,

    Marilena responde:
    Vc falou da medicação, mas não falou se está em terapia. A medicação está correta e espero que um psiquiatra a esteja acompanhando de vez em quando.
    A terapia, no entanto, é fundamental.
    Enquanto, os medicamentos trabalham a depressão nervosa, a terapia vai trabalhar a auto-estima e a distima. São portanto 2 ferramentas fundamentais para vc.

  7. Obs. Alguns comentários recebidos não são publicados diretamente para não expor o indivíduo.
    Estamos optando, qdo for possível, retirar dados que permitam a identificação.

    14/06/08 Comentário recebido:
    Olá, tenho 30 anos e a distimia me interessa muito, pois tem tudo a ver comigo.
    Vivo triste, desanimada, infeliz deprimida. Não deixo de fazer as coisas, mas eu me sinto a pessoa mais insuportável do mundo.
    Eu mesma não me aguento. Vivo de meu humor tenho insônia quase todas as noites. Sempre fui assim será que eu tenho distimia?

    Marilena responde:
    -Se vc tiver acesso a algum psiquiatra, mesmo da rede pública ele poderá fazer um diagnóstico preciso do seu quadro e medicar de maneira conveniente.
    Conte a ele sobre todo o seu histórico de vida, pois quanto mais detalhes vc puder dar, mais facilmente ele poderá lhe ajudar.

  8. 15/06/08 Comentário recebido:
    Tenho 23 anos e sempre fui chamada, inclusive por meus pais, de anti-social e até mesmo de chata.
    Eles eram frequentemente chamados à escola para conversar sobre meu comportamento reservado demais para uma criança.
    Até que quando estava na 8ª serie eles foram chamados novamente, mas desta vez pela psicologa da escola para falar sobre o mesmo assunto.
    Até eu mesma fiquei confusa sobre isso, achava que estava deprimida, mas tenho todos os sintomas de um distimico.
    E para ser sincera isso está me incomodando muito. Será que existe psiquiatra na rede publica que tenha conhecimento e saiba dizer se tenho distimia ou depressão?
    Obrigada!!!!

    Marilena responde:
    Existe sim psiquatra na rede pública que poderá fazer um diagnóstico correto do seu quadro. Não se preocupe.
    Há, no entanto, uma grande diferença entre uma pessoa reservada, anti-social com poucos amigos ou 1 amigo só mas que tb não seja distímica.
    Contando seu histórico ao médico ele poderá ver a diferença e fazer um diagnóstico preciso.

  9. 17/6/2008 Comentário recebido:
    Olá. Sofro de perturbações depressivas e distimia, faço terapia com Fluoxetina e já fiz conjuntamente Trazodone AC, 1/3 á noite. Neste momento estou só com a Fluoxtina 20mg /dia. Esta fase de tratamento já dura há 3 anos e fui medicada por um psiquiatra. Tambem, fiz psicoterapia individual que terminei há 2 anos. Tenho receio de nunca conseguir deixar o anti-depressivo…
    Gostaria de ler o seu comentário. O meu muito obrigada.

    Marilena responde:
    O que pode acontecer é que vc aos poucos, poderá reduzir o remédio ou passar períodos cada vez maiores sem o medicamento. Vc mesma poderá ir observando seu comportamento durante o processo.

    Como cada pessoa é diferente seria imprudente afirmar que mesmo sem o remédio, vc nunca mais terá uma crise.
    Mas, como vc já abandonou um dos medicamentos (o que é muito bom), significa que vc mesma poderá ir dosando juntamente com o psiquiatra a redução do remédio.

    Lançar mão desses remédios não significa fracasso e nem que vc não é boa o suficiente ou forte o suficiente. Como as pessoas que têm pressão alta ou diabéticos que sempre recorrem à medicamentos (e sorte
    eles estarem aí para nos ajudarem). Com o tempo, vc poderá ir tentando diminuir ou mesmo eliminar para ver como vc se comporta, mas sempre com a orientação de seu psiquiatra.

  10. 02/07/08 Comentário recebido:
    Oi, estou passando por uma fase muito dificil na minha vida. Na verdade, meu histórico de vida é bem complicado.
    O fato é que não aguento mais meu mal humor constante, choro por qualquer motivo, baixa auto estima…
    Enfim, sem acesso facil a um psiquiatra resolvi me ajudar sozinha… Mas, não consigo.
    Estava procurando sobre o assunto na internet e achei este site, e acho que encontrei o meu problema.
    Olha, há um tempo atrás, eu fiz uso do fluoxetina, tomei umas duas caixas, parei, voltei a tomar depois e parei novamente…
    Sempre sem acompanhamento médico. Um farmaceutico me indicou.
    O que eu gostaria de saber é se posso voltar a tomar fluoxetina, será que o meu organismo já acostumou e não vai mais surtir efeito?
    E, se voce para de tomar de repente, os sintomas podem se agravar?
    Por favor, me ajude, ninguém me entende e não gosto de falar com as pessoas sobre isso…
    Meu marido está se afastando de mim e diz que eu sou problemática…
    Que preciso parar de reclamar e que isso é frescura…
    Tenho uma filha de 8 anos e estou perdendo a paciência direto com ela… Sei que nao é normal o que sinto…
    Quando estou muito nervosa, chego a sentir que vou perder o controle dos movimentos, é estranho, como se fosse ficar louca…
    Fico gelada e meio tonta, a lingua começa a formigar, ficar meio pesada.
    Essa sensação ja me levou a emergência médica…
    Qdo chego no hospital (SUS) eles me dão Diazepan e não fazem mais nada. Só dizem que eu deveria ficar mais calma…(já fui 2 vezes para a emergência)
    Por favor esses sintomas são perigosos? Penso em Derrame ou infarto… Tem esse perigo?
    Desde já, agradeço pela oportunidade de poder falar… Se puder me responda ficarei, para variar, ansiosa pela resposta! Tenho 33 anos.

    Marilena responde:

    Não sei em que cidade você está, mas geralmente, em TODO hospital na área de emergência, há um psiquiatra atendendo. Vc consegue verificar se existe algum atendendo no hospital onde você esteve?
    É claro que o uso da Fluoxetina pode não ser o melhor remédio para você. O médico precisa identificar os seus sintomas para poder medicar de maneira adequada.
    Com o uso, o medicamento pode deixar de fazer efeito. Por isto, a necessidade de você procurar um psiquiatra o quando antes.
    Se você é muito ansiosa, naturalmente, também, não consegue esperar as coisas acontecerem e daí seu mau humor.
    Mas, mau humor pode ser decorrente de uma série de coisas. Inclusive, problemas de intestino preso, por exemplo.

    A distimia, é um quadro moderado de depressão onde a pessoa está sempre insatifeita. A medicação é conveniente, mas você não disse se melhorou com o uso dela.
    Outro lado é a terapia que ajuda muito e se você está em uma cidade onde há faculdade de psicologia, geralmente há um setor de atendimento super barato à população.
    Verifique isso, também, pois essas duas ferramentas irão ajudá-la e muito.

  11. 22/07/2008 Comentário recebido:
    Eu me trato algum tempo com psiquiatra, mas ele nunca me falou sobre esse assunto. Mas, pelo que eu já li sobre o assunto acho que é isso que eu tenho pois os sintomas são os mesmos.
    Ja não sei mais o que fazer, pois minha depressão desperta de tempo em tempo, quando eu menos espero estou muito mal quase chegando ao fundo do poço novamente.
    Eu bem que tento, mas não consigo me re-erguer sem tomar algum tipo de anti-depressivo. Me ajudem ficarei muito grata.

    Marilena responde:
    Se o seu caso foi diagnosticado como depressão, ela de fato reaparece de tempos em tempos.
    É necessário o uso de medicação adequada para não se chegar ao fundo do poço, como você mesma disse.
    Na depressão, é natural que a pessoa não consiga sair sòzinha desse processo e necessita mesmo de medicação.
    Assim como o hipertenso precisa de sua medicação, também.
    Não se sinta incapaz, ou fraca por precisar de remédio. Eles estão aí para nos ajudar.

    Vale a pena ler outro artigo que chamei de “Depressão Mascarada

  12. 18/08/2008 Comentário recebido:
    Muito bom. Estou fascinada pelo esclarecimento e ao mesmo tempo feliz em saber que existe tratamento e ate cura.
    Meu filho sofre exatamente esses sintoma, o problema é como concientizá-lo que precisa de ir ao psquiatra e, pior; tomar remédios, ele os evita ao máximo.
    Gostaria de continuar me comunicando com pessoas tão preparadas e conscientes a fim de poder ajudar meu filho.

    Marilena responde:
    Muitas vezes, é a própria pessoa que começa a perceber a necessidade do medicamento.
    Sua função é exatamente mostrar a ele os sintomas da piora da falta de remédios e terapia.
    Assinale para ele esses sintomas porque muitas vezes a pessoa não percebe que determinados comportamentos já são sintomas da doença.

  13. 07/09/2008 Comentário recebido:
    Tenho 21 anos e só agora descobri que tenho distimia, eu acho que tenho… Desde que meus pais se separaram apresento esse problema.
    Depois disso, fui morar com meus avós e tios quando eu tinha só 3 anos de idade. É dificil pra mim.
    Meus avós eram muito bravos, agressivos ou até violentos (por parte do meu avô) que faleceu faz 3 anos. Minha avó é mal-humorada, agressiva e meus tios seguiram essa linha.
    Sempre diziam que eu era fechado demais na infância, mal-humorado e rabugento, não queria brincar com os outros garotos da minha idade. Por isso que eu não tenho amigos. Não tenho ninguém na minha vida.
    Sempre foi uma barra ser aceito no colégio. Meu último ano foi terrível e carrego traumas disso. As gurias nunca queriam ficar comigo. Acho que sou meio sem-graça.
    Carrego um ódio de dentro de mim, sou rancoroso e vingativo com quem faz mal comigo.
    No trabalho é um calvário. ***texto eliminado para não expor o remetente***
    Meus finais de semana são melancólicos, perdi o prazer de viver, de ver o lado bom da vida, sabe. Com a auto-estima além do fundo do poço e valorizando os outros que não seja eu.
    Nao sei se tenho problemas cardíacos. Acho que meus dias estao contados e… era isso…

    Marilena responde:
    Você conta parte de sua vida, mas esquece que ainda tem muito pela frente para mudar e escrever uma nova história.
    Se outros escreveram essa história para você, como seus avós e tios, daqui pra frente, quem escreve é você e mais ninguém.
    É voce que determina, que escolhe e quem resolve o que quer fazer e ser daqui pra frente.

    Quanto à distimia, acredito que você tem um passado que pode ter levado a uma auto-estima fragilizada e que talvez isso possa ter levado a uma distimia. Acredito mais que sua infancia tenha levado a tudo isso e, por enquanto, até descarto esse lado da distimia (o que teria de ser melhor apurado por um terapeuta).

    Uma terapia ajudaria muito nesse momento que você está passando. Não sei a cidade que você mora, mas se você estiver num centro grande, onde tenha Faculdade de Psicologia, há sempre atendimento bem barato para a população. Se a lista de espera for grande, procure em outras e deixe seu nome em cada uma. Pesquise sobre isso que voce vai acabar achando.

    Lembre-se que as chances ao longo de sua vida vão aparecendo e que você deve viver da melhor maneira possível com o que você já tem, até que outras coisas surjam.
    Faça uma lista com suas qualidades, capacidades e talentos, pois, TODOS têm, para contrabalançar o lado negativo que você vê e acha que só ele existe.
    É preciso ter uma noção geral de você mesmo para você se sentir mais equilibrado na sua auto-estima.
    Lembre-se que você pode escrever algo totalmente novo a cada dia na sua vida.

  14. 11/09/2008 Comentário recebido:
    Tenho todos os sintomas distimia, já tentei tratamentos com anti-depressivos, por tempo prolongado, ñ tenho de fazer nada e meus familiares acham que eu não me ajudo. Moro em um interior onde existem apenas 2 psiquiatras e não tem psicoterapia. O que eu poderia fazer paralelamente aos remédios para me curar?

    Marilena responde:
    O tratamento para distimia é, exatamente, a união de anti-depressivos e terapia.
    É importante a família entender que não é questão do paciente se “ajudar”, pois muito pouco ele pode fazer para isso. É necessário respeitar os limites de cada um.
    Por acaso tem alguma cidade perto da sua onde haja faculdade de psicologia? Caso tenha, eles deverão ter atendimento gratuito (ou quase) para as pessoas. Caso não haja, não desista dos medicamentos pois ele a ajudarão a não sentir-se pior.

  15. 11/09/2008 Comentário recebido:
    Faço terapia e meu psicólogo, em contato com minha mãe, suspeitou ser ela portadora de distimia. Mas, ela é bem resistente a terapias e medicamentos. O que posso fazer para ajudá-la ou, mesmo, para abordar o assunto e induzí-la a procurar ajuda médica? Há muitos anos, ela tem os sintomas, quase não sai de casa, só gosta de dormir e está sempre muito cansada e tem apenas 49 anos. Por favor me respondam… Estou muito preocupada com ela e gostaria de ajudá-la.

    Marilena responde:
    Infelizmente, só é possível ajudar alguém quando essa pessoa permite ajuda. Mas, no seu caso, você tem um bom motivo, que seria convidar sua mãe a estar presente em alguma sessão sua com o seu terapeuta (caso ele consinta, também, é claro). A razão seria de que a conversa com ela sobre voce iria ajudá-la. Aí, sim, talvez, seja possível que ela vá. Converse com seu terapeuta sobre essa idéia.

  16. 09/10/2008 Comentário de R. :
    Preciso de ajuda, sou diagnosticada com distimia, já tomei medicamentos e não adiantou. Na verdade, nem gosto de tomá-lo, porque pareço um robo qdo tomo, tenho crises fortissimas, vontade de me matar, penso nisso sempre qdo estou em crise, não que eu queira fazer, mas tenho vontade quase irresistível, existe um medicamento para esses momentos de ápice de crise?
    Marilena responde:
    Seu medicamento precisa ser reajustado pelo psiquiatra. A função do remédio não é deixar ninguém robotizado, mas adaptado para a vida e suas funções.
    Procure, novamente, o psiquiatra que deverá ir ajustando o medicamento ou trocando caso seja necessário. Faça isso em seguida. A medicação correta não deixa a pessoa em crise.

  17. Marilena responde:
    Não há, ainda, um consenso em relação à Distimia. Uma linha que diz não haver cura, mas, há relatos de pacientes que se dizem curados, livres dos sintomas e dos remédios.

  18. 05/10/2008 Comentário de R. :
    Gostaria de saber qual o remédio deve se tomar para distimia. Eu sou muito pessimista. Procuro sempre ficar isolado e vivo triste e tenho dificuldades de me relacionar com outras pessoas. Eu não aguento mais. Quem pode me dar uma luz, agradeceria. Tenho 16 anos e isso vem desde que eu era criança.
    Marilena responde:
    O melhor tratamento é uma medicação adequada, através do psiquiatra, e terapia. Os dois procedimentos ajudam muito e sem dúvida ajudaria muito vc a encarar a vida de uma maneira melhor Algumas pessoas reagem à medicação mas não hesite em usá-la pois os remédios foram desenvolvidos para ajudar as pessoas. O psiquiatra irá ajustar o remédio à sua necessidade.

  19. Tenho 26 anos e hoje assisti uma reportagem sobre distimia e resolvi procurar na internet sobre o assunto.E os sintomas é bem parecido com o que sinto.Lembro que criança mais ou menos aos 08 anos eu as vezes sem motivo algum sentia vontade de chorar,irritação,mal humor que nem eu me suporto,uma sensação de vazio como se sempre faltase algo.Ate certo tempo atras achava q eu era depressiva mas nunca deixava-me abater.Acabei ficando mais confusa, será que seria conveniente procurar auxilio medico?
    Me ajude pois eu sempre tive problemas com meus pais por ser mal humorada demais e eu queria muito ter tranquilidade mental.

  20. Marilena responde:
    O melhor seria você procurar um psiquiatra apenas para fazer um diagnostico mais preciso.
    Relate tudo o que sentia e sente até hoje e ele poderá dizer-lhe se você sofre ou não de distimia.

    (estamos respondendo diretamente no blog e não de forma privada, pois o e-mail enviado foi rejeitado pelo provedor do destinatário)

  21. 22/03/2009 Comentário recebido:
    Separei-me recentemente, depois de anos de casado. Eu poderia viver a vida inteira com minha ex-mulher, já que, além de amá-la, em muitos momentos ela me fazia muito bem: me colocava pra cima, me incentivava, era carinhosa e inteligente. Mas, em outros momentos, ela me atazanava a vida, encrencava com pequenos detalhes de algo que eu dizia ou fazia, ela fazia desses pequenos detalhes um monstro de sete cabeças e, articulada como é, dava nós na lógica para se justificar e argumentar. Outras vezes, fazíamos planos de viagem para lugares interessantes, mas quando chegávamos no lugar, quase sempre era um desastre, ficávamos mal o tempo todo. A maioria dos meus amigos ela achava medíocres, eu sempre ficava tenso quando estava com ela e eles. Cada vez, era mais comum ela me agredir com palavras e eu percebia que esses momentos estavam aumentando na proporção em que eu me calava, como se estivesse resignado (acho que estava mais cansado que outra coisa). Aí é que ela procurava me agredir ainda mais. E não era só comigo, os amigos mais próximos estavam se distanciando, ela brigava com todos. No trabalho, acontecia a mesma coisa, ninguém a aguentava mais. Ela era a chata, na opinião de muitos. Ela tinha consciência de sua dificuldade em se relacionar com os outros, mas, ao mesmo tempo, se orgulhava de ter uma “personalidade forte”, de ter opinião, já que “todos são covardes”.
    Só agora que separamos é que ouvi falar em distimia e lamento não ter podido fazer nada para ajudá-la quando a gente estava junto. Eu já havia desconfiado de outros transtornos, como bipolaridade ou até esquizofrenia, mas não batiam os sintomas. Acredito que seja mesmo distimia, ela tem quase todos os sintomas que li, inclusive aumento do apetite. Ela sempre procurou ajuda com terapias (inclusive, com psiquiatra também), mas, ao que eu saiba, nenhum diagnosticou esse problema. Acredito na disposição dela em se tratar, ela sempre teve a intuição de que tinha um problema. Não estamos nos relacionando bem, ela está com muita raiva de mim, mas gostaria de fazer algo para que ela tivesse conhecimento dessa doença e procurasse tratamento.
    Sinto-me culpado por não ter ajudado quando podia e receio que ela fique cada vez mais isolada, como soube que está. Nessa situação, o que eu poderia fazer para ela se conscientizar?

    Marilena responde:
    Como você não possui muito contato, atualmente, com ela o melhor seria enviar alguns textos sobre Distimia para que ela pudesse ou não, “enquadrar-se” dentro desse sintomas.
    É mais eficiente caminhar por esse lado, pois há algumas pessoas que se negam a reconhecer que têm algum problema (quando isso é dito por familiares) e só quando lêem alguma coisa se convencem.
    Outra alternativa, seria identificar algum familiar da parte dela, que tenha alguma influência sobre ela e que possa, depois de ouvir você, sugerir que ela se trate convenientemente.
    A própria separação poderá fazer com que ela (passando a raiva imediata) reflita sobre o que ela poderia ter feito para que essa situação não chegasse onde chegou.
    Muitas pessoas precisam desse tempo de afastamento para se questionarem e só então buscarem ajuda adequada.

    Retorno…
    Muito obrigado pelo retorno. Falarei com uma irmã dela. Assim como você considera, eu já intuia que a separação podia ter esse lado positivo, que é ela se questionar. Mais uma vez, obrigado. Muito importante você manter o site, é uma forma de nos entendermos uns aos outros de forma melhor.

  22. 02/04/2009 Comentário recebido:
    Tenho mais de 40 anos, vendo em um jornal, na TV, sobre distimia, me chamou muito a atenção, pois me encaixo em vários sintomas comportamentais como: mal humor constante, irritabilidade, ansiedade, baixo auto estima, intolerância, falta de esperança, isolamento social, melancolia, tristeza, e falta de concentração e etc. Nunca usei anti depressivos e receio ir a um psiquiatra, lendo os comentários me tranquilizei e me interessei em ir, pois acho q estou deixando de ser feliz com os meus familiares, pq levo a vida em criticá-los, reclamo de tudo q fazem, sempre eu achando q eles não fazem nada certo, certamente me dirá q procure um médico, sim farei isso mas preciso saber sua opinião, onde é q realmente me encaixo nos sintomas ? se distimia, depressão ou o que ? agradeço e peço pelo amor de Deus q me ajude a ser e fazer os outros felizes, às vezes, tenho medo das minhas atitudes, mas estou trabalhando isso sozinho. Por favor me responda.

    Marilena responde:
    Se você se percebe encaixando dentro dos sintomas de distimia, o mais indicado é mesmo procurar um psiquiatra.
    A distimia pode agravar-se sim com o tempo e hoje em dia, com tanta medicação eficiente, não há necessidade de você suportar e de nem seus familiares suportarem tal comportamento.
    Se você trabalha, tem disposição para sair de casa (mesmo reclamando) significa que “depressão” propriamente dita, talvez você ainda não tenha. Em casos de depressão profunda (e para isso existe uma graduação, pois há vários níveis de depressão) a pessoa nem consegue levantar da cama e dorme o dia todo, por exemplo.
    No entanto, a melhor pessoa para averiguar e fazer um diagnóstico reciso, será o psiquiatra. Ele inclusive irá começar com uma medicação ajustada especialmente para você. Os remédios atualmente são receitados “sob medida” como se fossem roupas feitas por alfaiates. Ele irá ajustando essa medicação e qualquer sintoma diferente que você possa apresentar, ele poderá mudar, diminuir, combinar, alterar e assim por diante.
    Caso seja necessário, ele poderá indicar uma psicoterapia para que possa melhor e mais rápido, ajudar você.
    Não hesite em procurar ajuda pois com todos os pacientes que já tive com Distimia, (medicados também) sempre vi uma melhora considerável e rápida!
    Os próprios familiares se surpreedem com a melhora rápida e diferenças pequenas já começam a ser notadas em seguidas.
    Faça isso o quanto antes! Use tudo o que estiver a seu alcance para ter uma qualidade de vida saudável

  23. 02/04/2009 Comentário recebido:
    Oi. Vi uma reportagem que falava da distimia e fui pesquisar na internet. O curioso é que eu tenho todos os sintomas. Já tinha até falado com meus filhos e marido que não sei como eles me aguentam, pois tenho um estado de mal humor muito grande. Sou uma pessoa desesperançosa e meu apetite cresceu muito, estou ficando muito gorda, tenho insônia todos os dias. Gostaria de saber se devo me tratar com um psicólogo ou psiquiatra?
    Marilena responde:
    Procure primeiro um psiquiatra para ver se fato você se encaixa no quadro de Distimia. Só ele poderá averiguar isso de perto.
    Insônia e apetite já não fazem parte, no entanto, do quadro de Distimia e devem ser vistos por outras áreas.
    Você não disse sua idade. Menopausa pode causar insonia e irritabilidade.
    Excesso de açúcar, pode causar insonia (taquicardia). Leia mais sobre “Depressão Mascarada”.
    Distúrbios alimentares podem ter causa emocional.
    Se você está fora da idade de menopausa, etc…. e dos outros quadros, procure sim um psiquiatra para melhor diagnosticar seu caso.
    Distimia é mais comum do que imagina e atualmente, com a gama de medicação adequada, a pessoa rapidamente começa a ter outra qualidade de vida. Ajude-se nesse sentido e procure um psiquiatra o quanto antes para que ele possa ajudar você.

  24. 02/04/2009 Comentário recebido:
    Meu marido (temos mais de 30 anos de casados) tem um mal humor que nos prejudica. Quase nunca vê as coisas como são. Está sempre a reclamar de tudo, a criticar e, muitas vezes, acha que as pessoas o perseguem e só pensam em prejudicá-lo. Já marquei um psicólogo, o qual ele só foi a 4 seções, nesse período achamos que melhorou, apesar dele dizer que não influenciou em nada. Gostaria que me ajudasse no sentido de fazê-lo aceitar que isso é uma doença e que precisa de tratamento, pois é difícil a convivência e sei que com a idade avançando ficara pior (ele já passou dos 50 anos). Lendo a respeito das causas, acho que no caso dele, foi a morte do pai, quando ele ainda era criança e até hoje o pai era o herói que ele não pode conviver.

    Marilena responde:
    Uma pena ele ter interrompido a terapia. 4 sessões é apenas o início de um largo caminho.
    A medicação é necessária, no entanto, e a terapia sozinha, NÃO é o suficiente. O paciente precisa da medicação feita por um psiquiatra.

    Como parece que ele é resistente em procurar ajuda por si só, o melhor seria você procurar artigos, revistas, etc… e mostrar a ele para que ele leia e se perceba vivendo esse quadro.

    Outra alternativa, caso ele ignore isso, seria você buscar alguém da família, ou amigo, que ele considere e respeite e possa conversar com ele sobre isso.

    Ainda, outra alternativa, é a da pessoa mais próxima (você, por exemplo) buscar ajuda indo você a um psiquiatra (dizendo a ele que você precisa saber como lidar com esse comportamento dele) e ele iria acompanhando você. Numa primeira consulta você iria sozinha e conversaria com o psiquiatra sobre o caso dele e numa segunda consulta, o médico já sabendo disso, poderia conversar com ele.

    Ou ainda, você procuraria uma psicoterapia (explicando a ele que você precisa ir para saber como lidar com esse comportamento dele) e ele poderia acompanhar você em alguma sessão (no sentido de dar mais informações sobre o caso dele).

    Pense em algumas dessas alternativas. Geralmente, quando a pessoa percebe que algum familiar está disposto a procurar ajuda pois a convivencia está muito difícil por causa disso, ela mesma decide então fazer uma consulta. Tente pelos artigos primeiro, mas lembre-se que para Distimia, a medicação é fundamental e talvez por isso ele tenha se decepcionado com a terapia, pois viu que a mudança seria nula.

  25. 04/04/2009 Comentário recebido:
    Tenho 22 anos e tenho distimia há 10 anos. Já fiz tudo o que podia ser feito para ficar bem e ainda não consigo. Às vezes acho que vou enlouquecer, já não sei mais o que fazer e nem o que procurar para que seja feito. Tenho uma linda família, um filho lindo e um esposo maravilhoso. Mas ainda sou fechada, queria ser simpática com os outros, sorrir, brincar, dançar, mas não consigo. O que faço? Onde devo procurar ajuda?

    Marilena responde:
    Você diz que já fez de tudo, mas não relatou o que fez exatamente…
    De qualquer modo, se você desconfia que tem Distimia, o correto seria procurar um psiquiatra para que ele possa fazer um diagnóstico correto com a medicação e, também, você deve procurar uma terapia . Foi esse o procedimento que você já fez?

  26. Olá, fui diagnosticada com distimia, por uma médica psiquiatra há 4 anos. Faço uso de medicamento diário e faço terapia com psicóloga. Tudo que posso dizer é que ir ao médico foi a melhor coisa que fiz por mim e por minha família, tomar medicamento para tratar a distimia foi um divisor de águas em minha vida, quem me orientou a procurar a psiquiatra foi minha psicóloga, fiz tratamento somente com psicóloga por 6 longos anos, somente terapia não surtiu efeito para mim. Após o uso do medicamento (…) minh vida ganhou cor, descobri como é bom me relacionar com as pessoas, como é bom ter amigos, até então nunca tinha conseguido fazer amizades duradouras, manter um relacionamento equilibrado. Boa sorte a todos, busquem ajuda ela existe.

  27. 14/09/2010 Comentário recebido:
    Olá Boa Tarde, estava navegano na internet quando me deparei com esse site. É incrível as informações e os sintomas parecem que todos me conhecem… tenho 40 anos sou casada pelo menos por enquanto. Pois meu marido não aguenta mais meu mau humor e minhas reclamações. No entanto tenho outro agravante além da baixo auto-estima, insônia, negatividade eu bebo muito. Sim eu bebo muito, e só quando bebo que eu me acalmo. Mas aí eu começo a chorar por qualquer motivo e razão. O que eu faço vou no A.A. ou no psquiatra?

    Marilena responde:
    A primeira alternativa é buscar um psiquiatra para que ele possa averiguar, se fato, se você tem distimia.
    A medicação nessa quadro é fundamental. Além disso, a ajuda de uma terapia, também, é fundamental e dependendo da gravidade de seu quadro será sim ser importante uma intervençao dos AA.

  28. 16/03/2011 Comentário recebido:
    Olá, venho aqui pra deixar meu relato de superação, pois me identifico com muitos depoimentos aqui. Tenho 31 anos e há, aproximadamente, 10 anos descobri a distimia, que na época não era conhecida por este nome. Era um estado leve de depressão, mas que prejudicava muito minha qualidade de vida. Com ajuda de um psiquiatra, passei a conhecer o problema e me conhecer melhor, o que é fundamental, porque alguns casos possuem particularidades. O tratamento com medicamento funcionou bem, mas demorou um tempo para fazer efeito (por isso muitas pessoas abrem mão do que seria a melhor solução); o tratamento exige um pouco de paciência. Nessa luta me dei conta que eu tinha um aliado importante: o EXERCÍCIO FÍSICO, que me proporciona muitos benefícios. Acho que a fé e a persistência em resolver o problema são fatores importantes.

  29. 23/03/2011 Comentário recebido:
    Obs.: Estamos publicando diretamente aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.
    Acho que eu tenho isso aí… Tenho 30 anos e desde os 18 tenho depressão e problemas de pânico. Sinceramente, não acredito em remédios e nem em terapia, já fiz os dois e só percebo uma melhora temporária, depois volta tudo de novo. O jeito é se acostumar…

    Marilena responde
    Talvez, você tenha interrompido o tratamento por sentir-se melhor, o que geralmente acontece com as pessoas. Assim que há uma melhora, a pessoa para a medicação, mas pouco tempo depois, há recaída.
    Distima pode ser contornável sim, se existe persistência com a medicação e terapia.
    Verifique se não foi isso o que aconteceu com você.

  30. 01/09/2011 Comentário recebido:
    Oi! Tenho 32 anos e acho que também sofro desse problema.
    Desde criança eu sinto um eterno vazio, um sentimento de rejeição, de não ser digna de fazer parte da vida de alguém. Tenho um comportamento descompromissado com minha família, não vou atras de cuidar de coisas que são de minha responsabilidade e isso refletiu em minha filha de onze anos, que sofreu muito na escola por ser rejeitada pelos colegas por estar sempre desleixada e retraída igual a mãe.
    Graças a Deus eu consegui levantar a autoestima dela com psicoterapia e mudando de atitude, principalmente, em relação a ela, tentando controlar minha irritabilidade e reclamando menos.
    Esse esforço me fez ver o quanto eu sou capaz de mudar, embora esse progresso seja minímo, para mim foi de grande importância. Mas ainda assim, nem de longe eu acho que vou me curar sozinha.
    Depois de todos esses anos, finalmente me dei conta de que eu preciso de ajuda.
    Minha família merece uma pessoa melhor e é hora de deixar a acomodação de uma vez por todas e ir procurar tratamento.

  31. 20/05/2013 Comentário recebido:
    Por experiência própria…. Procurem um psiquiatra que realmente esteja engajado no assunto!!! Quando minha filha estava com 7 anos já havia notado um mau humor e irritabilidade muito exagerados partindo dela, constantes, por anos, cada vez se agravando, algumas vezes com isolamento social. Fui procurar um psiquiatra no (… omitido…) SP , levei um balde de água gelada, um descaso total, a Srª médica nem propos acompanhamento para fechar um diagnóstico, dizendo que eu estava exagerando, mesmo eu a alertando que hávia muitos casos de depressão na família. Eu e meu marido saímos de lá decepcionados, e o pior achando que estavamos errados. Conclusão, minha filha está com 17 anos sofre muito com isto, perdeu amigos. Poderíamos ter feito muito por ela se não fosse o descaso de profissionais despreparados. Existe uma linha muito tênue entre a distimia e o comportamento mal humorado por isso o profissional deve ter muita atenção. Desejo muita sorte para que encontrem um psiquiatra competente, e que esteja realmente envolvido no assunto.

  32. 03/10/2013 Recebido de F.:
    Obs.: Publicamos aqui, pois a resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço.
    Oi, tenho fobia social desde os meus 19 anos e com isso me afastei dos colegas da igreja por eu não querer que eles me vejam em estado deprimido, eu sempre sou pessimista e me isolo dentro de casa e evito fazer amizades e encontrar pessoas que eu conheço.
    Posso ter Distimia???

    Marilena responde:
    Fobia social é diferente de distimia.
    Não parece ser distimia o que você tem, mas você não relata se já fez terapia.
    Isso é fundamental para melhorar a qualidade de vida da pessoa.

  33. ​02/08/2015 Recebido de J.C.​
    ​A resposta enviada por e-mail retornou por erro de endereço. Omitimos as informações para preservar a privacidade.​

    Olá só quero mesmo desabafar…tenho ​xx​ anos, casada há ​xx​ anos, filho​s​… o mais novo, mas um amor de criança….​ ​o q acontece e q sofri a adolescência toda com uma depressão severa….nao encontrava felicidade em viver….não saia, não dançava, não desobedecia….só estudava, lia o tempo todo…a ponto de ler três livros por dia….bem, ​…

    ​Marilena responde:

    É muito importante que você procure um médico ou mesmo um psiquiatra para aquele possa ajudar você. Não tenha medo ou vergonha de se sentir frágil, nesse momento, pois cada indivíduo passa por fases na vida onde a medicação é necessária. Além disso há filhos que dependem de você e um trabalho que precisa continuar.

    Ajude-se nesse momento e procure um médico em seguida.

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