Nasci para contestar

Geralmente se ouve que a fase da adolescência é invariavelmente incontrolável, aborrecida e cheia de guerras. Aparentemente é uma relação só de atritos e sem saídas. A tônica dessa fase é sem dúvida a da rebeldia, da contestação. Mas a partir do momento que entendemos cada faceta dessa contestação, encontramos também uma saída. A contestação muitas vezes está embutida numa rebeldia e precisamos entender bem do que isso se trata.
Há duas espécies de rebeldia:

Continue lendo

De mãe para filha (I)

Mãe e filhaMuitas vezes parece que o relacionamento entre mãe e filha é mais fácil do que em outras relações: mesmo sexo, muita proximidade, facetas semelhantes, etc. Logicamente, todo este relacionamento depende muito da idade que a filha está atravessando.

 

Aqui, no entanto, vamos nos fixar numa determinada faixa de idade: adolescência e mocidade.

 

É comum pensarmos só na fase que a filha atravessa e esquecermos de pensar na fase da mãe.

 

Continue lendo

De mãe para filha (II)

Mâe e Filha

Mâe e Filha

Continuação De mãe para filha – Parte 1

O crescimento da liberdade pode causar certa rivalidade velada. A filha chega a momento de livre-escolhas, opções variadas tanto nos cursos como quanto a namorados, viagens, lazer, etc … e, justamente nessa fase, a mãe vivencia o inverso da situação. Sua liberdade de escolha já não é tão grande assim, sua permanência no trabalho já se tornou uma necessidade sem escolha e praticamente sem saída, pois para muitas é o meio de sobrevivência e manutenção da casa. Até a frustração de um relacionamento não muito satisfatório no casamento leva a um questionamento dessa falta de liberdade e uma inveja inconsciente.

É, portanto, uma fase que desperta em algumas mães esse tipo de sentimento e até intolerância em relação à filha. O sentimento do abandono e da inutilidade, por si só, promove um distanciamento de ambas as partes.

É uma fase também de projeção… Continue lendo

Frustração

Lidando com as frustações

Lidando com as frustrações

Saber lidar com a frustração é um ponto decisivo para você ser mais ou menos feliz.

Saber lidar com as frustrações é importante para você, também, saber lidar com as pessoas e isso inclui relacionamento no trabalho, na família, no casamento, etc…

A base desse “lidar com a frustração  começa na infância. Ela pode ser moldada, aprendida, exercitada. A criança que recebe tudo o quer, na hora que quer sem o mínimo de esforço; que tem uma mãe que sempre pensa: “Vou proteger para que ele/ela não sofra” e se antecipa para atender essa criança imediatamente, antes que a criança tente fazer por ela própria, que faz todas as vontades, etc… faz com que essa criança desenvolva uma baixa resistência à frustração.
Crianças desse tipo, tornam-se  adolescentes voluntariosos, rebeldes e, posteriormente,  adultos infantilizados, com problemas de adaptação em diversas áreas.
Há vários níveis de frustração: Continue lendo

Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1

Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes …
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos com a decisão escolhida.

Continue lendo

Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 2

… Continuação de Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1

Podemos incluir aqui também, a escolha de amigos. Pais que tinham grande dificuldade em andar com turmas, tendo preferência por um ou dois amigos íntimos, não conseguem aceitar com facilidade essa turma numerosa do filho. A agitação em casa é maior quando esses amigos chegam, o barulho é atordoante, etc …

A tendência, então, dos pais é “escolher” determinados amigos, elogiando-os, e buscando defeitos nos demais. Criticam a bagunça da turma, e sempre que podem, enaltecem a importância de ter apenas um amigo íntimo, mas sempre presente e fiel. Falam da qualidade e da quantidade, sabendo perfeitamente como fortalecer e induzir o filho a ter determinada escolha. Minha vontade aqui, é que eles vivam aquilo que vivi, tratando-se também de uma projeção.

Como detectar esse mecanismo em nós? O primeiro movimento, é olharmos o tipo de vida que tivemos junto a nossos pais, verificando se nossas escolhas e projetos foram, realmente, eleitos por nós ou não. Podemos então ter uma visão mais ampla de como anda nosso comportamento em relação aos filhos.

Continue lendo

A hora e a vez da Agressividade

Agressividade no mundo atual…

Vai detonar, arrebentou… Animal!!!

Já não basta a agressividade explícita que nos rodeia. Agressividade no trânsito, na rua, nos seqüestros, nos assaltos, nos filmes de pancadaria e explosões, tragédias, etc… etc…

A agressividade instalou-se no vocabulário nosso do dia a dia.

Querendo ou não, as “qualidades” não podem mais ser comuns, tradicionalmente corretas. Elas precisam de uma certa força, de uma explosão verbal para parecerem impactantes, ou correm o risco de não serem eficientes e nem sequer notadas.

Continue lendo