Culpa

A culpa tem diversas roupagens e diversas facetas.

Existe a culpa do presente; a culpa da mãe que trabalha e não fica muito tempo com os filhos.

Mas, existe a culpa do passado. A culpa por alguma coisa que você fez e que não se perdoa. Esta é uma das situações mais difíceis de se lidar, pois ela também pode trazer, além do adoecimento emocional, o adoecimento físico.

Quando o indivíduo começa a falar sobre essa culpa passada, ele “murcha”, perde o viço, se abate e se curva, porque a culpa pesa, se transformando num fardo.

O mais importante além da culpa em si, é como lidar com ela dali em diante.

A culpa do passado é trágica porque é impossível mudá-la e, provavelmente, trouxe consequências para outras pessoas e mesmo para você. Coisas que você, também, não pode apagar.

Dois questionamentos sempre aparecem, neste momento: SE… e POR QUE…?

“- E se eu não tivesse feito isso? – Por que eu fiz isso?”

O indivíduo abastece seu emocional com essas duas indagações, que não vão resolver o passado e não irão mudar o já feito e, além disso, irão aprisioná-lo ao passado. Emocionalmente, você irá ficar paralisado, lá atrás, no passado.

Na contramão do SE e do POR QUE, existe o APESAR DE.

É esta ponderação que poderá resgatar o indivíduo do passado, fazendo com que ele caminhe para o futuro.

“Apesar de tudo feito foi possível caminhar até aqui, foi possível construir algo diferente, ou mesmo, foi possível construir algo. É o APESAR que ajudará olhar adiante.

Não se trata de uma palavra mágica que mudará rapidamente sua vida, mas vem como auxílio, numa tentativa de evitar o adoecimento físico e emocional. É a tentativa de resgate que possibilita o emocional se refazer, se recuperar, se “medicar” e se reestruturar a partir daí.

Avalie tudo isso!

 

Ciladas

Um caso difícil: uma pessoa casada com alcoólatra ou com marido agressor, vivendo vários anos cuidando e tentando minimizar as sequelas dessa condição, consegue desvencilhar-se desse parceiro, pondo fim a essa relação.

Solução que, muitas vezes, trata-se de um escape à sobrevivência dessa pessoa que se encontra no extremo da exaustão emocional.

Passam-se os anos e esta mesma pessoa encontra outro parceiro que por “coincidência” apresenta o mesmo quadro de alcoolismo ou o mesmo caráter agressivo. Continuar lendo

Proteja seu Filho

MaosDadas

A criança acorda toda manhã, pega sua mantinha e vai para o quarto dos pais 
dormir mais um pouco com eles.
Os pais compram um beliche, a criança acorda na parte de cima, desce a
 escada de meias e carregando, de novo, sua mantinha. Atrapalha-se na descida
 com a manta enrolada pelos pés, escorrega e cai no chão, quebrando o braço 
ou…. coisa pior.
 Os pais dizem: “Falei para você  DESCER COM CUIDADO! Viu o que você fez?”

Transferências erradas de responsabilidades!!!

Outra cena… Lugar cheio de gente e os pais dizem: “Não saia de perto de 
mim, não largue minha mão, não fique longe de mim.
 A criança, num segundo qualquer, se distancia e se perde. 
Quando a encontram os pais dizem: “Não falei para VOCÊ não largar minha mão? 
Não avisei? Por que VOCÊ fez isso?”.
 Novamente, transferência errada de responsabilidade. Continuar lendo

Tempo com os filhos

Tempo para os filhos

Tempo para os filhos

Filhos que estão na escola meio período e quando chegam, não podem ficar em casa com empregada e se atiram em diversas atividades. Além da escola, têm aula de natação, computação, judô, etc…. etc….
Esse é o quadro que temos hoje. Comum, sem dúvida, mas eficiente? Terão consequências ou já as têm que talvez nem estejam sendo identificadas pelos pais?

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Cuidado com as Neuroses (II)

… Continuação do post Cuidado com as neuroses (I) 

 

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque ele confia em Ti”

(Isaías 26:3)

Para termos uma noção aproximada dessa neurose que gera ansiedade e conflito numa tentativa de equacionar todas as atividades do dia a dia, repasso parte de questionamentos de algumas mulheres que vivem esse conflito neurotizante da vida moderna. Quem sabe você se identifica com alguns depoimentos…

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Depoimento de uma Mãe

Reproduzimos a seguir uma troca de correspondência com uma mãe e o objetivo é mostrar que algumas simples mudanças de atitude tem resultados imediatos, tanto para a criança como para os pais.

02/02/2011 Comentário recebido:

Meu filho tem cinco anos e iniciou o 1º ano do fundamental I. Está na escolinha desde os 04 meses. Ocorre que ele está muito desobediente e eu estou ficando sem paciência e percebo que ando muito explosiva, grito demais com ele e chego até dar uns tapas no bumbum, esta semana começaram as aulas e desde o primeiro dia vem reclamação dele na agenda, ele não pára de conversar na sala de aula e empurra os amiguinhos, me ajude como devo conversar com ele, estou tão preocupara não quero falar nervosa e nem gritando. Ajude-me, por favor. Continuar lendo