Sobre a “Manifestação Artística” no MAM

A manifestação artística pode acontecer de diferentes formas, em diferentes lugares e momentos, mas direcionada a determinado público, assim como também são feitos os diferentes gêneros de filmes, destinados a determinadas faixas etárias.

Lamentável, no entanto, o que foi feito no MAM, onde se discute, infelizmente, somente a liberdade de expressão, que naturalmente pode ocorrer de qualquer modo, mas não a quem é dirigida; o que é fundamental!

Lamentável aqueles que apoiam a permanência de crianças no local e sua exploração, desconhecendo totalmente o processo de desenvolvimento emocional infantil, onde exposições dessa forma desprotegem a criança deixando-a à mercê de imaginar que o toque pode ser feito a qualquer um de modo “natural” ; como era o proposto nessa exposição, fazendo assim com que essa criança, eventualmente, possa se permitir ser também tocada por qualquer pessoa, imaginando ser isso absolutamente natural.

O mesmo ocorreu com a exposição do Santander, onde é válida a arte, mas sempre levando em consideração A QUEM é dirigida (com limite de idade). Assim como não levamos uma criança a um filme de terror, o mesmo deve acontecer com exposições desse tipo.

Depois de tantos estudos, tanto conhecimento, tanta pesquisa e tantos fundamentos e esclarecimentos sobre a construção da mente infantil e seu desenvolvimento emocional, encontramos  ainda barbáries e pessoas ainda com total incapacidade e falta de maturidade e lucidez, expondo e desprotegendo essas crianças.

Lamentável o ocorrido, lamentável a falta de percepção do que é adequado ou nocivo para o emocional infantil, e lamentável ainda  a defesa insana de determinados órgãos e pessoas que insistem em ver alguma “sanidade” nessa “manifestação artística”.

Links que merecem ser visitados, sobre o tema:

AMB Alerta sobre La Bête, encenada no MAM

Arte, nudez e um debate distorcido

Exposição à nudez afeta o desenvolvimento emocional das crianças

E tudo mais que possa ser dito a esse respeito, aqui se esgota e aqui se conclui.

Observação: As  publicidades, propagandas ou links que aparecem ao final de cada post, neste Blog, NÃO SÃO indicações, nem sugestões e nem têm relação ao Blog.

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Ciladas

Um caso difícil: uma pessoa casada com alcoólatra ou com marido agressor, vivendo vários anos cuidando e tentando minimizar as sequelas dessa condição, consegue desvencilhar-se desse parceiro, pondo fim a essa relação.

Solução que, muitas vezes, trata-se de um escape à sobrevivência dessa pessoa que se encontra no extremo da exaustão emocional.

Passam-se os anos e esta mesma pessoa encontra outro parceiro que por “coincidência” apresenta o mesmo quadro de alcoolismo ou o mesmo caráter agressivo. Continuar lendo

Vendedores de Ilusão

Com a sofreguidão pela busca da “boa forma”, deixamos passar detalhes importantes que as reportagens nos trazem: a idade daqueles que são estampados nas capas de revistas. Na grande ilusão de tentarmos nos igualar àqueles que lá estão, nem sequer percebemos o quão irônico é esse viés.
Manter boa forma aos 26, 30 anos, na verdade, não se trata de uma tarefa tão difícil. Por que não apresentam pessoas acima de 70 anos, que mantêm, apesar de tudo, uma forma saudável e jovial? Na verdade, existe um certo objetivo para isso. Manter um nível adequado de frustração que, por mais estranho que nos pareça, é aconselhável no mundo moderno de hoje.

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Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1

Quantas vezes, vemos em nossos filhos a segunda chance de realizarmos nossos sonhos frustrados?
Às vezes, agimos desta forma inconscientemente, mas às vezes …
Bem, é preciso estar conscientes de que nossos filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que nosso papel nesse processo é orientá-los para que alcancem a realização profissional e estejam satisfeitos com a decisão escolhida.

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Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 2

… Continuação de Pais que projetam seus sonhos nos filhos – Parte 1

Podemos incluir aqui também, a escolha de amigos. Pais que tinham grande dificuldade em andar com turmas, tendo preferência por um ou dois amigos íntimos, não conseguem aceitar com facilidade essa turma numerosa do filho. A agitação em casa é maior quando esses amigos chegam, o barulho é atordoante, etc …

A tendência, então, dos pais é “escolher” determinados amigos, elogiando-os, e buscando defeitos nos demais. Criticam a bagunça da turma, e sempre que podem, enaltecem a importância de ter apenas um amigo íntimo, mas sempre presente e fiel. Falam da qualidade e da quantidade, sabendo perfeitamente como fortalecer e induzir o filho a ter determinada escolha. Minha vontade aqui, é que eles vivam aquilo que vivi, tratando-se também de uma projeção.

Como detectar esse mecanismo em nós? O primeiro movimento, é olharmos o tipo de vida que tivemos junto a nossos pais, verificando se nossas escolhas e projetos foram, realmente, eleitos por nós ou não. Podemos então ter uma visão mais ampla de como anda nosso comportamento em relação aos filhos.

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